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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Paulinho da Força é condenado por improbidade administrativa e terá de pagar R$ 706,5 mil

Deputado federal deverá ressarcir cofres públicos por irregularidades cometidas em 2001

Do R7O deputado federal Paulinho da Força, também presidente da Força Sindical, foi condenado pela Justiça Federal por improbidade administrativa, em função de irregularidades cometidas pelo sindicalista e pela central em 2001. 

A decisão foi da juíza federal Fernanda Souza Hutzler, da 25ª Vara Federal Cível, que julgou ação da MPF (Ministério Público Federal). Agora, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, terá de ressarcir, solidariamente, R$ 235 mil, além arcar com uma multa de R$ 471 mil. 

A improbidade administrativa foi cometida na gestão de R$ 40 milhões do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para a execução do Planfor (Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador). Nesta segunda-feira (22), o MPF recorreu ao Tribunal Regional Federal para que mantenha a condenação em segunda instância. 

A juíza determinou também que Paulinho da Força e a entidade que ele preside sejam proibidos de contratar ou receber benefícios fiscais que envolva verba pública por um período de cinco anos. 

De acordo com a decisão, o deputado e a central sindical cometeram irregularidades como contratação de escolas e cursos sem licitação, pagamentos antecipados, ausência de relatórios de fiscalização dos contratos e utilização dos recursos do FAT de forma diferente ao previsto na legislação. 
Na prestação de contas, por exemplo, o MPF identificou listagens com inscrições de CPFs iguais em cursos realizados, inclusive, em estados diferentes. 


R7 tentou localizar o deputado federal Paulinho da Força através de seu celular, mas não obteve êxito. Procurada, a assessoria da Força Sindical afirmou, em nota, que vai recorrer da decisão. Na nota, a entidade nega irregularidades e fraudes e diz que na época, Paulinho não era deputado federal. Ainda de acordo com a nota, a Força Sindical não firma contratos com órgãos públicos desde 2002.

sábado, 31 de março de 2012

Livro eletrônico reúne documentação sobre organizações de trabalhadores e sua resistência a regime de exceção

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Está disponível para consulta na internet, a partir de 30 de março, o livro Arquivo, Memória e Resistência dos Trabalhadores no Campo e na Cidade, lançado nesta sexta-feira, no salão nobre do Arquivo Nacional, no centro do Rio de Janeiro. Com versão apenas eletrônica, a obra pode ser acessada nos portais do Centro de Documentação e Memória Sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Arquivo Nacional e do Centro de Referência Memórias Reveladas.
A obra contém 18 artigos sobre experiências de organização de trabalhadores a partir de arquivos sindicais, arquivos rurais, da Justiça trabalhista, e sobre a memória da resistência ao regime de exceção que o Brasil vivenciou de 1964 a 1985. Os artigos resultam de comunicações apresentadas no 2º Seminário Internacional O Mundo dos Trabalhadores e Seus Arquivos, promovido pelo Arquivo Nacional e pela CUT, realizado no ano passado, no Rio de Janeiro.
“Essa coletânea é um verdadeiro testemunho da importância dos arquivos para a compreensão da história da luta da classe trabalhadora”, avalia, na apresentação da obra, um dos organizadores, Antonio José Marques. Ele dividiu o trabalho com a pesquisadora Inez Terezinha Stampa. Segundo Marques, o livro certamente será de interesse para arquivistas, historiadores, documentaristas, bibliotecários, cientistas sociais e demais pesquisadores e estudantes com atuação na área dos arquivos operários, rurais e sindicais.
Edição: Lana Cristina

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve Geral em Portugal

A Greve Geral está a ser um grande sucesso, com grandes paralisações em muitos sectores. Na os transportes, hospitais e serviços municipalizados as percentagens são elevadas. A Autoeuropa está completamente parada.
Camiões de transporte de lixo no parque dos Olivais em Lisboa - Foto de Ricardo Robles
 
Percentagens de paralisação segundo a CGTP:
Soflusa - 100%
CNE Cimentos Nacionais e Estrangeiros - 100%
Câmaras:
Vila Nova de Famalicão – 100%
Portalegre – 100%
Palmela 100%
Gavião – 100%
Loures – 100%
Avis - 100 %
Coimbra - 100 %
Guimarães – 100%
Coimbra – 100%
Almada - 100 %
Loulé - 100%
Hospitais e outros serviços de saúde:
Universidade de Coimbra – 100%
Pombal – 100%
Peniche – 100%
Instituto de Oncologia de Coimbra – 100%
Capuchos – 100%
Misericórdia de campo maior – 100%
Lar Alcântara Botelho - 100%
Outras empresas:
Isporeco - 100%
EDP - Distribuição energia, sa - 100%
Visteon portuguesa, lda - 100 %
Saint-gobain sekurit portugal s.a -100%
Portucel embalagem sa - 100%
Amorim revestimentos sa - 100 %
Rodoviária entre Douro e Minho - 100%
Imprensa Nacional Casa da Moeda - 100%
Aeroporto de Lisboa - 100%

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Em uma semana, greve dos bancários atinge mais bancos que em 2009

São Paulo – A greve dos bancários completa nesta terça-feira (5) uma semana, com 7.437 agências paralisadas. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em 2009, os bancários paralisaram 7.222 unidades no auge da mobilização. 
De acordo com o balanço da instituição, nas últimas 24 horas, 910 agências aderiram à paralisação, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia de greve representa um aumento de 92,5%.
“O fechamento de agências cresceu todos os dias desde o início da greve, mostrando o aumento da adesão dos bancários e a força do movimento, apesar das práticas antissindicais adotadas pelos bancos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Em São Paulo, Osasco e região há 683 agências bancárias e 13 centros administrativos de portas paralisados e 31 mil trabalhadores em greve nesta terça.