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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Advogado de sócio da Kiss, deputado deixa comando de comissão no RS

Empresário Mauro Hoffmann, um dos donos da Boate Kiss, está preso preventivamente Foto: Nabor Goulart / Agência Freelancer
Mauro Hoffmann, um dos donos da Boate Kiss, preso preventivamente Foto: Nabor Goulart/Ag.Freelancer            

Jorge Pozzobom (PSDB) atuou na defesa de Mauro Hoffmann em processo envolvendo outra casa noturna do empresário

Instalada na tarde desta quinta-feira pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a comissão montada por deputados gaúchos para acompanhar a investigação do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, já foi alvo de polêmica. Horas após assumir a coordenação da Comissão de Representação Externa, o deputado Jorge Pozzobom (PSDB) deixou o cargo após ser noticiada a sua atuação como advogado de um dos sócios da casa noturna, Mauro Hoffmann, em um processo envolvendo outro negócio do empresário.
No fim da tarde, o presidente da Assembleia, Pedro Westphalen (PP), informou que Pozzobom seria substituído pelo deputado Paulo Odone (PPS), 1º vice-presidente da Casa. "Entramos em contato com o deputado Pozzobom e chegamos a um acordo de que a permanência dele certamente prejudicaria o bom andamento dos trabalhos, que têm que ser céleres e trazer resultados para a sociedade. Por isso, o deputado declinou de participar da comissão", afirmou Westphalen, ressaltando que foi Pozzobom quem tomou a iniciativa de se afastar.
Segundo Westphalen, a mudança ocorreu após tomar conhecimento, por meio da imprensa, de que Pozzobom havia sido advogado de Hoffmann em um processo envolvendo outra casa noturna do empresário em Santa Maria, a boate Absinto. O presidente da Assembleia argumentou que não tinha conhecimento do fato quando indicou Pozzobom para coordenar a comissão.
De: Terra

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A imagem mais chocante do Rio de Janeiro

Enquanto eles comemoram o enriquecimento de R10, seus conterrânos morrem

Enquanto milhares de pessoas perdiam suas casas e centenas de pessoas morriam devido à enchente que atingiu o Rio de Janeiro, milhares de flamenguistas achavam ânimo para receber um mercenário contratado a peso de ouro. Ronaldinho Gaúcho,  que chegou com uma hora de atraso, quase não conteve as lágrimas, não pelas perdas humanas, mas pela emoção de jogar em um time cuja torcida faz de conta que nada está acontecendo.
Se a diretoria do Flamengo tivesse um mínimo de dignidade em relação à cidade e ao povo do Rio de Janeiro, teria suspendido esse espetáculo aterrador de desprezo pelas pessoas. Ninguém é obrigado a ficar de luto, mas todos tem o dever de respeitar a dor terrível dos outros.