terça-feira, 19 de outubro de 2010
Tratado histórico devolve saída ao mar para Bolívia
A Bolívia e o Peru assinaram, nesta terça-feira, um acordo que pode encerrar um dos principais problemas bolivianos, a ausência de saída para o mar. O presidente do Peru, Alan García, ofereceu ao presidente da Bolívia, Evo Morales, o direito de uso do Porto de Ilo para negociar a venda de gás, trânsito livre de embarcações e condições de acesso por 99 anos. As informações são da agência oficial de notícias da Bolívia, a ABI.
– Nós invocamos o diálogo bilateral que leve à recuperação da justiça que é para a Bolívia ter uma saída. É injusto que a Bolívia não tenha saída para o oceano – disse García.
A iniciativa peruana de oferecer o uso do Porto de Ilo não é nova. Em 1992, o ex-presidente da Bolívia, Jaime Paz Zamora, e o do Peru, Alberto Fujimori, assinaram um documento estabelecendo a parceria. Mas o acordo nunca foi executado.
– As circunstâncias atuais exigem essa atualização. É um novo protocolo para alcançar as metas (definidas pelos presidentes dos dois países) – disse García.
Segundo o protocolo, serão construídas instalações para o trânsito de embarcações da Bolívia, um resort de praia e áreas destinadas a esportes e uma zona de livre por um período inicial de 99 anos. Com isso, a Bolívia poderá exportar seus produtos sem encargos tarifários. O presidente peruano disse ainda que o “Peru jamais será um obstáculo” para a Bolívia.
– Estamos juntos no desejo de fortalecer e revitalizar a nossa amizade e solidariedade fraterna, encerrando todos os tipos de discussões envolvendo palavras. As palavras se vão com o vento, mas a irmandade dos povos permanece para sempre – disse García. Recentemente os dois países passaram por um longo período de relações tensas.
A Bolívia perdeu a sua saía para o mar na Guerra do Pacífico ocorrida entre 1879 e 1883. O conflito armado envolveu a Bolívia e o Peru contra o Chile.
Zero Hora terá que indenizar vendedor humilhado por supervisor
De: Espaço Vital
Xingamentos e humilhações no ambiente de trabalho renderam a um vendedor de assinaturas do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), uma indenização correspondente a 20 salários-mínimos por danos morais.
A 7ª Turma do TST, ao negar provimento ao agravo de instrumento da RBS – Zero Hora Editora Jornalística S.A., manteve a condenação que havia sido imposta na instância anterior.
A 7ª Turma do TST, ao negar provimento ao agravo de instrumento da RBS – Zero Hora Editora Jornalística S.A., manteve a condenação que havia sido imposta na instância anterior.
Paulo Preto e o dinheiro na meia. Esse é o assessor competente de Serra
Paulo Preto tinha dinheiro ‘nas meias’
Afirmação é de Celso Russomano, que afirma ter estado presente no momento da prisão do ex-assessor de Serra; ABCD MAIOR tem acesso a BO
Quase quatro meses após a prisão em flagrante do ex-assessor do candidato José Serra (PSDB), Paulo Viera de Souza, conhecido como Paulo Preto, o BO (Boletim de Ocorrência) da ação da Polícia Militar na prisão do ex-diretor do Dersa com uma jóia roubada foi obtido pelo ABCD MAIOR. Com Paulo Preto, além da jóia, a revista policial encontrou mais de R$ 11 mil. O ex-assessor de Serra foi preso no dia 12 de junho deste ano, na joalheria Gucci, dentro do shopping Iguatemi.
Preso, Paulo Preto foi encaminhado ao 15° DP, no Itaim Bibi. Testemunha ocasional da prisão, Celso Russomano (PP), então pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, garante que Paulo Preta “portava dinheiro nas meias”.
“Eu vi a prisão. Vi que a delegada estava sofrendo pressão para não mantê-lo preso. Parte do dinheiro apreendido com Paulo Preto estava em suas meias e no casaco, me apontaram os policiais”. O progressista afirma que encontrou Paulo Preto no DP por acaso.
“Pelo destino, acabei conduzindo um segurança particular de um condomínio que estava determinando quem podia e não podia estacionar em um espaço público. Quando cheguei ao 15° DP acompanhei a prisão de Paulo Preto”, relembra.
A reportagem procurou o advogado de Paulo Preto, José Luiz de Oliveira Lima, para explicar a prisão e a apreensão do dinheiro com o ex-diretor do Dersa. “Já falei tudo sobre isso”, se limitou a dizer Lima.
