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domingo, 15 de junho de 2014

Juan Manuel Santos é reeleito presidente da Colômbia no segundo turno

Mandatário superou Óscar Iván Zuluaga, candidato do ex-presidente Álvaro Uribe e vencedor do primeiro turno
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, foi reeleito neste domingo (15/06) para um novo mandato de quatro anos. Ele superou Óscar Ivan Zuluaga, o candidato que venceu o primeiro turno e era apoiado pelo senador e ex-presidente Álvaro Uribe.
Com 99,38% dos votos apurados, Santos obteve 50,9% dos sufrágios (7.784.916 votos), contra 45,04% (6.888.639) de Zuluaga. Votos em branco são levados em consideração na votação e, por esse motivo, a soma dos votos dos dois candidatos não alcança 100%.
Agência Efe
Juan Manuel Santos foi reeleito neste domingo presidente da Colômbia

A participação foi inferior a 50%: de acordo com o boletim divulgado às 19h08 (horário de Brasília), o índice de comparecimento às urnas foi de 47,74%. O número, no entanto, é maior do que no primeiro turno, que foi de 40,17%.

Foco
A campanha terminou centrada nas negociações de paz com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), conduzidas pelo governo Santos. Enquanto o presidente defendia a manutenção das conversas, Zuluaga se mostrava contra, apesar de, neste segundo turno, ter voltado atrás e dito que poderia conversar com a guerrilha sob bases estritas. A reeleição do atual presidente pode ser interpretada, também, como uma vitória das negociações.
Um debate, realizado na última terça-feira (10/06), mostrou o nível de embate que o tema trazia entre os candidatos. O candidato apadrinhado pelo ex-presidente Álvaro Uribe afirmou que Santos traiu o país ao aceitar negociar com a guerrilha. O mandatário, ex-ministro de Uribe, foi eleito com o apoio do político conservador, que defende o fim do conflito armado pela via das armas – ou seja, com o extermínio da insurgência. “Você foi eleito com estas ideias e em quatro anos enganou milhões de colombianos. Por que mudou?”, questionou Zuluaga.
Santos, por sua vez, defendeu sua gestão que estaria “transformando o país” com uma “política de jogo limpo”. E disse que a paz de Zuluaga é a que “foi negociada com os paramilitares, que foi uma paz para perdoar os assassinos, mas quando começaram a dizer a verdade, os extraditaram por medo”. Referindo-se a uma peça publicitária de sua campanha que provocou polêmica no país, o presidente candidato afirmou que os pais não querem enviar seus filhos para a guerra.
Entre as diferenças sobre a resolução do conflito, Santos considera ser necessário reconhecer a existência de um conflito armado: “sem isso, é impossível encontrar uma solução” com dimensão política, afirmou. Zuluaga, por sua vez, considera que nada disso é necessário e defende “uma paz negociada” com a condição de que as FARC aceitem suspender as ações armadas, posição rechaçada pela guerrilha.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Farc libera reféns, o próximo passo será a deposição de armas?

La guerrilla de las FARC dice que pone fin a los secuestros y libera a sus rehenes

El grupo terrorista liberará a los 10 militares que mantiene retenidos

Emplazan al Gobierno de Santos a "entablar conversaciones"

Retratos de los secuestrados por las FARC. / LUIS ACOSTA (AFP)

