A edição de domingo do boletim do PRBS vale como uma confissão de mau jornalismo. Rodrigo Lopes, responsável pela parte internacional da publicação publica, sob o título "Símbolo ou falácia", um pequeno informe no qual é dito que o pretenso ato da multidão que derrubou a estátua de Sadam Hussein, quando os EUA invadiram o Iraque não passou de um factoide. A fonte da informação é uma "reportagem sensacional" de um jornalista do New Yorker. Veja na imagem.
Porém, buscando-se no túnel do tempo a matéria do próprio jornal, o que se encontra é algo bem diferente. Intitulada "O dia em que Saddam caiu", a matéria é complementada por um comentário "Especial/ZH", feito por Tariq Saleh que "informa" que havia uma "multidão festiva" presente ao evento. Ou seja, o boletim da família Sirotsky enviou equipe para acompanhar a dita "Guerra" e compactuou com mais uma das farsas midiáticas do século XXI. A vontade de dar caráter popular e revolucionário à invasão estadunidense ao Iraque foi maior que o rigor jornalístico.Realmente, para fazer o que a gente vê, eles fazem muita coisa que a gente não vê.