quinta-feira, 16 de julho de 2009

As campanhas do PRBS


O PRBS é campeão em fazer campanhas tão unânimes quanto ineficazes. Quem defende a violência contra crianças? Ninguém. Quem é contra a violência no trânsito? Ninguém. Quem é a favor do crack? Ninguém. Para não ser mal entendido, até mesmo os que abusam de crianças, são violentos no trânsito e traficam crack dirão que são contrários, pois são ideias socialmente condenadas.
O problema é que as campanhas do PRBS são totalmente ineficazes. As crianças têm sofrido abusos constantes, a viiolência no trânsito aumentou e o crack... bem, vamos ver se o consumo de crack diminui depois desse apelo do PRBS. No fim das contas, todo mundo veste a camisetinha, faz encontros, seminários e....Se as campanhas de “responsabilidade social” do PRBS fossem tão eficazes quanto suas campanhas eleitorais, o RS seria uma Noruega.
Por isso, em protesto, mesmo achando o crack um dos grandes flagelos da humanidade, não pagarei R$ 8,00 para vestir a camiseta do PRBS. E pronto!

Os resultados do SIMPA







Antes de qualquer coisa, acho que o Sindicato dos Municipários fez tudo o que foi possível para arrancar algo melhor da administração Pilatos. Porém, é forçoso reconhecer que o governo conseguiu o que queria. Manteve o parcelamento, retardou o aumento do vale-alimentação e tudo o mais. As vitórias da mobilização restringiram-se a evitar que fossem cumpridas algumas ameaças. É alguma coisa, mas, convenhamos, bem pouco para uma campanha salarial que começou pedindo a reposição de 17% e terminou lutando para que o governo pagasse 5,53% em uma parcela. Não conseguimos.

A culpa é do SIMPA? Não creio. O problema é que não se conseguiu achar uma bandeira pela qual valha a pena sacrificar-se. Por isso, a tendência era de redução das mobilizações. Não cabe autoflagelação, mas não se deve tapar o sol com a peneira. Acoisa tá braba e o governo Pilatos conseguiu o que queria. Para o futuro, devem ser pensadas outras formas de ação sobre o governo. Quais? Aceito sugestões.
A perguntinha é: se a maior parte da atual diretoria estivesse na oposição, acharia o resultado da mobilização positivo?

"Voces" quem????


Comentário breve. A Rainha de Copas esqueceu de acentuar a palavra "você". Além disso, quem são as crianças da governadora?
Leia mais sobre o vexame da desequilibrada aqui.
Obs: Ainda que se comprove a compra da casa de modo fraudulento, não concordo com manifestações em frente à residência das pessoas. Pessoas públicas têm espaços públicos onde exercem suas funções públicas. Neles, as manifestções públicas podem e devem ser exercidas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Despiroqueou de vez

A Rainha de Copas emite sinais de progressivo comprometimento das faculdades mentais. Antes, o discurso padrão era culpar os comunistas, agora, culpa-se o PT e seu pré-candidato. A teoria da conspiração da "inteligência" yedista é digna do Agente 86.
As consequênicas podem ser duas, não excludentes:
a) Impulsionar a candidatura de Tarso como o candidato "anti-Yeda", cacifando para o segundo turno. Se o intelectual orgânico encarar com tranquilidade e sem responder com rompantes irônicos ou agressivos, pode se aproveitar da situação;
b) estabelecer, desde já, uma polarização "Yeda x Tarso", assim como foi feito com Antônio Britto. A população, bombardeada com o discurso de "paz no Rio Grande", pode procurar um "pacificador", que não entre nessa polêmica e vá para o 2º turno contra Tarso, reunindo todos os apoiadores daquela coisa estranha chamada antipetismo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O ocaso dos "políticos diferentes"


