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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tarso Genro sugere a Zero Hora que siga o Código de Ética da RBS

Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), contestou nesta quarta-feira (1º) o texto intitulado “Quem te viu, quem te vê”, publicado na coluna Página 10, assinada pela jornalista Rosane de Oliveira, em Zero Hora. O texto critica o governo do Estado por “não divulgar os nomes dos 17 servidores (ou ex-servidores) que figuram no relatório da comissão processante como possíveis envolvidos em irregularidades” [no Daer – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem].
Em nota enviada ao jornal, Tarso Genro manifesta “inconformidade com as acusações, que imputam ao governo o encobrimento de nomes”. “O próprio governo do Estado, através da Procuradoria Geral do Estado, é quem fez a investigação, por determinação direta do governador”, afirma o chefe do Executivo gaúcho. Segundo ele, “o governo não é contrário à divulgação dos nomes das pessoas eventualmente implicadas, mas entende que o órgão apropriado para fazer esta divulgação é o Ministério Público, que tem a responsabilidade da Ação Penal e o dever de aferir os resultados da investigação”.
O governador também critica o texto por “misturar posições do PT com posições do governo do Estado, como se outorgar ao MP a decisão de divulgar os nomes, fosse uma posição contrária do Governo contrária ao resultado da investigação”. O texto em questão, prossegue Tarso Genro, “nega ao Estado um dever ético que é determinado pelo próprio Guia de Ética da RBS, que é uma instituição privada, e que está assim redigido:
“O mero registro policial ou a proposta de ação judicial não são elementos suficiente para a divulgação de nomes de suspeitos ou acusados, a menos que haja a devida contextualização para se compreender um fato de interesse público”.
Tarso Genro classifica ainda como “curiosa” a comparação com a comissão de sindicância que apurou responsabilidades no escândalo do Detran, durante o governo Yeda Crusius, e a comissão processante atual:
“A situação é diametralmente oposta. Os apontamentos da PGE à época (2008) e a “divulgação dos nomes” se deram sete meses após a deflagração da chamada Operação Rodin, quatro meses após a conclusão de inquérito por parte da Polícia Federal e e em pleno curso de uma CPI que tratou sobre o tema. Os nomes dos supostos envolvidos já estavam amplamente publicizados, com o aval do Ministério Público Federal. No caso atual, o Governo atuou na vanguarda das investigações, propiciando o ambiente institucional adequado para a realização do trabalho da comissão processante, bem diferente do que ocorreu em períodos anteriores”.
As acusações feitas ao governador no referido texto, conclui Tarso Genro, “partem do pressuposto que uma instituição privada tem o direito de não informar, quando entende que este é o seu dever ético, e que o Estado não deve obedecer aos mesmos pressupostos”.
Segundo ele, o governo, não fará nenhuma objeção caso o Ministério Público decida divulgar os nomes. “Pelo contrário, se a instituição verificar que há fundamento na investigação conduzida pelo Executivo, saudaremos a publicização de tudo o que foi apurado, inclusive os nomes”.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Minha pátria é minha língua

Rosane mordeu a língua
Ninguém me perguntou, mas vou dar minha opinião sobre a aprovação do projeto de lei que obriga a tradução de termos estrangeiros no Rio Grande do Sul, de autoria do Deputado Estadual Raul Carrion (PC do B). O projeto não é absurdo ou esdrúxulo  como alguns dizem. Aliás, o PRBS resolveu esculachar o Carrion, o que ele deve estar achando muito bom. Não sei se o projeto será considerado constitucional, porém, o debate que ele estabelece é positivo. Não tem nada a ver com a proibição do uso da língua inglesa, como noticiou o Portal IG. Cada um pode ler o original do projeto e verificar. O que a proposta estabelece é a utilização preferencial de termos que já existam em português e tradução daqueles que ainda não tenham uma forma aportuguesada. Aliás, se vocês lerem a justificativa, verão que o proponente confunde língua com idioma, o que deveria ser evitado em um projeto desse teor, mas, de qualquer maneira, a proposta nada tem a ver com xenofobia. Foi um modo de o deputado manifestar sua preocupação com o modismo e a adoção indiscriminada de termos estrangeiros quando já existem termos dicionarizados para denominar uma mesma coisa.
Conheço o Raul Carrion, diferente do que disse a Rosane Oliveira, ele não fez isso para obter quinze minutos de fama. Fez por que é um nacionalista e tem suas convicções. Aliás, a Rosane e o boletim no qual trabalha dão suas resvaladas no idioma, sem nenhuma observação posterior (veja aqui).
Podem discordar da proposta. Nem sei se uma lei resolverá o problema sério de descaracterização de nosso idioma. Podem dizer que a proposta é inconstitucional, inconveniente, inócua ou inoportuna. Porém, achincalhar o autor do projeto não é o caminho.
Decididamente, o ódio não constrói. Tampouco a mentira.

sábado, 28 de agosto de 2010

Desculpem companheiros, mas...

Sou engajado, mas sou crítico. Então, aí vai.
Primeiro: por mais que eu não goste da Rosane Oliveira e respeite o Cpers, tenho que concordar com a "abelha rainha". O Cpers perdeu uma chance de deixar a Yeda de saia justa. Ou ia, e ficava nomeio do inferno, espremida entre os outros candidatos e o professorado indignado com ela, ou não ia e teria que ficar se explicando. Que ela é inimiga dos professores a gente já sabe,  não precisava deuxar ela fora do debate pra mostrar isso.
Segundo: não vou levar de barato que o Paim esteja mesmo em terceiro (como vocês bem sabem, não comento pesquisa). Mas ter como estratégia  principal  dizer que é preciso votar em Paim e Abgail não me parece muito eficaz para enfrentar os dois pesos pesados adversários.