Mostrando postagens com marcador Margaret Thatcher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Margaret Thatcher. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O que Pinochet disse a Alexandre Garcia?

Prezado jornalista Alexandre Garcia, eu já sabia da sua proximidade com o regime militar brasileiro.
Você foi porta-voz do general João Batista Figueiredo, não se pode esquecer este detalhe do seu extenso currículo profissional.
O telegrama do governo britânico sobre Alexandre Garcia
O telegrama do governo britânico sobre Alexandre Garcia
Lembro-me também da sua participação na cobertura da Guerra das Malvinas, parecia então uma coisa heróica. Soube inclusive que rendeu uma homenagem da rainha da Inglaterra, a sua cobertura pró-ingleses, um feito memorável, sem dúvida.
E soube ainda que o governo inglês também gostou demais das suas reportagens.
Foi o que li em um bilhete (clique AQUI) enviado por um diplomata britânico para o governo britânico. O documento é público e pode ser encontrato nos arquivos online da Fundação Margareth Thatcher, recentemente falecida.
Você foi longe, hein Alexandre?
Neste bilhetinho, além da empolgação dos ingleses com o seu perfil profissional, chamou-me a atenção pra valer o ali mencionado encontro seu com o ditador chileno Augusto Pinochet. Uau! Fiquei curioso pra saber sobre o que vocês conversaram.
Alexandre, você e seu faro jornalístico certamente perguntaram ao ditador sobre os milhares de desaparecidos, os assassinatos, as torturas, o estádio do terror, certo? Não perguntaram?
Claro que perguntou, um súdito postiço da rainha da Inglaterra não perderia essa oportunidade.
Ou perderia?
Conta pra gente, Alexandre, conta, vai.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A BBC não sabe o que fazer com a música mais vendida da Inglaterra

Ativistas anti-Thatcher levaram ‘A Bruxa Morreu’ ao número 1, e a BBC sofre pressão para não tocá-la na tradicional parada de domingo.
Alegria, alegria
Alegria, alegria
Liberdade de expressão é uma coisa realmente complicada: é mais fácil falar dela do que praticá-la.
Um episódio mostra isso exatamente neste momento, no país que supostamente é o berço da liberdade de expressão.
No meio de uma controvérsia que se espalhou toda a mídia britânica, está a venerada BBC.
O que aconteceu: ativistas deflagraram uma campanha para comprar uma música anti-Thatcher para levá-la ao topo das paradas.
A música é do Mágico de Oz, e se chama “Ding Dong The Witch is Dead!”. (Dim Dom A Bruxa Morreu!”
Objetivo alcançado.
Neste momento em que escrevo, é a número 1 na Inglaterra.  E é aí que entra a BBC com seu excruciante dilema.
Tradicionalmente, aos domingos, a principal rádio da BBC, a 1, toca as músicas mais vendidas, a conhecida parada de sucessos.
A questão que se ergueu barulhentamente: a BBC deveria tocar o hino anti-Thatcher, a três dias de seu funeral?
Os comentaristas conservadores da mídia saíram gritando que não. Que isso seria desrespeito com uma pessoa que sequer foi enterrada.
Mas um momento: isso é censura, ou não?
É o entendimento da chamada voz rouca das ruas. Numa enquete no Guardian, quase 90% das pessoas disseram que sim, a rádio tinha que tocar a canção.
E a BBC, que fez?
Encontrou uma solução que foi a seguinte: subiu no muro. Não vai censurar a música, ao contrário do clamor conservador.
Mas tampouco vai tocá-la inteira: decidiu dar, na parada de domingo,  um fragmento de 4 ou 5 segundos.
O que parece claro, passados alguns dias da morte de Thatcher, é que a elite política e jornalística inglesa não tinha a menor ideia de quanto a Dama de Ferro era detestada.
É uma demonstração espetacular de miopia e de desconexão com as pessoas.
A Inglaterra vive hoje não apenas uma crise econômica que não cede há anos, mas uma situação dramática de desigualdade que levou aos célebres riots – quebra-quebras — de Londres há pouco mais de um ano.
Qual a origem da crise e da desigualdade?
Thatcher, é claro.
O real legado de um governante se vê depois que ele se foi. As desregulamentações, as privatizações e os cortes em gastos sociais de Thatcher, passados 30 anos, resultaram num país em que as pessoas têm um padrão de vida inferior ao que tiveram.
Como imaginar que as pessoas ficariam tristes com sua morte?

