domingo, 1 de abril de 2012

Bolsonaro arrepia-se ao ver paraquedistas em paraquedas "rainbow"

DAMARIS GIULIANA  COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

No Rio de Janeiro, paraquedistas saltam com a bandeira do Brasil em comemoração com golpe militar de 1964
Olha que lindo o paraquedas que o Bolsonaro contratou - Daniel Marenco/Folhapress
Cerca de 80 militares da reserva e familiares se reuniram neste sábado em um quiosque na praia da Barra da Reserva (zona oeste do Rio) para assistir a um salto de paraquedas em comemoração aos 48 anos do golpe de 1964.
Quatro coronéis pularam do avião carregando bandeiras do Brasil.
Diferentemente dos atos que aconteceram durante a semana no Rio, não houve manifestações contrárias.


Mais cedo, um avião sobrevoou toda a orla da zona sul carioca com uma faixa escrita "parabéns Brasil, 31 do 3 de 64".
"Sou macho, mas estou arrepiado", disse o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Foi ele quem pagou R$ 2.000 pela faixa e voo. Ele deve pagar mais R$ 1.200 para um segundo voo no domingo.
Bolsonaro garante não ter usado a verba da Câmara dos Deputados.
O deputado afirmou que irá apresentar na próxima semana um projeto para criar uma Comissão da Corrupção, em contraponto a Comissão da Verdade.
A ideia dele é que seja investigado os escândalos dos governos petistas.
TUMULTO
Na quinta-feira, uma manifestação com cerca de 500 pessoas acabou em tumulto.
Bombas de efeito moral, jatos de spray de pimenta e disparos de armas de choque foram usados para dispersar os manifestantes que se reuniram diante do Clube Militar para protestar contra evento em homenagem ao golpe de 64.
Militares da reserva que chegavam para o encontro foram recebidos aos gritos de "assassino" e "torturador" pelos manifestantes, contidos por um cordão de isolamento formado por policiais.
Ovos foram arremessados contra o portão do clube. Alguns militares revidaram fazendo gestos obscenos para os manifestantes. Um homem chegou a sair do clube e chutou alguns manifestantes.
Dentro do clube, cerca de 300 pessoas participavam do painel "1964 - A Verdade". Por duas horas elogiaram o golpe e não citaram o ato lá fora.

sábado, 31 de março de 2012

Pequena Memória para um Tempo sem Memória - Gonzaguinha

Dia do Planeta

No dia 31 de março, desligarei as luzes das peças onde eu não estiver; usarei o chuveiro elétrico apenas o necessário; apagarei as luzes de uso comum do prédio que tenham ficado acesas; não deixarei um aparelho ligado se não estiver sendo utilizado; serei consciente no uso da água, da luz e de qulaquer recurso. Farei como faço todos os dias e pronto. Se entre as 20h30min e 21h e 30min não precisar acender a luz, não acenderei, se precisar, acenderei.

Livro eletrônico reúne documentação sobre organizações de trabalhadores e sua resistência a regime de exceção

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Está disponível para consulta na internet, a partir de 30 de março, o livro Arquivo, Memória e Resistência dos Trabalhadores no Campo e na Cidade, lançado nesta sexta-feira, no salão nobre do Arquivo Nacional, no centro do Rio de Janeiro. Com versão apenas eletrônica, a obra pode ser acessada nos portais do Centro de Documentação e Memória Sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Arquivo Nacional e do Centro de Referência Memórias Reveladas.
A obra contém 18 artigos sobre experiências de organização de trabalhadores a partir de arquivos sindicais, arquivos rurais, da Justiça trabalhista, e sobre a memória da resistência ao regime de exceção que o Brasil vivenciou de 1964 a 1985. Os artigos resultam de comunicações apresentadas no 2º Seminário Internacional O Mundo dos Trabalhadores e Seus Arquivos, promovido pelo Arquivo Nacional e pela CUT, realizado no ano passado, no Rio de Janeiro.
“Essa coletânea é um verdadeiro testemunho da importância dos arquivos para a compreensão da história da luta da classe trabalhadora”, avalia, na apresentação da obra, um dos organizadores, Antonio José Marques. Ele dividiu o trabalho com a pesquisadora Inez Terezinha Stampa. Segundo Marques, o livro certamente será de interesse para arquivistas, historiadores, documentaristas, bibliotecários, cientistas sociais e demais pesquisadores e estudantes com atuação na área dos arquivos operários, rurais e sindicais.
Edição: Lana Cristina

