quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Japão auxiliará RS a recuperar áreas desertificadas

Desertificação em Quarai
Um termo de cooperação entre a Universidade de Tottori, no Japão, e a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) para a transformação de regiões desertificadas em áreas verdes no Estado deverá ser firmado dentro dos próximos meses. Esse é o resultado de uma reunião de trabalho entre o governador Tarso Genro e o cônsul do Japão em Porto Alegre, Shigehiro Takeuchi, com a participação de secretários, técnicos da Fepagro e representantes da universidade japonesa nesta quarta-feira (26), no Palácio Piratini.
Conceituada no mundo por ter desenvolvido tecnologia para o combate à desertificação de solos, a Universidade de Tottori já transferiu esse conhecimento a diversos países, entre os quais destacam-se o México, a Espanha e a China. No Rio Grande do Sul, a arenização é forte em municípios como São Francisco de Assis, no Centro-Oeste, e Manoel Vianna e Alegrete, na Fronteira Oeste, entre outras.
Tarso Genro manifestou o interesse do Governo do Estado em obter a tecnologia por meio de intercâmbio envolvendo técnicos do RS e a Universidade de Tottori. A Fepagro fará a conexão com a universidade japonesa, a fim de repassar a tecnologia aos agricultores gaúchos localizados em áreas desertificadas. O vice-reitor da Universidade de Tottori, acompanhado de dois professores, viaja hoje para São Francisco de Assis e região.
Tarso falou da sua boa relação com o Japão, desde quando foi prefeito de Porto Alegre. "Temos todo o interesse em alargarmos essa aproximação, agora no governo", afirmou. O cônsul ressaltou a importância do convênio, que pode ter o apoio da Agência Internacional de Cooperação do Japão (Jaica) e do Ministério da Educação. Também comunicou ao governador o interesse de várias empresas japonesas em se instalarem no Estado. "Assim como Já fizemos com a Espanha e Portugal, vamos informar ao governo e entidades empresariais do Japão sobre as condições de o Rio Grande do Sul atrair investimentos", disse o governador.
Participaram do encontro, no Salão dos Espelhos, os secretários do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas, Afonso Motta, da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Mainardi, e o presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer dos Santos, entre demais técnicos.
Mais informações podem ser buscadas aqui.

Arquivos abertos. As famílias têm esse direito

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tom Jobim faria 84 anos hoje

Tom Jobim nasceu em 25 de janeiro de 1927. É um dos grnades da música brasileira. Não vou flaar muito sobre ele. Informações sobre a vida do "maestro soberano", nas palavras de Chico Buarque, podem ser obtidas clicando aqui.
Ouvir Tom Jobim é melhor do que ler sobre ele.

Contratar ex-apenados pode ajudar a reduzir a criminalidade

Em reunião na Câmara de Comércio e Indústria (CIC) de Caxias do Sul, nesta segunda-feira (24), com lideranças sociais e empresariais do município, o secretário de Segurança Pública, Airton Michels, propôs que as empresas contratem todos os apenados que saem do sistema prisional do município, como forma de combate à criminalidade. Os presos seriam acompanhados por uma força-tarefa da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).
 "Sabemos que nem todos vão aproveitar essa oportunidade, pois estudos indicam que 20% dos que saem da cadeia cometem novos crimes", afirmou o secretário da Segurança Pública. "Mas é importante oferecer uma oportunidade, é um desafio para a sociedade", afirmou Michels, que abriu o calendário de reuniões-almoço da CIC em 2011, tradicional evento da entidade voltado à classe empresarial de Caxias e região. No mesmo  momento, o presidente da CIC, Miton Corlatti, anunciou a formação de um grupo de estudos para encaminhar a proposta.
Ao falar sobre novas políticas de segurança pública, Airton Michels disse que a participação de todos os setores da sociedade, junto com o Estado e os municípios, é fundamental. "Hoje se vê as comunidades querendo assumir seu papel no combate à criminalidade", declarou. "É um compromisso de todos."
Airton Michels também anunciou medidas para combater o surto de criminalidade que vem atingindo Caxias do Sul nesse mês de janeiro. Informou que, dias atrás, esteve reunido com os comandos das órgãos de segurança e foi decidido apoio emergencial de brigadianos de outras regiões do Estado, bem como a formação de uma equipe temporária da Polícia Civil para investigar os homicídios. Também uma delegacia móvel será deslocada para o município a fim de auxiliar no trabalho.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pedro Simon: o franciscano de araque

