sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lá embaixo

Li o boletim do PT Amplo, corrente que abriga as ideias de Tarso Genro no RS. Bem feito e coisa e tal. O que me impressionou foi a virulência do ataque à CNB. Acho que esse negócio de propor a cabeça de chapa para o PMDB não prospera, mas é possível enfrentar o debate político sem ridicularizar o adversário, ou rebaixar os argumentos.
Tarso tem estatura política e apoios suficientes para fazer um debate maior que o boletim de sua campanha está fazendo. Tarso será o candidato do PT. Não tenho dúvidas. O único problema é ver se ele consegue ser candidato não apenas porque tem maioria, mas porque conseguiu construir um consenso majoritário.
O costume do PT construir alternativas internas na base de um embate ácido demais sempre deixou sequelas negativas. Tarso já sofreu esse tipo de ataque quando foi o candidato em 2002. Alguém lembra? Circulava um adesivo que dizia: Olívio, sim; PL não, contestando a coligação feita em nível nacional. Naquele tempo, PTA e CNB eram a mesma coisa e a DS defendia (com razão) a candidatura de Olívio à reeleição. Na política e na vida, é comum mudar de opinião. O problema é mudar de opinião e adotar um modo de enfrentamento político que se condenou em outra ocasião.
Retorno a uma pergunta já feita em outra postagem: E se o intelectual orgânico fosse candidato à presidência? O que pensaria do apoio do PMDB do RS?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Os gatos do Araújo

Sábado, estive no Parque da Redenção. Fui conferir se algum tapume já havia sido colocado no Araújo Vianna. Nada. Em contrapartida, um dos portões da parte de trás do auditório estava cheio de gatos. As pessoas que passam por ali, amigasd dos animais, deixam comida e assim os gatos vão proliferando e o auditório se deteriorando.
Surpresa, tristeza, indignação... Tudo isso se junta ao observamos que o maior espaço popular fechado para apresentações culturais de Porto Alegre completará quatro anos de fechamento. Foi nisso que a população de Porto Alegre votou?
Quem quiser, pode ler a notícia publicada no site da Prefeitura há quase um mês http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=9&p_secao=19
Acredite quem quiser.

O povo vaia Pilatos



Não saiu em manchete nenhuma e só quem foi à Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ficou sabendo da vaia que Pilatos recebeu na abertura do evento. O protesto partiu dos militantes da causa dos direitos de crianças e adolescentes e dirigentes de entidades indignados com a destruição das políticas de atendimento e com o não reajuste dos valores repassados às instituições de atendimento.

Pilatos passou toda a campanha argumentando que não fez nos primeiros quatro anos porque o PT destruiu as finanças da Prefeitura. Agora, está o tempo todo dizendo que não faz por causa da crise internacional. Pilatos não governa. Seu estratagema preferido é achar argumentos para o não fazer.

PIlatos e os Municipários

Neste dia 9, os municipários de Porto Alegre paralisaram suas atividades. Esperei que a RBS informasse isso, assim como informou que os peritos do INSS irão paralisar. Nenhuma notícia. O fato é que os municpários pararam (ao menos uma boa parte deles). A reivindicação é tão simples que preocupa. Os servidores municipais querem que o Prefeito cumpra a Lei de sua autoria que estabeleceu o reajuste anual dos servidores pelo IPCA. Só isso. A decantada saúde financeira da Prefeitura de Porto Alegre não resiste a uma demanda tão singela? Pilatos lava as mãos e põe a culpa na crise mundial. Nesse meio tempo, cria mais cargos de confiança e avança na precarização das relações de trabalho, tornando os contratostemporários uma prática usual na administração.
Pilatos quer ser governador. Não sei se conseguirá, mas pouco-a-pouco vai tornando Porto Alegre mais parecida com o Governo Estadual.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cabeças de Planilha


A ação da Secretaria Municpal de Educação de Porto Alegre está cada vez mais preocupante. A secretária anterior, com seus pendores pós-modernos, pouco agiu na rede municpal. A atual, age sobre os detalhes da burocracia escolar. Educação, projeto pedagógico que é bom.... nada.


Conferir ponto e carga horária não são bobagens burocráticas, são procedimentos administrativos legítimos. O problema é que nada se fala sobre o trabalho a ser realizado nessas horas.


A inépcia do governo de Pilatos, que redundou em um concurso enrolado em pendengas judiciais há quase seis meses gerou um estrangulamento no quadro do magistério. Para "resolver" a Prefeitura fez contratos emergenciais. O prazo dos contratos está acabando e nada do concurso se resolver. A nova "solução" é enxugar o quadro das escolas, reduzidno turmas, inclusive de crianças pequenas, em pleno meio do ano.


