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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Presidenta Dilma repudia ação imperialista contra Evo Morales

O Governo brasileiro expressa sua indignação e repúdio ao constrangimento imposto ao Presidente Evo Morales por alguns países europeus, que impediram o sobrevôo do avião presidencial boliviano por seu espaço aéreo, depois de haver autorizado seu trânsito.
O noticiado pretexto dessa atitude inaceitável – a suposta presença de Edward Snowden no avião do Presidente –, além de fantasiosa, é grave desrespeito ao Direito e às práticas internacionais e às normas civilizadas de convivência entre as nações. Acarretou, o que é mais grave, risco de vida para o dirigente boliviano e seus colaboradores.
Causa surpresa e espanto que a postura de certos governos europeus tenha sido adotada ao mesmo momento em que alguns desses mesmos governos denunciavam a espionagem de seus funcionários por parte dos Estados Unidos, chegando a afirmar que essas ações comprometiam um futuro acordo comercial entre este país e a União Europeia.
O constrangimento ao Presidente Morales atinge não só à Bolívia, mas a toda América Latina. Compromete o diálogo entre os dois continentes e possíveis negociações entre eles. Exige pronta explicação e correspondentes escusas por parte dos países envolvidos nesta provocação.
 
O Governo brasileiro expressa sua mais ampla solidariedade ao Presidente Evo Morales e encaminhará iniciativas em todas instâncias multilaterais, especialmente em nosso Continente, para que situações como essa nunca mais se repitam.
Dilma RousseffPresidenta da República Federativa do Brasil

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bolívia reduz pobreza extrema, diz FMI

Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

Brasília - Mais de 1 milhão de bolivianos deixaram a faixa de pobreza extrema no período de 2007 a 2009, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A informação foi divulgada ontem (29) pelo chefe da missão do FMI em La Paz, Gabriel Lopetegui. Segundo ele, 37% da população na Bolívia viviam com menos de US$ 1 dólar por dia até 2007 e, em 2009, esses números caíram para 26%.
De acordo com o chefe do FMI, os esforços devem ser mantidos. "O desafio é continuar nesse caminho e essa é a tendência para consolidar ainda mais o combate à pobreza no país”, disse ele. “A implementação de políticas sociais é fundamental para atender às necessidades básicas, a saúde e a educação”, acrescentou. Ele alertou, porém, que apesar dos progressos, 26 de cada 100 bolivianos ainda sobrevivem com menos de US$ 1 dólar por dia.
Lopetegui disse ainda que 11% da população da Bolívia, cerca 1,1 milhão dos 10 milhões de habitantes, saíram da linha de extrema pobreza de 2007 a 2009. Segundo ele, uma das razões dessa mudança foi a adoção de um programa de transferência de renda que beneficia os bolivianos com mais de 60 anos – cerca de 800 mil adultos.
O chefe do FMI na Bolívia disse ainda que houve melhora também nos números referentes às crianças e aos adolescentes em idade escolar. Um dos principais problemas no país era a elevada taxa de abandono. Segundo ele, a ajuda financeira para as famílias que têm estudantes conseguiu reverter a tendência.
Porém, as taxas de analfabetismo no país, conforme dados de 2006, mostram que 27 dos 100 bolivianos e um em cada dois alunos do ensino médio devem ser apontados como analfabetos funcionais, pois não compreendem o que leem. Em 1996, houve registros de que vários alunos repetiram até 13 vezes as primeiras séries primárias.
De acordo com dados do FMI e das agências multilaterais de financiamento, o número de pessoas no mundo que vivem com menos de US$ 1 dólar por dia deve chegar a 880 milhões em 2015. As informações são da agência estatal de notícias da Bolívia, a ABI.

Edição: Graça Adjuto

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bolívia diz que vai devolver carros roubados ao Brasil e que aguarda lista

Da BBC Brasil

Brasília – A presidenta executiva da Alfândega da Bolívia, Marlene Ardaya, disse que o país pretende devolver ao Brasil carros, motos e caminhões roubados que possam estar em território boliviano. Ela espera, entretanto, que o país entregue a autoridades bolivianas um documento listando esses veículos.
Segundo Marlene, todos os veículos roubados que estiverem na Bolívia serão devolvidos não apenas ao Brasil, mas também ao Peru, ao Paraguai e ao Chile. A declaração foi feita após a polêmica criada com a recente decisão do país de legalizar carros que estejam circulando sem documentação.
Acredita-se que dezenas de milhares de carros em situação irregular circulem no país, em particular veículos baratos usados vindos da Ásia por meio do Chile e comprados, em geral, por motoristas de classes mais pobres da Bolívia.
Marlene disse ter pedido às alfândegas dos países vizinhos uma lista dos veículos roubados e dos que estejam sendo procurados por seus donos e pela polícia. Segundo ela, a Argentina e o Chile já enviaram essas relações para a alfândega boliviana.
Ela disse ter enviado às autoridades brasileiras um documento pedindo essas listagens, mas o Ministério das Cidades informou que ainda não recebeu a solicitação.
 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tratado histórico devolve saída ao mar para Bolívia

