terça-feira, 21 de julho de 2009

O difícil teorema do PT II

A versão majoritária no PT é que a escolha de candidatos às vésperas da eleição foi a responsável pelas derrotas. Não é bem isso. O prazo de escolha dos candidatos pode ter tido alguma influência, mas nem de longe foi determinante. É que o PT adora pensar que as eleições dependem apenas dele próprio. Se o PT fizer direitinho, tudo vai sair direitinho. As derrotas do PT estão ligadas ao isolamento político à direita e à esquerda do partido. O acirramento das disputas internas apenas potencializam o isolamento social e partidário do PT.
Por fim, acho que, apesar de tudo, o PT pode ganhar a eleição. Porém, não é a hipótese mais provável.

O difícil teorema do PT I


Tarso, ungido pela unanimidade do encontro do PT, montou um teorema muito sólido: trazendo PDT e PTB a vitória fica mais próxima. Só falta avisar os aliados. A coisa não é nada simples. O PDT está encantado pela possibilidade de compor a chapa estadual e assumir a prefeitura da capital no caso da candidatura Fogaça. Caso o candidato seja Rigotto, a prefeitura fica mais distante. Terá que aguardar até 2012. Mesmo assim, a participação na chapa estadual é uma possibilidade. O PT pode oferecer o que?
No caso do PTB, a coisa é mais complicada. O PTB é base do governo (de todos os governos, aliás). Tarso foi enfático: ou o PTB sai do governo Yeda, ou não tem coligação. Isso alegrou a base petista, mas parece não ter sensibilizado o PTB. Não sei se a Taline Oppitz ainda é CC do Demhab, mas ela já informou que o ultimato não caiu bem aos olhos dos petebistas. O que parece ser algo básico para as pessoas comuns (se você está no governo, não pode participar da chapa de oposição), não é tão simples para o PTB e outros. Para eles, é normal mudar de time no meio do jogo, desde que se permaneça jogando.
Para muito petistas (talvez a imensa maioria), antecipar a escolha do candidato foi um modo de permitir a negociação de alianças. Eu e mais umas sete pessoas achamos que isso pouco vai influenciar o quadro eleitoral. Aliás, o lançamento antecipado pode colocar Tarso prematuramente no alvo das críticas ao seu trabalho. Tudo o que ele vier a fazer, mais do que agora, será utilizado para caracterizar como prática eleitoreira e coisas do gênero. É o preço da antecipação.
Tarso, eleições 2010, PT

Caso de Polícia


Entre as muitas coisas mal explicadas do governo Yeda uma delas é o papel do Chefe de Gabinete. Ricardo Lied (vulgo Cado), era um ilustre desconhecido. Apareceu pela primeira vez em uma conversa com o vereador cassado de Lageado, quando informava não haver nada contra o candidato do PT Luis Fernando Schmidt. Agora, aparece novamente em mais um caso de Polícia. Foi visitar, no meio da noite, o presidente do Detran para, segundo ele, pedir auxílio na prisão do filho do presidente. A história tem mais de uma versão, o que já nos leva a questionar sua veracidade. Mas não é só isso. A questão é saber por que o chefe de gabinete da governadora fica se metendo em questões policiais? Nossa polícia é muito competente, quando quer. Dispensa a mediação de um assessor para uma questão que, vamos e venhamos, é mais do que comum: prisão de traficantes na Cidade Baixa. Tudo leva a crer que o Palácio Piratini montou uma estrutura sofisticada de controle policial sobre seus adversários e aliados.
Diante de tal situação a governadora tem duas alternativas: ou exonera o chefe de gabinete, ou exonera o presidente do Detran, que até já pediu pra sair. Há uma terceira alternativa: sai a governadora e acaba com essa coisa toda.
O atento "Cloaca News" encontrou maiores referências sobre o ínclito Ricardo Lied.
A governadora não havia mandado apagar perfis comprometedores da rede? Eita povo desobediente!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As campanhas do PRBS


O PRBS é campeão em fazer campanhas tão unânimes quanto ineficazes. Quem defende a violência contra crianças? Ninguém. Quem é contra a violência no trânsito? Ninguém. Quem é a favor do crack? Ninguém. Para não ser mal entendido, até mesmo os que abusam de crianças, são violentos no trânsito e traficam crack dirão que são contrários, pois são ideias socialmente condenadas.
O problema é que as campanhas do PRBS são totalmente ineficazes. As crianças têm sofrido abusos constantes, a viiolência no trânsito aumentou e o crack... bem, vamos ver se o consumo de crack diminui depois desse apelo do PRBS. No fim das contas, todo mundo veste a camisetinha, faz encontros, seminários e....Se as campanhas de “responsabilidade social” do PRBS fossem tão eficazes quanto suas campanhas eleitorais, o RS seria uma Noruega.
Por isso, em protesto, mesmo achando o crack um dos grandes flagelos da humanidade, não pagarei R$ 8,00 para vestir a camiseta do PRBS. E pronto!

