quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais matação de aula


Mais uma lei para encher o horário das aulas. Agora, cantar-se-á o Hino Nacional todas as semanas. Mais uma meia hora de deslocamento, perfilamento e canto. Enquanto isso, nada de aula.É possível que a coisa pegue, ao menos durante uns meses, até o pessoal cansar de subir e descer escadas pra cantar o Hino. Esse é o tipo do projeto inútil que ninguém tem coragem de votar contra nem de vetar. Afinal tem gente que acredita que a crise de moral e civismo da sociedade deve-se a não cantarmos o Hino. Tem gente que acredita em qualquer coisa.
Se cantar o hino fosse sinal de boa moral e bom caráter os jogadores da seleção seriam exemplos para o mundo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sans cullotte na Câmara Municipal


Mais uma vez a mídia resolve dar repercussão a uma picuinha da Câmara Municipal. Nesse caso, o projeto do Tessaro que obriga trajes para as vereadoras. Queria que os meios de comunicação dessem uma cobertura semelhante à discussão das Leis Orçamentárias e outros debates importantes para a cidade. Mas eles adoram noticiar bobagens e nosso parlamentares, sequiosos de divulgação, acabam embarcando nessa. Eu também, por isso vou dar a minha inestimável opinião.
Há lugar pra tudo e traje para tudo. Ninguém precisa casar de fraque, mas ninguém vai a um casamento cerimonioso de bermuda e camiseta.
Nem os descamisados são, por definição mais honestos, nem os engravatados são, por princípio, ladrões. Eu sou professor. Acho inadequado comparecer às aulas de camiseta e chinelo de dedo, embora nenhuma lei me proíba.
Se tivesse a honra de representar alguém no Legislativo Municipal, iria de casaco e gravata, mas votaria contra essa regra. Faria isso mais por solidariedade do que por convicção. Mas uma coisa eu faria questão de dizer (e estou dizendo agora), a proposta pode ser conservadora, mas não é machista.
É normal que um movimento arranje argumentos para contestar uma proposta que, concretamente, atinge duas parlamentares. Porém, é de se perguntar por que as regras dos legislativos só abordam o traje masculino. Trata-se de herança de um tempo em que as mulheres não tinham representaçaõ parlamentar. Ou, melhor, sua presença era tão escassa que não valia a pena gastar tempo para discutir como elas deveriam se vestir. O machismo, no caso, está em ignorar a presença cada vez maior das mulheres nos parlamentos. O vereador que propõe o uso de trajes para mulheres parlamentares é um conservador. Pode ser machista, mas não posso julgar isso exclusivamente pela proposta que ele fez.

Camelódromo


Às vezes eu acerto. Uma das primeiras postagens deste blog foi sobre o camelódromo e meus prognósticos não eram bons. Para provar que não sou apenas um pessimista, a situação está tuim mesmo. Muitos estão inadimplentes e ameaçados de despejo. O trambolho de cimento está cercado de vendedores de tudo que é pitrataria e a freguesia não corresponde ao que foi anunciado.
Vem mais coisa por aí, mas o centro de Porto Alegre, sem as lonas amarelas que tomavam conta da Praça XV, dificilmente voltará a ser o que era para os camelôs que caíram na conversa da Prefeitura.


Um peixe chamado Walna


Não sei se é real a notícia de que Walna será transferida para Brasília e representar o Governo Estadual na capital. Em todo caso, como prevenção, é bom que ela evite passar perto da ponte. Marcelo Cavalcante não aceitou esse aviso e...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Linguagem cifrada

"O nosso amigo vai levar a encomenda pro tio. Um pacote tem cinco e outro tem sete. Se chover, o jogo vai ser adiado para depois de amanha. De qualquer modo, a gente se encontra no lugar de sempre naquele horario. Fala pra mae que os filhos estao nervosos."
Digam-me, leitores, se alguem falasse assim com algum de voces, ou voces presenciassem alguem falando assim, iriam achar uma conversa normal? Pois o pessoal que foi gravado fala tudo assim e acha que nao tem nada de estranho. Ou estao achando que somos idiotas, ou possuem serios problemas de comunicaçao. Precisam de tratamento.
Talvez, no relatorio final da CPI, o relator proponha um curso de comunicaçao aos envolvidos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Na faixa


Pilatos lançou a campanha para que a faixa de segurança seja respeitada. Não há como não apoiar a iniciativa. É disso que se fazem muitas das adminstrações e atuações parlamentares que buscam notoriedade: lançar ou acompanhar campanhas midiáticas simpáticas. Assim matam dois coelhos com uma cajadada. Botam dinheiro nos meios de comunicação e criam consensos em torno de si. Não acho isso errado em absoluto. O problema é ficar nisso.
No caso da campanha pela faixa de pedestres, seria útil que a Prefeitura, primeiro, pintasse as faixas e, além disso, toda vez que remendasse o asfalto, fizesse as faixas de pedestres imediatamente. Não é o que acontece.
Por que a Prefeitura não gasta dinheiro para consertar os abrigos de ônibus nos corredores? Por que não centra fogo na fiscalização aos carros que se amontoam e atrapalham o trânsito e o sossego das noites da Lima e Silva e João Alfredo, por exemplo? Por que os azuizinhos não vão pra rua em dias de chuva. Isso não requer campanha, requer admistração efetiva. Gasta-se menos, tem-se menos visibilidade pública, mas é só assim que se faz o que tem que ser feito.
Todavia, há quem prefira ouvir as palestras do Senna.

O terceiro segredo de Fátima


O processo movido contra a governadora “e outros” parece ter o poder dos segredos de Fátima. Particularmente do terceiro segredo. Quem vê fica admirado, mas não pode contar. Segundo dizem os entendidos, trata-se do fim do mundo. Foi o que se tira da forma como Ivar Pavan tratou o assunto. Não pode falar, mas e coisa gravíssima.

O líder do governo na Assembleia chegou a dizer que “gente morreu” por saber o que se tratava no processo. Diante de tal afirmação, o Macedo (do PRBS) teve que reinquirir o deputado. Pedro Westphalem tentou fugir do assunto, pois viu que tinha falado bobagem. Ao fim, ainda tentou inventar uma versão de assassinato de Marcelo Cavalcante por alguém interessado em produzir uma vitima. Coisas do estado mais politizado do Brasil.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A memória do Jornal Nacional


O JN faz quarenta anos. A velha mania de autoelogio da Rede Globo está funcionando a todo o vapor. Porém, há sérios problemas de memória no jornalismo global. Falam sobre profissionais e matérias que marcaram época. Onde estão Eliakim Araújo e Leila Cordeiro, Carlos Nascimento, Hemano Henning, Luiz Carlos Azenha? Onde estão as matérias que transformaram o atentado à bomba no Riocentro em atentado aos militares, o comício das Diretas Já transformado em comemoração do aniversário de São Paulo, a edição do debate Lula x Collor? A Globo tem um forte problema de memória seletiva. Só lembra do que quer, do que interessa. Isso vale para o passado e para o presente. O Jornal nacional está quarentão e eu também, mas a minha memória está melhor.

sábado, 5 de setembro de 2009

Titanic



A senadora Kátia Abreu encontrou uma bela definição para a governadora Yeda e seu governo: um navio. Eu acrescento, é um Titanic.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Governadora chora na Expointer

Agora, a Rainha de Copas resolveu chorar em público. Aiaiai.
Aproveito o pretexto para uma pausa poética