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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Camelódromo


Às vezes eu acerto. Uma das primeiras postagens deste blog foi sobre o camelódromo e meus prognósticos não eram bons. Para provar que não sou apenas um pessimista, a situação está tuim mesmo. Muitos estão inadimplentes e ameaçados de despejo. O trambolho de cimento está cercado de vendedores de tudo que é pitrataria e a freguesia não corresponde ao que foi anunciado.
Vem mais coisa por aí, mas o centro de Porto Alegre, sem as lonas amarelas que tomavam conta da Praça XV, dificilmente voltará a ser o que era para os camelôs que caíram na conversa da Prefeitura.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ordem de despejo

Pois é.. .tem camelô ameaçado de despejo do camelódromo por não ter dinheiro para pagar o aluguel dos cubículos, digo, bancas. A coisa tá feia. Não podem vender pirataria e ainda têm que pagar um dos metros quadrados mais caros de Porto Alegre. Pra variar, dentro do estilo Pilatos de governar, não é a Prefeitura que está agindo sobre os vendedores, mas a empresa que tem a concessão do Camelódromo. Os vendedores foram à Câmara para tentar uma solução. A única coisa que conseguiram, até agora, foi a promessa da empresa de que não irá mandar ninguém embora antes de uma audiência com o Prefeito ou autoridades municipais para dar um encaminhamento à situação. Ou seja, os camelôs estão nas mãos da agilidade e proatividade de Pilatos: tão ferrados.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Visita ao camelódromo


Dia desses estive no Centro Popular de Compras(CPC). Pouco depois, os vendedores realizaram uma manifestação de protesto (juro que a culpa não foi minha). Eles estão insatisfeitos com a queda nas vendas e os altos preços dos aluguéis.

O camelódromo não é de todo mau. É um trambolho encravado no centro, mas internamente é passável. Minha acurada observação prognostica que, a médio prazo, vai virar um novo Guaspari, ou Hipo-fábricas. Por isso, quem quiser conhecer vá logo como eu fui.

Pois aí é que entra uma observação um tanto cínica do boletim do PRBS. Segundo o jornal, o CPC é um sucesso de público, mas não de vendas. Daí a insatisfação dos neo-lojistas. Ao mesmo tempo, o comércio situado na região do antigo camelódromo parece estar vendendo mais.

Bem, podemos concluir que, assim como este que vos escreve, muitas pessoas foram ver como era o bicho, mas não estão interesadas em comprar nada lá. Aliás, muito do que se vendia no antigo espaço não está mais sendo vendido no espaço novo. Outra conclusão possível é que, se as lojas da Praça XV aumentaram as vendas, gente que comprava dos antigos ambulantes não compra mais. Como o dinheiro não se multiplicou, se uns ganham, alguém vai perder. Por fim, se a renda diminui, como pagar os cerca de R$ 400,00 reais de aluguel dos cubículos, digo, das lojas do camelódromo. Menos receita e mais despesa...o resultado é previsível. O CPC possui um dos m² mais caros de Porto Alegre (por volta de R$ 100,00 o m²). Comparem o valor dos aluguéis em qualquer classificados e constatem por si mesmos.

Não acho que tudo esteja errado. A liberação do espaço da Praça XV foi uma coisa boa. O problema é que já encheram de carros. A ideia não era liberar o centro e diminiuir o fluxo de automóveis? Também não acho que o CPC esteja condenado ao fracasso. Porém, assim como eu, muita gente foi lá só prá ver e camelódromo não é ponto turístico. É por isso que os neo-lojistas estão preocupados. Já eu... estou só olhando, de longe.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Camelódromo


O Centro Popular de Compras de Porto Alegre já foi vítima de roubo da fiação, de goteiras, de batidas contra venda de produtos piratas... Não quero ser pessimista, mas algo indica que as coisas não vão funcionar como se pensava. Agora, o "trambolho" (sim porque aquele prédio é um trambolho) já foi colocado no centro da cidade e quem estiver no centro e quiser comprar uma borrachinha para cabelo tem que ir até a Praça Rui Barbosa....
A mídia diz que os ex-ambulantes estão felizes e a Prefeitura também. Quero mais é que todos sejam felizes. A empresa responsável pelo prédio (ele é privado, não se esqueçam), diz que vai mudar o sistema de segurança....Ah, ainda tem a licitação da mina de ouro, quero dizer, do estacionamento. Tem muita água pra rolar até a gente saber aonde nos levará o camelódromo.