sexta-feira, 30 de março de 2012

Breve comentário sobre o início do processo eleitoral em Porto Alegre

Li o artigo do Sul21 sobre o início do processo eleitoral e os comentários ao artigo. Daí, resolvi comentar.
1) Que bom ver todo mundo acreditando em pesquisa. Quero ver quando/se houver mudança de posição.
2) O raciocínio é lógico. Quem tá na frente fica na frente, quem tá atrás fica atrás e quem tá no meio fica no meio. Ou não?
3) O PC do B está certo em buscar as alianças que puder pra se sustentar. Deve estar ciente sobre os benefícios e prejuízos de se unir ao PP ou a quem quer que seja.
4) Fortunati é o que tem o bloco de alianças mais sólido, é o menos preocupado.
5) Já o PT, tá procurando, mas não consegue achar um parceiro de peso. Mas o que o artigo destaca é que o peso da legenda faz diferença. Independente do discurso de campanha (e cada campanha tem suas coerências de ocasião e lógicas de conveniência) o objetivo básico do PT é não perder os cerca de 20% de eleitores que costuma votar no 13, seguindo a máxima de que "time que não disputa título perde notícia".
6) Por fim, cada eleiçaõ é uma eleição. Em 2004, a deputada estadual petista Liziane Lins (que havia feito 40 mil votos em Fortaleza), teve seu nome aprovado por escassa maioria no Diretório Municipal de Fortaleza para disputar contra Moroni Torgan (PFL) o super votado deputado federal Inácio Arruda (PC do B), eleito com 240 mil votos só na capital e o apoio de Lula e da maioria do PT nacional.
Todos sabem quem venceu a eleição.
Claro, que em Porto Alegre é diferente. Pois é, em Porto Alegre será diferente.

O escândalo do dia

Na TFP, a luta continua

De: Espaço Vital
Catolicismo conservador (1) - A TFP (Tradição Família e Propriedade), a mais célebre organização conservadora do país, continuará sendo dirigida pelo grupo dissidente que a comanda desde 2004. A decisão, tomada ontem pelo STJ, é mais um capítulo no imbróglio jurídico que se arrasta desde 1997 entre duas correntes: uma ligada aos fundadores e outra a dissidentes.
Catolicismo conservador (2) - A divergência se dava principalmente em dois pontos: a diminuição da atuação política da TFP e uma maior aproximação com a Igreja Católica. As duas ações eram refutadas pelos fundadores e desejadas pelos dissidentes, que entraram na Justiça para pedir o direito a voto. O julgamento desta semana foi de um recurso dos fundadores, que estão proibidos de usar o nome e os símbolos da entidade. Eles disseram que irão recorrer ao STF. (REsp nº 650373)
A propósito - Esse processo é mais um emblema de justiça demorada. O recurso especial agora julgado chegou ao STJ em 28 de junho de 2004 - já se passam sete anos e nove meses.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Clarice Herzog: “Eu não anistio os torturadores do Vlado”

Entrevista com a publicitária Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog.

 Por Cylene Dworzak Dalbon 

 
Vladimir Herzog25 de outubro de 1975, Rua Tutóia, cidade de São Paulo. Nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um homem é torturado com pancadas e choques elétricos. Seus companheiros, na sala ao lado ouvem seus gritos.
 O homem recusa-se a assinar um suposto depoimento por não admitir que as informações constantes naquele pedaço de papel sejam verdadeiras. Ele não escrevera nenhuma palavra daquilo. Em um ato de indignação, rasga o papel. E num ato de maior indignação ainda, mesclado a ira, seu torturador o esbofeteia. Os amigos, na outra sala, não ouvem mais seus gritos.
Leia mais clicando aqui.

Centenas de pessoas protestam contra comemorações do golpe militar no Rio




De: Último Segundo
Um protesto contra a comemoração do aniversário do golpe que instaurou o regime militar no Brasil em 1964 terminou em confusão na tarde desta quinta-feira (29) em frente à sede do Clube Militar, na avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro.
Os participantes reclamaram de uma palestra realizada hoje no Clube para lembrar o golpe, que ocorreu no dia 31 de março de 1964.
Os manifestantes tentaram fechar a Rio Branco e foram contidos pela PM que precisou usar gás de pimenta e bombas de efeito moral para conter os participantes do movimento.
A situação voltou a ficar tensa quando militares da reserva que participaram do evento no Clube deixavam o local. Eles chegaram a ser cercados pelos manifestantes que, aos gritos, os chamaram de "covardes" e "assassinos".
Os militares tiveram que contar com a ajuda de PMs para irem embora. Os policiais fizeram um corredor para que eles caminhassem do prédio até a entrada do metrô, na estação Cinelândia. Durante o tumulto, uma pessoa foi detida.
Os manifestantes trouxeram fotos de pessoas que teriam desaparecido durante o regime militar e pediram a reabertura dos arquivos da ditadura.
Com informações da Agência Estado

quarta-feira, 28 de março de 2012

Morre o escritor Millôr Fernandes

Escritor morreu em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Ele teve falência múltipla dos órgãos, segundo filho. Do G1, RJ

O escritor carioca Millôr Fernandes morreu aos 88 anos, às 21h de terça-feira (27), em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo Ivan Fernandes, filho do escritor, ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca.
De acordo com a família, o velório está marcado para quinta-feira (29), das 10h às 15h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária. Em seguida, o corpo será cremado.
Em 2011, o escritor chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul. Na época, a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação a pedido da família.
Escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e artista autodidata, Millôr começou a colaborar com a revista "O Cruzeiro" aos 14 anos, conciliando as tarefas de tradutor, jornalista e autor de teatro. No final dos anos 1960, tornou-se um dos fundadores do jornal "O Pasquim", reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
Escreveu nos anos seguintes diversos tipos de peças e se tornou o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.
Atualmente ele mantinha um site pessoal em que escrevia textos de humor e cartuns, além de reunir seus trabalhos dos últimos 50 anos. Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.