segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que importa é ser fiel à minha causa

Integridade: cena inesquecível do cinema

Uma grande fala na boca de um dos maiores atores da atualidade.

Imagens da chegada de Ronaldinho ao Olímpico



Tô evitando zoar com os gremistas sobre o caso Ronaldinho porque o maucaratismo dos Assis Moreira é repugnante. Porém, não pude deixar de publicar essas imagens.

Zero Hora confessa falácia

A edição de domingo do boletim do PRBS vale como uma confissão de mau jornalismo. Rodrigo Lopes, responsável pela parte internacional da publicação publica, sob o título "Símbolo ou falácia", um pequeno informe no qual é dito que o pretenso ato da multidão que derrubou a estátua de Sadam Hussein, quando os EUA invadiram o Iraque não passou de um factoide. A fonte da informação é uma "reportagem sensacional" de um jornalista do New Yorker. Veja na imagem.

Porém, buscando-se no túnel do tempo a matéria do próprio jornal, o que se encontra é algo bem diferente. Intitulada "O dia em que Saddam caiu", a matéria é complementada por um comentário "Especial/ZH", feito por Tariq Saleh que  "informa" que  havia uma "multidão festiva" presente ao evento. Ou seja, o boletim da família Sirotsky enviou equipe para acompanhar a dita "Guerra" e compactuou com mais uma das farsas midiáticas do século XXI. A vontade de dar caráter popular e revolucionário à invasão estadunidense ao Iraque foi maior que o rigor jornalístico.
Realmente, para fazer o que a gente vê, eles fazem muita coisa que a gente não vê.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Immanuel Wallerstein: Vamos discutir a pobreza?

O que o FMI quer é um sistema mais estável, no qual os seus interesses de mercado prevaleçam.

Durante os quinze a vinte anos que o Consenso de Washington dominou o discurso no sistema-mundo (cerca de 1975-1995), a pobreza era uma palavra tabu, mesmo quando estava a crescer aos pontapés. Diziam-nos que a única coisa que importava era o crescimento económico, e que o único caminho para o crescimento económico era deixar funcionar o “mercado”, sem qualquer interferência “estatista” – excepto, é claro, a do Fundo Monetário Internacional (FMI ) e do Tesouro dos EUA.
A sra. Thatcher da Grã-Bretanha lançou então o seu famoso slogan: “Não Há Alternativa (TINA, sigla em inglês), que significava que não havia alternativa para qualquer outro estado além dos Estados Unidos e, suponho, o Reino Unido. Os países ignorantes do Sul global tinham de abandonar as suas pretensões ingénuas de controlar o seu próprio destino. Se desistissem, teriam um dia (mas quem pode dizer quando?) a recompensa do crescimento. Se não, estavam condenados – ousarei dizê-lo? – à pobreza.
Os dias de glória do Consenso de Washington acabaram há muito. As coisas não melhoraram para a maioria dos povos do Sul global – pelo contrário – e a revolta estava no ar. Os neo-zapatistas levantaram-se em Chiapas em 1994. Os movimentos sociais provocaram a interrupção da reunião da Organização Mundial do Comércio de Seattle em 1999 (da qual nunca mais se recuperou). E o Fórum Social Mundial começou a sua vida expansiva em Porto Alegre, em 2001.
Quando a chamada crise financeira asiática explodiu em 1997, causando enormes prejuízos económicos na Ásia oriental e do sudeste, espalhando-se para a Rússia, o Brasil e a Argentina, o FMI tirou do bolso o velho conjunto de exigências a estes países, caso quisessem alguma ajuda. A Malásia teve a coragem de dizer não, obrigado, e foi quem se recuperou mais rapidamente. A Argentina foi ainda mais arrojada, oferecendo-se para pagar a sua dívida a cerca de 30 centavos de dólar (ou então nada).
A Indonésia, pelo contrário, cedeu, e em breve a duradoura e aparentemente estável ditadura de Suharto foi derrubada por uma revolta popular. Na época, ninguém menos que Henry Kissinger bramiu ao FMI, dizendo, de facto: como é que podem ser tão estúpidos? Era mais importante para o capitalismo mundial e para os Estados Unidos manterem no poder um ditador amigo na Indonésia, do que ter um país a seguir as regras do Consenso de Washington. Num memorável artigo de opinião de 1998, Kissinger disse que o FMI estava a agir “como um médico especialista em sarampo [que] tenta curar todas as doenças com um só remédio.”.
Primeiro o Banco Mundial e logo o FMI aprenderam a lição. Obrigar os governos a aceitar as fórmulas neoliberais como sua política (e como preço a pagar pela assistência financeira, quando os seus orçamentos de estado ficavam fora dos eixos) pode ter consequências políticas desagradáveis. Acontece que afinal existem alternativas: as pessoas podem revoltar-se.
Quando estourou a bolha seguinte e o mundo entrou no que é agora conhecido como a crise financeira de 2007 ou 2008, o FMI ficou ainda mais em sintonia com essas massas desagradáveis que não sabem ficar no seu lugar. E, vejam bem, o FMI descobriu a “pobreza”. Não só descobriu a pobreza, como criou programas para”reduzir” a pobreza no Sul global. É importante compreender a sua lógica.
O FMI publica uma atraente revista trimestral chamada Finance & Development. Não é escrita por economistas profissionais, mas por um conjunto mais vasto de decisores políticos, jornalistas e empresários. A edição de Setembro de 2010 publica um artigo de Rodney Ramcharan cujo título diz tudo: “A desigualdade é insustentável”.
R odney Ramcharan é um “economista-sénior” do Departamento Africano do FMI. Ele diz-nos – seguindo a nova linha do Fundo – que “as políticas económicas que se concentram apenas em taxas de crescimento médio poderiam ser perigosamente ingénuas”. No Sul global, a alta desigualdade pode “limitar o crescimento e a melhoria dos investimentos em capital físico e humano e aumentar a redistribuição possivelmente ineficaz”. Mas pior ainda, a alta desigualdade “dá aos ricos uma voz relativamente mais alta do que à maioria menos homogénea”. E isto, por sua vez, “pode distorcer ainda mais a distribuição de rendimentos e ossificar o sistema político, levando a consequências políticas e económicas ainda mais graves a longo prazo.”
Parece que o FMI finalmente ouviu Kissinger. Eles têm de se preocupar tanto com a plebe, especialmente em países de grande desigualdade, quanto com as suas elites, que também atrasam o “progresso” porque querem manter domínio sobre os trabalhadores não-qualificados.
Será que o FMI subitamente se tornou a voz da esquerda mundial? Não seja tolo. O que o FMI quer, tal como os capitalistas mais sofisticados do mundo, é um sistema mais estável no qual os seus interesses de mercado prevaleçam. Isso exige pressionar as elites do Sul global (e mesmo do Norte global) a abrirem mão de um pouco dos seus lucros mal ganhos para apoiar programas de “pobreza”, que apaziguem suficientemente os pobres sempre em expansão, para acalmar os seus pensamentos de revolta.
Pode ser tarde demais para essa nova estratégia funcionar. As flutuações caóticas são muito grandes. E a “desigualdade insustentável” está a crescer diariamente. Mas o FMI e aqueles cujos interesses representa não vão deixar de tentar.
Publicado em Esquerda.net