Os resultados do SIMPA







Antes de qualquer coisa, acho que o Sindicato dos Municipários fez tudo o que foi possível para arrancar algo melhor da administração Pilatos. Porém, é forçoso reconhecer que o governo conseguiu o que queria. Manteve o parcelamento, retardou o aumento do vale-alimentação e tudo o mais. As vitórias da mobilização restringiram-se a evitar que fossem cumpridas algumas ameaças. É alguma coisa, mas, convenhamos, bem pouco para uma campanha salarial que começou pedindo a reposição de 17% e terminou lutando para que o governo pagasse 5,53% em uma parcela. Não conseguimos.

A culpa é do SIMPA? Não creio. O problema é que não se conseguiu achar uma bandeira pela qual valha a pena sacrificar-se. Por isso, a tendência era de redução das mobilizações. Não cabe autoflagelação, mas não se deve tapar o sol com a peneira. Acoisa tá braba e o governo Pilatos conseguiu o que queria. Para o futuro, devem ser pensadas outras formas de ação sobre o governo. Quais? Aceito sugestões.
A perguntinha é: se a maior parte da atual diretoria estivesse na oposição, acharia o resultado da mobilização positivo?

"Voces" quem????


Comentário breve. A Rainha de Copas esqueceu de acentuar a palavra "você". Além disso, quem são as crianças da governadora?
Leia mais sobre o vexame da desequilibrada aqui.
Obs: Ainda que se comprove a compra da casa de modo fraudulento, não concordo com manifestações em frente à residência das pessoas. Pessoas públicas têm espaços públicos onde exercem suas funções públicas. Neles, as manifestções públicas podem e devem ser exercidas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Despiroqueou de vez

A Rainha de Copas emite sinais de progressivo comprometimento das faculdades mentais. Antes, o discurso padrão era culpar os comunistas, agora, culpa-se o PT e seu pré-candidato. A teoria da conspiração da "inteligência" yedista é digna do Agente 86.
As consequênicas podem ser duas, não excludentes:
a) Impulsionar a candidatura de Tarso como o candidato "anti-Yeda", cacifando para o segundo turno. Se o intelectual orgânico encarar com tranquilidade e sem responder com rompantes irônicos ou agressivos, pode se aproveitar da situação;
b) estabelecer, desde já, uma polarização "Yeda x Tarso", assim como foi feito com Antônio Britto. A população, bombardeada com o discurso de "paz no Rio Grande", pode procurar um "pacificador", que não entre nessa polêmica e vá para o 2º turno contra Tarso, reunindo todos os apoiadores daquela coisa estranha chamada antipetismo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O ocaso dos "políticos diferentes"


Finalmente a balela de que "no Rio Grande é diferente" está acabando. Nossos políticos não são tão diferentes dos demais, ou melhor, são diferentes mas não são melhores nem piores que os demais. O Rio Grande do Sul não é mais honesto que nenhhum outro estado, nosso passado não é mais glorioso nem menos glorioso que o de qualquer outra unidade da federação, ou qualquer outro lugar do mundo, quiçá do planeta Terra. Somos o que somos e nossos políticos são o que são. Segundo "a viúva", nossos políticos dão até medo pelo jeito como fazem política.
O que o Rio Grande do Sul tem melhor do que a maioria das demais unidades da Federação são cronistas e ideólogos sempre dispostos à cantar loas às glórias do passado e às excelências do presente. Às vezes dizem a verdade, às vezes não.
A política do Rio Grande não está em crise, está onde sempre esteve, assim como a política brasileira. É triste, mas é isso. Quem está decepcionado é por que esperava demais de seres humanos desse país chamado Brasil, com suas grandezas e vicissitudes.
Quanto a mim, espero pouco, por isso não me decepciono.
É a minha opinião singela.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mais uma opinião de David Harvey

Esqueci de postar no momento em que foi divulgada, mas a entrevista de David Harvey sempre vale a pena ser lida.

Ordem de despejo

Pois é.. .tem camelô ameaçado de despejo do camelódromo por não ter dinheiro para pagar o aluguel dos cubículos, digo, bancas. A coisa tá feia. Não podem vender pirataria e ainda têm que pagar um dos metros quadrados mais caros de Porto Alegre. Pra variar, dentro do estilo Pilatos de governar, não é a Prefeitura que está agindo sobre os vendedores, mas a empresa que tem a concessão do Camelódromo. Os vendedores foram à Câmara para tentar uma solução. A única coisa que conseguiram, até agora, foi a promessa da empresa de que não irá mandar ninguém embora antes de uma audiência com o Prefeito ou autoridades municipais para dar um encaminhamento à situação. Ou seja, os camelôs estão nas mãos da agilidade e proatividade de Pilatos: tão ferrados.