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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bobby Sands. O jovem morto pela instransigência de Thatcher

BOBBY SANDS (1954-1981)

Em 8 de Maio de 1981, milhares de irlandeses ocuparam as ruas de Belfast (Irlanda) acompanhando o caixão que transporta o do jovem Bobby Sands.
Sands era  militante desde os dezoito anos do Irish Republican Army (IRA) e cumpria uma pena de catorze anos por envolvimento num atentado à bomba, que sempre negou. Mesmo preso, foi eleito ao Parlamento Inglês.
A greve de fome foi a forma de luta encontrada por dez prisioneiros ligados ao IRA que reivindicavam serem reconhecidos como presos políticos. Bobby Sands foi o primeiro a morrer.
A então Primeira-Ministra Margaret Thatcher foi intransigente e, um a um, os prisioneiros foram moreendo de fome, diante de protestos no mundo inteiro e da estupefação, inclusive, de cidadãos ingleses.
Bobby Sands, resistiu 66 dias, até morrer de fome aos 27 anos, na prisão de Long Kesh.
A história dos militantes irlandeses mortos na greve de fome sob o governo da Srª Tatcher pode ser conhecida no emocionante filme "Mães em Luta"
 
 
Com informações de: She and Bob McGee

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Irlanda: Colapso eleitoral do partido que levou o país ao FMI


O Fianna Fáil, o partido que conduziu a Irlanda à crise financeira, ao resgate dos bancos e ao FMI, foi violentamente castigado pelos eleitores e sofreu um verdadeiro colapso eleitoral, perdendo 60 deputados e obtendo apenas cerca de 17% dos votos (a apuração dos resultados ainda não terminou). O seu parceiro na coligação do governo, os Verdes, foi varrido do Parlamento, não elegendo qualquer deputado.
O Fianna Fáil dominou a política irlandesa desde a independência, em 1921. Agora, terá conseguido eleger apenas um deputado por Dublin.
O vencedor é o Fine Gael, que obtém pelo menos 68 deputados (mais 17), correspondendo a 36,1%, seguido dos trabalhistas que elegeram 35 (mais 15), correspondendo a 19,4%. A esquerda também teve um crescimento significativo, com o Sinn Féin a eleger 13 deputados (mais 9), correspondendo a 9,9%, e a United Left Alliance – que reúne a People Before Profite Alliance, constituída, na sua maioria, por membros do Socialist Workers Party, o Socialist Party e o Workers and Unemployed Action Group – a eleger 5 deputados.
Apesar da vitória histórica, o Fine Gael fica aquém da maioria absoluta em que chegou a acreditar nos últimos dias da campanha, não devendo chegar aos 84 deputados necessários para ter maioria absoluta no Dáil (a câmara baixa do Parlamento).
Assim, o mais provável é que o Fine Gael avance para uma coligação com os trabalhistas.
"Isto é o desmoronamento do Fianna Fáil", disse à Reuters David Farrell, professor de Política da University College de Dublin.
Enda Kenny, líder do Fine Gael, disse ter recebido um "enorme aval" para governar. "Estamos às vésperas de mudanças fundamentais na forma como percebemos a nossa economia e sociedade", disse.
Kenny disse que vai renegociar o pacote de 85 mil milhões de euros de empréstimos feitos pelo Fundo Monetário Internacional e pela União Europeia, tentando em particular reduzir a taxa de juros de 5,8% imposta pela UE.
Gerry Adams, líder do Sinn Féin, disse que um bom governo tem de ter uma boa oposição, e garantiu que o seu partido vai-se opor às medidas “anti-cidadania” e de de “analfabetismo económico” propostas pelos partidos do establishment.
A Irlanda foi o primeiro país que sofreu intervenção do FMI a ir às urnas.