A decadência de Ronaldinho Gaúcho II

Tchau, Grêmio! Tô nem aí.
Já fiz uma postagem sobre a decadência moral de Ronaldinho Gaúcho. Além da decadência técnica e física, o jogador demonstra um completo desprezo pela palavra empenhada e uma capacidade inacreditável para transformar os outros em objetos de seu interesse desmedido pela autopromoção e pelo dinheiro.
Mesmo sendo 100% colorado, acho que nem o Grêmio merecia a trairagem e a falta de caráter da dupla Ronaldinho/Assis. Independente do que acontecerá nos demais dias do ano, o episódio RonaldinhoxGrêmio ficará para a história como o mico do ano no futebol. Foi uma vergonha! Assis e Ronaldinho promoveram um leilão utilizando a direção e a torcida do Grêmio. O mais incrível é que o Grêmio conhece a dupla e , ainda assim, caiu no papo dos Assis Moreira. Bem feito!
O futebol é um grande negócio, Ronaldinho é um produto dessa indústria, porém eu pensava que, mesmo no mundo milionário do futebol, a sem-vergonhice tivesse limite. Assis/Ronaldinho mostraram que não tem. Vai ser difícil para  eles circularem pelas ruas de Porto Alegre sem a hostilidade da torcida tricolor. 
Não apoio atos de violência, mas Ronaldinho não escapará da mais sonora vaia já ouvida por um jogador de futebol no Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