Ouça a música que estourou nas paradas britânicas

terça-feira, 9 de abril de 2013

Futebol inglês não respeitará um minuto de silêncio para Thatcher

Já na segunda-feira, após a morte da Dama de Ferro, o clássico entre Manchester City e Manchester United não teve o minuto de silêncio, a Premier League decidiu não recordá-la de forma pública para que não houvesse contestação dos torcedores
Ficará a critério de cada clube fazer a homenagem à ex-premier, ficando livre para poder lembrar de Thatcher da forma que acharem mais conveniente. A ex-primeira ministra participou de mudanças drásticas no futebol britânico nos anos 1980, na época o futebol era uma ameaça ao governo tanto quanto os grevistas de sindicatos, e acabou sofrendo duras sanções por parte do governo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bobby Sands. O jovem morto pela instransigência de Thatcher

BOBBY SANDS (1954-1981)

Em 8 de Maio de 1981, milhares de irlandeses ocuparam as ruas de Belfast (Irlanda) acompanhando o caixão que transporta o do jovem Bobby Sands.
Sands era  militante desde os dezoito anos do Irish Republican Army (IRA) e cumpria uma pena de catorze anos por envolvimento num atentado à bomba, que sempre negou. Mesmo preso, foi eleito ao Parlamento Inglês.
A greve de fome foi a forma de luta encontrada por dez prisioneiros ligados ao IRA que reivindicavam serem reconhecidos como presos políticos. Bobby Sands foi o primeiro a morrer.
A então Primeira-Ministra Margaret Thatcher foi intransigente e, um a um, os prisioneiros foram moreendo de fome, diante de protestos no mundo inteiro e da estupefação, inclusive, de cidadãos ingleses.
Bobby Sands, resistiu 66 dias, até morrer de fome aos 27 anos, na prisão de Long Kesh.
A história dos militantes irlandeses mortos na greve de fome sob o governo da Srª Tatcher pode ser conhecida no emocionante filme "Mães em Luta"
 
 
Com informações de: She and Bob McGee

Britânicos comemoram nas ruas morte de Margaret Thatcher

Houve celebrações da morte da ex-premiê em Londres e na Escócia.
Polêmica, Thatcher era chamada de Dama de Ferro devido ao pulso firme.

Do G1, em São Paulo

Homem segura cartaz comemorando morte de Tatcher em Glasgow (Foto: David Moir/Reuters)Homem segura cartaz comemorando morte de Thatcher em Glasgow (Foto: David Moir/Reuters)
Grupos de pessoas se reuniram em Londres e em Glasgow, na Escócia, entre outros lugares, para celebrar nas ruas, abertamente, a morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, ocorrida nesta segunda (8).
As comemorações mostram como a ex-premiê, importante figura política que mudou o Reino Unido, diminuindo drasticamente o papel do Estado, é polêmica ainda hoje.
Uma celebração improvisada acontecia em Brixton, na zona sul de Londres, cenário de intensos distúrbios sociais na década de 1980.
"Thatcher em si representa muito do que o povo odeia que aconteceu na Grã-Bretanha nos últimos 20, 30 anos", disse o designer gráfico Ben Windsor, de 40 anos, ao lado de um homem que segurava um cartaz com uma caricatura grosseira da baronesa e as palavras "júbilo, júbilo".
Sob o olhar de policiais, outros manifestantes chegaram com latas de cerveja e garrafas de vinho, gritando "ela está morta!".
No começo da noite, 199 mil pessoas já haviam "curtido" o site isthatcherdeadyet.co.uk ("Thatcher já morreu?"). O site havia recebido uma atualização em grandes letras maiúsculas: "SIM".
A página incentivava os visitantes a festejarem a morte de Thatcher, e oferecia a trilha sonora.
"Margaret Thatcher morreu. A senhora não vai voltar", dizia o site. A frase fazia um trocadilho com um famoso discurso em que ela, reagindo a pedidos de moderação do seu Partido Conservador, disse que "a senhora não é de recuar".
Thatcher, que foi primeira-ministra entre 1979 e 1990, adotou radicais políticas direitistas que, embora vistas como modernizadoras por muitos, alienaram outros tantos, que a viam como uma destruidora de empregos e de setores econômicos tradicionais.
As palavras de ódio dedicadas a ela, 23 anos após o fim do seu governo, mostram que muitos não a esqueceram nem perdoaram.
"A melhor notícia que eu recebi no ano todo", disse uma pessoa no Facebook, dizendo-se ex-mineiro.
No bairro de Belgravia, uma garrafa de leite foi deixada na porta da casa dela, numa alusão ao corte no fornecimento de leite a escolas primárias, adotada por ela quando ministra da Educação, na década de 1970.
Britânicos comemoram nas ruas morte de Margaret Thatcher. Houve celebrações da morte da ex-premiê em Londres e na Escócia. (Foto: Carl Court/AFP)Britânicos comemoram nas ruas morte de Margaret Thatcher. Houve celebrações da morte da ex-premiê em Londres e na Escócia. (Foto: Carl Court/AFP)
Pessoas se reúnem para celebrar a morte de Tatcher (Foto: Carl Court/AFP)Pessoas se reúnem para celebrar a morte de Thatcher (Foto: Carl Court/AFP)
  •  
Vinho e fotos de Tatcher durante a celebração em Londres (Foto: Carl Court/AFP)Vinho e fotos de Thatcher durante a celebração em Londres (Foto: Carl Court/AFP)