Finalmente a balela de que "no Rio Grande é diferente" está acabando. Nossos políticos não são tão diferentes dos demais, ou melhor, são diferentes mas não são melhores nem piores que os demais. O Rio Grande do Sul não é mais honesto que nenhhum outro estado, nosso passado não é mais glorioso nem menos glorioso que o de qualquer outra unidade da federação, ou qualquer outro lugar do mundo, quiçá do planeta Terra. Somos o que somos e nossos políticos são o que são. Segundo "a viúva", nossos políticos dão até medo pelo jeito como fazem política.
O que o Rio Grande do Sul tem melhor do que a maioria das demais unidades da Federação são cronistas e ideólogos sempre dispostos à cantar loas às glórias do passado e às excelências do presente. Às vezes dizem a verdade, às vezes não.
A política do Rio Grande não está em crise, está onde sempre esteve, assim como a política brasileira. É triste, mas é isso. Quem está decepcionado é por que esperava demais de seres humanos desse país chamado Brasil, com suas grandezas e vicissitudes.
Quanto a mim, espero pouco, por isso não me decepciono.
É a minha opinião singela.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mais uma opinião de David Harvey

Esqueci de postar no momento em que foi divulgada, mas a entrevista de David Harvey sempre vale a pena ser lida.

Ordem de despejo

Pois é.. .tem camelô ameaçado de despejo do camelódromo por não ter dinheiro para pagar o aluguel dos cubículos, digo, bancas. A coisa tá feia. Não podem vender pirataria e ainda têm que pagar um dos metros quadrados mais caros de Porto Alegre. Pra variar, dentro do estilo Pilatos de governar, não é a Prefeitura que está agindo sobre os vendedores, mas a empresa que tem a concessão do Camelódromo. Os vendedores foram à Câmara para tentar uma solução. A única coisa que conseguiram, até agora, foi a promessa da empresa de que não irá mandar ninguém embora antes de uma audiência com o Prefeito ou autoridades municipais para dar um encaminhamento à situação. Ou seja, os camelôs estão nas mãos da agilidade e proatividade de Pilatos: tão ferrados.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Em defesa da orla do Guaíba

A realpolitik, Lula, PT e Sarney


A realpolitik deve sepultar a crise do Senado, protagonizada por José Sarney. Todos têm razão e ninguém tem razão. Sarney fez o que sempre fez e sempre foi denunciado. A oposição, que já esteve no outro lado, resolveu que é mais interessante denunciar do que assumir a co-responsabilidade com as falcatruas do clã sarney. Lula, que já recebeu apoio de Sarney em 89, contra Collor (lembram?), vai apoiar que o apoia. O PT, de inimigo figadal, passou a ser aliado de Sarney. Todos agem conforme interesses maiores a defender. É triste, mas não tem niguém inocente nessa história. Lula, acostumado com crises e escândalos entrou em campo, segurou os ânimos do PT e aposta que as coisas vão passar e as pessoas vão esquecer de tudo até o próximo escândalo.
Luis Antônio Magalhães também viveu esses momentos. Sofreu abalos, submergiu, retornou, até morrer melancolicamente, acompanhando o enfraquecimento do chamado "carlismo", na Bahia. Muito do que ele fez e representa sobreviveu vai permanecer, memo que venha a ser uma sombra do que já foi o poder de ACM. Minha aposta e minha tímida esperança é que Sarney vá ter um destino semelhante. O PT e Lula vão ajudá-lo a passar por esse momento. Ao longo do tempo, Sarney vai ir regredindo e, daqui a uns quinze anos, talvez, o sarneyzismo (já sem Sarney que deverá morrer nesse tempo, se minhas previsões estiverem certas) irá empalidecendo para se tornar uma lembrança do que já foi e ainda é, em parte.
Nosso Brasil é isso, uma sucessão de pequena mudanças, conduzidas por pessoas com um pé no passado e outro pé no futuro e caminhando lentamente. As instituições e a mentalidade brasileiras não são destruídas, quebradas, ou revolucionadas. Vão sendo transformadas progressivamente.
É a minha singela opinião.

500 anos da chegada de Caramuru


Este anos, faz 500 anos da chegada de Caramuru ao Brasil. Mito e realidade se misturam na vida desse sujeito que deve ter sido uma figuraça.