O Senador Pedro Simon está encerrando sua vida pública de modo constrangedor. Além de passar todo o governo Yeda se fazendo de cego e surdo às denúncias de corrupção e atacar apenas o Governo Lula, o falastrão anunciou apoio à Dilma, depois à Marina e acabou acompahando seu (re)partido no apoio a Serra. Que coerência não era o forte do sujeito já se percebia. O último capítulo, porém, foi a solicitação de pensão como ex-governador, vinte anos após deixar o cargo. A página do Senado Federal publciou matéria quando foi admitido na Ordem Terceira de São Francisco, no ano de 2000. Na ocasião, Simon se auto-elogiava por ter passado os bens para os filhos e as irmãs e por não receber a pensão de ex-governador, porque, segundo ele, não precisava.
Pois a adesão de Simon à vida simples acabou dez anos depois de sua conversão. Agora, justifica sua adesão ao grupo dos pensionistas porque está "brigando com a mulher" e não consegue manter a casa.
Perdoarei o Pedro Simon se, em vez de ele manter o voto de pobreza, fizer um voto de silêncio.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cacique Cobra Coral: uma farsa alimentada pelo poder público

A Fundação Cacique Cobra Coral é mais uma das farsas mais bem sucedidas do Brasil, alimentada pela crendice e pela conivência do poder público. Segundo seus proprietários, a Fundação  é orientada pelo Cacique Cobra Coral, espírito que teria sido de Galileu Galilei e Abraham Lincoln (!!!).Em sua página na Internet, a tal fundação ostenta com orgulho os convênios estabelecidos com diversos governos, inclusive os municípios do Rio de Janeiro, de São Paulo e, atenção, o Estado do Rio Grande do Sul.
Não são necessários argumentos para se comprovar que a tal Fundação, ao contrário do que ela diz de si própria, não previne coisa nenhuma. Porém, os convênios, ao que tudo indica, continuam sendo mantidos e o povo afogado e com suas vidas destorçados pelos desastres ainda tem que aceitar que seus governos sejam cúmplices da farsa. Em março de 2009, o jornal O Globo informou que o Prefeito do Rio, Eduardo Paes havia renovado o convênio. Em dezembro de 2009, o portal R7 também tratou da renovação dos convênios.
Não peço que ninguém seja cético como eu, mas não tem cabimento empenhar a credibilidade do poder público para obter informações sobre o clima através de uma instituição sem nenhuma comprovação de eficácia.
Na minha singela opiniao, isso é revoltante.

Eu sou assim... Meu tempo é hoje, com Paulinho da Viola

FMI dizia que Tunísia era exemplo

Ben Ali condecorou Dominique Strauss-Kahn
Dominique Strauss-Kahn, presidente do Fundo, considerava que política económica de Ben Ali era um bom exemplo a seguir para muitos países, e foi mesmo condecorado pelo ditador.
O ditador Ben Ali, derrubado por uma revolta do povo tunisino que durou um mês, era elogiado pelo FMI nos termos mais enfáticos. E retribuiu os elogios, condecorando Strauss-Kahn, presidente do Fundo Monetário Internacional, com o grau de Grande Oficial da Ordem da República, quando este visitou a Tunísia em Novembro de 2008.
Na altura, Dominique Strauss-Kahn afirmou que “A economia tunisina vai bem, apesar da crise (….) a política económica aplicada é sã, e penso que é um bom exemplo a seguir para muitos países (...)O julgamento que tem o FMI sobre política tunisina é muito positivo (…), as coisas continuarão a funcionar correctamente.”
De: Esquerda.net

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A imagem mais chocante do Rio de Janeiro

Enquanto eles comemoram o enriquecimento de R10, seus conterrânos morrem

Enquanto milhares de pessoas perdiam suas casas e centenas de pessoas morriam devido à enchente que atingiu o Rio de Janeiro, milhares de flamenguistas achavam ânimo para receber um mercenário contratado a peso de ouro. Ronaldinho Gaúcho,  que chegou com uma hora de atraso, quase não conteve as lágrimas, não pelas perdas humanas, mas pela emoção de jogar em um time cuja torcida faz de conta que nada está acontecendo.
Se a diretoria do Flamengo tivesse um mínimo de dignidade em relação à cidade e ao povo do Rio de Janeiro, teria suspendido esse espetáculo aterrador de desprezo pelas pessoas. Ninguém é obrigado a ficar de luto, mas todos tem o dever de respeitar a dor terrível dos outros.