Las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), la guerrilla más antigua de América Latina con casi medio siglo de existencia, sacó este domingo bandera blanca. En un comunicado emitido por el Secretariado de su Estado Mayor, las FARC anuncian el fin de los secuestros como “práctica” de su “actuación revolucionaria” y la próxima liberación de diez militares y policías que aún permanecen en su poder como rehenes.
En el comunicado, de poco más de un folio de extensión, datado en “las montañas de Colombia” y difundido a través de su página de Internet, la guerrilla explica el fin del secuestro como arma política les obliga a derogar la “ley rebelde de 2000” sobre su financiación mediante la toma de rehenes. El secuestro y el tráfico de drogas han sido las dos vías principales de ingresos de las FARC.
También anuncia la puesta en libertad de diez militares y policías, que mantienen cautivos desde hace más de 12 años, y que son sus últimos rehenes uniformados. Las FARC llegaron a tener secuestradas en algunos momentos a más de 50 personas, entre políticos, militares, policías e incluso ciudadanos extranjeros como tres estadounidenses que pretendieron canjear, sin éxito, por medio millar de guerrilleros presos.
En lo que solamente se puede entender como un cruel sarcasmo del grupo guerrillero, la declaración incluye un párrafo en el que las FARC manifiestan sus “sentimientos de admiración para con los familiares de los soldados y policías en nuestro poder. Jamás perdieron la fe en que los suyos recobrarían la libertad, aún en medio del desprecio y la indiferencia de los distintos gobiernos y mandos militares y policiales”.
También piden a la portavoz de los rehenes, Marleny Orjuela, que “acuda a recibirlos en la fecha acordada” —aunque no la precisan— y “agradecen" y “aceptan sin vacilación” la mediación humanitaria del Gobierno de la presidenta brasileña Dilma Rousseff para hacer efectiva la entrega de esos rehenes. La nueva generosidad de las FARC se produce tres meses después del asesinato de cuatro rehenes que llevaban más de una década cautivos, un hecho que provocó una ola de indignación en la sociedad colombiana. El comunicado no dice una palabra sobre el destino o futuro de los civiles secuestrados aún en su poder.
El presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ha afirmado a través de su cuenta en la red social Twitter que el anuncio de la guerrilla es un “paso importante” en la dirección correcta pero “no suficiente”. El Gobierno de Bogotá exige la liberación de todos los rehenes como precondición para entablar unas posibles conversaciones de paz. Y por el lenguaje del comunicado, que opone los “propósitos de reconciliación” de las FARC a la voluntad de “exterminio y arrogancia” del Gobierno parece indicar que aún queda un largo trecho por recorrer.
Las FARC, fundadas en 1964 y la única guerrilla importante todavía operativa en América Latina, ha sufrido en los últimos años, sobre todo bajo el mandato del expresidente colombiano Álvaro Uribe, durísimos golpes en su estructura de dirección, entre ellas la muerte de sus cabecillas guerrilleros, entre ellos Raúl Reyes, el número dos de la guerrilla, que murió en un bombardeo ordenado por el Gobierno de Uribe en territorio ecuatoriano y que desencadenó a su vez una seria crisis diplomática en la región. La muerte de su líder Manuel Marulanda, Tirofijo, víctima de un infarto en mayo de ese mismo año y de su sucesor, Guillermo León Sánchez, alias Alfonso Cano, acabaron por debilitar a la guerrilla colombiana, que también ha perdido a buena parte de su militancia. El Gobierno colombiano trata de aprovechar esta debilidad estrechando el cerco militar sobre la guerrilla, sobre todo en las zonas rurales del país sudamericano.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Colômbia: O novo governo deve garantir um sistema de justiça independente

O novo governo da Colômbia deve garantir a independência do sistema judiciário do país para que os responsáveis pelos abusos contra os direitos humanos, cometidos durante o longo conflito armado que afeta a Colômbia compareçam à justiça, declarou hoje (5 de agosto) a Amnesty International. Juan Manuel Santos tomará posse como presidente no dia 7 de agosto, após uma avassaladora vitória em segundo turno nas eleições de 20 de junho.      
“Para levar à justiça aqueles que cometem abusos contra os direitos humanos é necessária a adoção de medidas urgentes para pôr fim aos homicídios e ameaças contra testemunhas, advogados, juízes, defensores dos direitos humanos e promotores que intervêm nos casos de direitos humanos”, declarou Marcelo Pollack, observador sobre a Colômbia da Amnesty International.
  Um relatório da ONU sobre a Colômbia, publicado este ano, conclui que nos últimos quinze anos 300 pessoas que participavam de investigações judiciais perderam a vida. A Amnesty International documentou os homicídios -  em sua maioria nas mãos de paramilitares - de pelo menos oito defensores de direitos humanos e 39 sindicalistas durante o ano 2009.
  “O novo governo tem a oportunidade de se afastar da hostilidade que caracterizou o governo anterior em relação aos defensores dos direitos humanos e pôr fim à cultura de impunidade que permite àqueles que cometem abusos escapar da ação da justiça”, afirmou Marcelo Pollack.
  A Amnesty International também pediu ao novo governo que resista a tentação de menosprezar a capacidade dos tribunais civis de investigar o pessoal das forças de segurança implicados em violações de direitos humanos, o que foi sugerido há alguns meses pelo governo anterior.
  Nos últimos nos, as forças de segurança colombianas estiveram implicadas em centenas de execuções extrajudiciais de civis. A maioria dos perpetradores ainda não foi julgada por estes homicídios.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bolívia ou Colômbia?


Serra acusa o governo boliviano de ser conivente com o tráfico de cocaína. Por que Serra não questiona a conivência do governo colombiano com o tráfico? O mapa acima mostra que cerca de 60% da droga que segue para a Europa vem da Colômbia.
A gana pró-EUA do serrismo parece não ter limites. Para desqualificar um governo amigo do Brasil e não alinhado aos Estados Unidos, Serra fala qualquer coisa. Para o PIG, isso não é gafe, é denúncia.
O Tijolaço traz boas informações sobre o tema.
Relatório do Escritório das Nações Unidas de combate a Drogas e Crimes, mostra a participação Colombiana, Boliviana e Peruana na produção de cocaína.
Serra ideologizou, como eles gostam de dizer, o debate sobre o combate às drogas