DMLU comete crime ambiental em Porto Alegre e ninguém toma qualquer medida

Foto meramente ilustrativa
Na véspera de Natal, dia 24 de dezembro, a delegada Elisangela Melo Reghelin, titular da Delegacia Ambiental da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, prendeu em flagrante o engenheiro químico, João Luiz Bombarda, devido a incêndio considerado criminoso ocorrido na central de resíduos industriais Utresa, em Estância Velha. Bombarda, responsável técnico pelo empreendimento, passou o Natal na cadeia, mas terminou solto já na tarde do dia 25, pela juíza Rosali Terezinha Chiamatti Libarti. Crime cometido pelo engenheiro químico João Luiz Bombarda, segundo a delegada civil Elisangela Melo Reghelin: permitiu o ingresso de resíduo industrial perigoso em uma das valas da Utresa que não estava autorizado pela Licença Ambiental da empresa, fornecida pela Fepam (Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente).
Pois bem, nesta quarta-feira, a diretoria do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Pública), da prefeitura de Porto Alegre, determinou a entrada em funcionamento de uma estação de transbordo emergencial do lixo recolhido na zona norte da capital gaúcha, localizada no aterro desativado localizado nos fundos do supermercado BIG, na Avenida Sertório, e na altura da cabeceira da pista do aeroporto internacional Salgado Filho. Segundo o assessor de imprensa do DMLU, jornalista Roberto Azevedo, acionado pelo editor de Videversus, Vitor Vieira, para consultar a diretoria da autarquia, o órgão determinou o início da operação da estação de transbordo sem ter uma "licença ambiental" concedida pela Fepam autorizando o seu funcionamento. Ou seja, a valer o princípio usado pela delegada Elisangela Melo Reghelin em Estância Velha, os diretores do DMLU, a começar por seu presidente, coronel brigadiano Mário Moncks, passando pelo superintendente, Adelino Lopes Neto, e o diretor de Destino Final e Fiscalização, Oswaldo Cauduro Souza, deveriam estar presos. Ocorre que esses dirigentes determinaram que no mínimo metade do lixo de Porto Alegre seja levado pelos caminhões da Qualix, empresa que realiza a coleta do lixo na capital gaúcha, para o antigo Aterro da Zona Norte, localizado na Avenida Sertório. Ali, sem qualquer proteção, sem qualquer dos cuidados necessários que uma Licença de Operação da Fepam estabelece, o lixo passou a ser derramado no chão, até ser coletado por tratores e colocado em jamantas encarregadas de levar ao destino final, no aterro da SIL, a 112 quilômetros de Porto Alegre, em Arroio dos Ratos, à beira da rodovia federal BR 490. Como se não bastasse, o terreno não pertence ao DMLU, uma parte dele é de propriedade da família Dullius, e outra parte pertence ao grupo Tumelero. O jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, conversou com o delegado Ranolfo Vieira Jr, chefe do DEIC (Departamento Estadual de Investigação Criminal), e futuro chefe de Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ranolfo Vieira Jr. acionou imediatamente a delegada Elisangela Melo Reghelin. O jornalista Vitor Vieira também conversou com o tenente-coronel Maia Cardoso, do Estado Maior do Comando Ambiental da Brigada Militar, que mandou um pelotão para o local da estação emergencial de transbordo ilegal do DMLU. Entretanto, até a noite, o jornalista Vitor Vieira não obteve retorno essas autoridades. Da mesma forma não houve notícia de atuação da direção do V Comar, já que o lixão da estação emergencial de transbordo, inevitavelmente, vai atrair centenas de urubus para o local. Esses animais são extremamente perigosos, porque podem ser sugados para os turbinas dos grandes jatos que operam no Aeroporto Internacional Salgado Filho e isso pode resultar em grave desastre aeronáutico, com a perda de muitas vidas.
 

Psicografia de Chico Xavier posta à prova

chicoxavier 3 destaques
Retirado de: Ceticismo Aberto
“A verdade que fere é pior do que a mentira que consola… entenda quem puder”
– O Evangelho segundo Chico Xavier (2000)
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
– João 8:32
Foge do escopo de Ceticismo Aberto discutir crenças religiosas, mas é essencialmente parte do escopo de Ceticismo Aberto discutir crenças sobre fenômenos supostamente paranormais ou sobrenaturais. Alguns deles se relacionam, sim, com religiões, e é no contexto de analisar criticamente sua suposta paranormalidade que os abordamos.
Introdução mais do que necessária ao discutir aqui supostos feitos extraordinários de Francisco Cândido Xavier. Tido como médium reconhecido principalmente pelas mensagens “psicografadas”, em qualquer análise cética de sua obra o trabalho do criminologista e grafoscopista Carlos Augusto Perandréa deve ser considerado. Em 1990 Perandréa publicou no periódico científico da Universidade Estadual de Londrina, Semina, estudo comparando um bilhete de Ilda Mascaro Saullo, falecida em 1977, com uma mensagem “psicografada” por Chico Xavier no ano seguinte.
Suas conclusões são categóricas:
“A mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, em 22 de julho de 1978, atribuída a Ilda Mascaro Saullo, contém, conforme demonstração fotográfica, em ‘número’ e em ‘qualidade’, consideráveis e irrefutáveis características de gênese gráfica suficientes para a revelação e identificação de Ilda Mascaro Saullo como autora da mensagem questionada. Em menor número, constam, também, elementos de gênese gráfica, que coincidem com os existentes na escrita-padrão de Francisco Cândido Xavier”. [ênfase adicionada]
Um trabalho de um reconhecido criminologista, revisado por pares, publicado em uma revista científica de uma grande instituição acadêmica, afirmando haver características “irrefutáveis” para identificar uma mensagem escrita por Chico Xavier como também sendo de autoria de uma mulher falecida meses antes? A ciência comprova a psicografia?
Muitos pensam e afirmam que sim, motivo pelo qual devemos avaliar a alegação.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O dia em que John Lennon plagiou Raul Seixas

Na foto ao lado, outdoor da Câmara Municipal de Porto Alegre, atribuindo a John Lennon um verso do nosso Raul Seixas. Ninguém se deu conta disso antes de a campanha ir para a rua?