A Bolívia e o Peru assinaram, nesta terça-feira, um acordo que pode encerrar um dos principais problemas bolivianos, a ausência de saída para o mar. O presidente do Peru, Alan García, ofereceu ao presidente da Bolívia, Evo Morales, o direito de uso do Porto de Ilo para negociar a venda de gás, trânsito livre de embarcações e condições de acesso por 99 anos. As informações são da agência oficial de notícias da Bolívia, a ABI.
– Nós invocamos o diálogo bilateral que leve à recuperação da justiça que é para a Bolívia ter uma saída. É injusto que a Bolívia não tenha saída para o oceano – disse García.
A iniciativa peruana de oferecer o uso do Porto de Ilo não é nova. Em 1992, o ex-presidente da Bolívia, Jaime Paz Zamora, e o do Peru, Alberto Fujimori, assinaram um documento estabelecendo a parceria. Mas o acordo nunca foi executado.
– As circunstâncias atuais exigem essa atualização. É um novo protocolo para alcançar as metas (definidas pelos presidentes dos dois países) – disse García.
Segundo o protocolo, serão construídas instalações para o trânsito de embarcações da Bolívia, um resort de praia e áreas destinadas a esportes e uma zona de livre por um período inicial de 99 anos. Com isso, a Bolívia poderá exportar seus produtos sem encargos tarifários. O presidente peruano disse ainda que o “Peru jamais será um obstáculo” para a Bolívia.
– Estamos juntos no desejo de fortalecer e revitalizar a nossa amizade e solidariedade fraterna, encerrando todos os tipos de discussões envolvendo palavras. As palavras se vão com o vento, mas a irmandade dos povos permanece para sempre – disse García. Recentemente os dois países passaram por um longo período de relações tensas.
A Bolívia perdeu a sua saía para o mar na Guerra do Pacífico ocorrida entre 1879 e 1883. O conflito armado envolveu a Bolívia e o Peru contra o Chile.

sábado, 11 de setembro de 2010

Bolívia supera meta anual de destruição de cultivos ilegais de coca

As forças policiais e militares bolivianas destruíram 5.024 hectares de plantações ilegais de coca neste ano, superando assim a meta anual estabelecida pela lei antidroga para essa operação, informou ontem (10/9) uma fonte oficial.
O vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas, Felipe Cáceres, disse à agência estatal ABI que a meta de cinco mil hectares fixada em lei foi cumprida três meses antes da data limite.
Ele acrescentou que, até o fim do ano, espera-se atingir oito mil hectares de coca erradicada, cujos cultivos são usados pelos narcotraficantes para a elaboração da cocaína.
Cáceres destacou que, nas operações de erradicação, prevaleceu "o diálogo" com os produtores de coca, "e não a violência, como costumava ocorrer nos governos do passado".
Autorizada
As normas vigentes na Bolívia permitem o uso da coca e estabelecem um limite de 12 mil hectares no país para consumo cultural, industrial e medicinal.
A planta já foi inclusive reconhecida como "patrimônio cultural" do Estado e "fator de coesão social", em artigo da Constituição vigente no país desde 2009, segundo o qual a planta, "em seu estado natural, não é entorpecente".
O presidente Evo Morales, que ainda é o líder dos sindicatos de produtores de coca da região de Chapare (centro), quer aumentar a superfície dos cultivos legais de 12 mil para 20 mil hectares para impulsionar planos de industrialização da planta. 
De: Opera Mundi

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bolívia ou Colômbia?


Serra acusa o governo boliviano de ser conivente com o tráfico de cocaína. Por que Serra não questiona a conivência do governo colombiano com o tráfico? O mapa acima mostra que cerca de 60% da droga que segue para a Europa vem da Colômbia.
A gana pró-EUA do serrismo parece não ter limites. Para desqualificar um governo amigo do Brasil e não alinhado aos Estados Unidos, Serra fala qualquer coisa. Para o PIG, isso não é gafe, é denúncia.
O Tijolaço traz boas informações sobre o tema.
Relatório do Escritório das Nações Unidas de combate a Drogas e Crimes, mostra a participação Colombiana, Boliviana e Peruana na produção de cocaína.
Serra ideologizou, como eles gostam de dizer, o debate sobre o combate às drogas