O diagnóstico das escolas é baseado unicamente nos dados estatísticos, não na compreensão da realizade em que crianças, professores e comunidade estão inseridos e convivendo. Típico dos "cabeças de planilha"

O Baile da Ilha Fiscal

Nos estertores do império brasileiro, a Coroa resolveu reralizar um baile para mostrar que tudo ia bem e a monarquia estava forte como sempre. Uma semana depois, a República era proclamada sem apoio popuilar e sem resistência monárquica.
Aqui nos pagos, a Coroa, digo, Governadora, recebe as candidatas a miss Rio Grande do Sul e, de cima da mais alta impopularidade da história republicana dá conselhos às meninas. Se alguma mãe de miss, por mero acaso, ler estas linhas, peço que, por favor, caso queira ver usa filha vencedora, diga para ela não ouvir a Governadora.

Taisso e o desarmamento


A tragédia que envolveu garoto Taisso merece uma reflexão. O menino de treze anos foi morto por garotos iguais a ele e por um motivo absurdo: roubar a arma do pai de Taisso. Conta-nos o noticiário que a arma pertencia ao pai de Taisso e que os jovens que mataram o garoto já haviam premeditado assassiná-lo para obter a arma. Os familiares de Taisso dizem que o único vício do menino era a lan house. parece que o problema do garoto era bem maior.

Marcos Rolim escreveu um livro com sólidos argumentos contra a venda de arams de fogo. Porém, parece que argumentos não são fazem efeito no batalhão de pesoas que considera que possuir uma arma é um instrumento de defesa e não, como ficou demonstrado no caso de Taisso, um modo de disseminar a violência. O pai do garoto provavelmente votou contra o desarmamento. Pois a arma que seria sua segurança tirou a vida do próprio filho. Ainda assim, não vislumbro que esse episódio possa arrefecer o ânimo dos defensores do armamento da sociedade. À época do referendo do desarmamento, fiz uma pesquisa simples, que deve permanecer atual. Olhando notícias de quinze edições de jornal, encontrei sete referências a mortes como essa de Taisso. Revólveres nas mãos de "pessoas de bem" matando pesoas de bem, comummente crianças. Nenhum conhecido que ouviu esse argumento mudou de idéia. Não fossem os míseros 20% de votos pelo desarmamento no Rio Grande do Sul me sentiria um fracassado que não convence ninguém.

Provavelmente virão mais campanhas pela redução da idade penal. E assim seguimos; correndo atrás do problema e propondo receitas dos mesmos remédios que não têm dado certo há tantos anos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Copa do Mico

Tá certo que aCopa do Mundo é um grande evento e vai movimentar a cidade. Tá certo que haverá investimento em infraestrutura que devem melhorar a cidade. Tá certo que muita gente vai ganhar um pouquinho (algumas um montão) com a Copa do Mundo em Porto Alegre, mas aquele festerê da Prefeitura pra acompanhar a indicação da cidade, na minha singela opinião, foi um micaço.
Que coisa mais brega. Mas a vida é feita desses momentos. Quero ver aguentar o "Gaúcho da Copa" enchendo o saco em cada evento....

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fogaça quer reajustar em suaves prestações


Fui na Assembléia dos Municipários. Chegou uma proposta do Governo. Parcela o reajuste de 5,53% em três vezes, com a última parcela em janeiro de 2010! O aumento do vale-alimentação fica condicionado à redução do valor do vale para os que fazem horas-extras, em sua maioria operários e que menos ganham na Prefeitura. É muito pouco. Os servidores decidiram paralisar dia 9 de junho. A primeira parcela do rejuste será paga em maio e é de....1%.

É bom lembrar que, quando acabou com a bimestralidade, o Executivo definiu, por sua própria vontade, o IPCA como índice dos reajustes que seriam anuais. Um dos argumentos é que se tratava de uma proposta realista e sustentável. Balela!

O fato, na minha singela opinião, é que o Governo não tem dinheiro mesmo. Eles não são apenas malvados e inimigos dos servidores. Não pagam porque o saneamento das finanças é uma farsa tão grande quanto o tamanho do problema que eles disseram que a Administração Popular deixou. Agora, com a desculpa da crise mundial, querem esconder sua inépcia. Não podem culpar o PT, culpam o mercado externo.

Uma coisa Pilatos já conseguiu: vai parcelar em, no mínimo, duas vezes, pois o reajuste de 1% serrá pago amanhã e a mobilização dos serviodres será dia 9.




Acidentes aéreos, como é difícil investigá-los


O acidente que vitimou quatorze pessoas na Bahia e os machucados no voo da TAM ganharam merecidas manchetes. A mídia está acompanhando os casos e aguarda os laudos para saber as causas do priemeiro a acidente e verificar se as pessoas poderiam ter sido menos atingidas no segundo. Faz parte do trabalho, acompanhar os procedimentos técnicos para informar com segurança. Tudo era mais fácil quando a culpa era do Lula e do "caos aéreo".