Jóia
De acordo com o relatado pelo BO assinado pela delegada Nilze Baptista Scapulatiello, Paulo Preto alegou no momento da prisão que teria comprado o bracelete do comerciante Musab Asmi Fatayer – que também foi preso em flagrante – por R$ 20 mil. Musab, por sua vez, afirmou que comprou a jóia de “um desconhecido em seu escritório”. O bracelete incrustado de brilhantes havia sido roubado um mês antes da mesma joalheria onde Paulo Preto recebeu voz de prisão pela prática de receptação.
Caso
Paulo Preto entrou em cena na campanha após a candidata Dilma Rousseff (PT) citar matéria da revista IstoÉ no debate da Band. Ex-diretor de Engenharia do Dersa, Paulo Preto foi apontado pela revista na primeira semana de agosto como responsável pelo sumiço de R$ 4 milhões da campanha do candidato tucano. O dinheiro teria vindo do pagamento de caixa-dois das empreiteiras que construíram o trecho Sul do Rodoanel, que corta o ABCD.
“Parece mesmo que ele sumiu. Desapareceu. Me falaram que ele foi para a Europa. Vi esse cara na inauguração do Rodoanel”, afirmou José Aníbal, ex-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, à revista.
De:Viomundo
Wladimir Pomar comenta o possível governo Dilma
Entrevista especial com Wladimir Pomar
Uma análise da atuação do PT nessas eleições é o que faz Wladimir Pomar na entrevista que concedeu à IHU On-Line, por e-mail. Afinal: O PT errou ou acertou em sua estratégia nesse pleito? Para Pomar, em termos parlamentares e executivos estaduais, o PT se consolidou como um dos principais partidos nacionais. Porém, erros sérios, aponta ele, foram cometidos e diretamente refletidos na campanha presidencial. “O PT evitou travar uma batalha e uma discussão política em profundidade sobre o futuro das mudanças necessárias à sociedade brasileira. Isto permitiu que Marina Silva se apropriasse de bandeiras que eram tradicionais no PT, e que as apresentasse como se o PT as houvesse abandonado”, afirmou.
Wladimir Pomar é analista político. Militante político desde 1949, ajudou a fundar o PCdoB em 1962. Preso no regime militar, atuou clandestinamente durante a década de 1970. Dez anos depois, tornou-se um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e integrou a executiva nacional do PT entre 1984 e1990. Foi coordenador-geral da campanha presidencial de Lula em 1989.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Como o PT sai desse primeiro turno?
Wladimir Pomar – O PT, em termos parlamentares e dos executivos estaduais, saiu reforçado. Embora possa ser derrotado em algumas disputas estaduais do segundo turno, ele saiu das eleições consolidado como um dos principais partidos nacionais.
Por outro lado, o PT cometeu alguns erros sérios na campanha, que se refletiram negativamente na eleição presidencial. Dois deles foram erros estratégicos. Em primeiro lugar, o PT evitou travar uma batalha e uma discussão política em profundidade sobre o futuro das mudanças necessárias à sociedade brasileira. Isto permitiu que Marina Silva se apropriasse de bandeiras que eram tradicionais no PT, e que as apresentasse como se o PT as houvesse abandonado. Em segundo lugar, o PT praticamente abandonou seu tradicional método de corpo a corpo com o eleitorado e de campanha de mobilização massiva, acreditando que bastava o apoio e a popularidade de Lula para vencer no primeiro turno.
Wladimir Pomar é analista político. Militante político desde 1949, ajudou a fundar o PCdoB em 1962. Preso no regime militar, atuou clandestinamente durante a década de 1970. Dez anos depois, tornou-se um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e integrou a executiva nacional do PT entre 1984 e1990. Foi coordenador-geral da campanha presidencial de Lula em 1989.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Como o PT sai desse primeiro turno?
Wladimir Pomar – O PT, em termos parlamentares e dos executivos estaduais, saiu reforçado. Embora possa ser derrotado em algumas disputas estaduais do segundo turno, ele saiu das eleições consolidado como um dos principais partidos nacionais.
Por outro lado, o PT cometeu alguns erros sérios na campanha, que se refletiram negativamente na eleição presidencial. Dois deles foram erros estratégicos. Em primeiro lugar, o PT evitou travar uma batalha e uma discussão política em profundidade sobre o futuro das mudanças necessárias à sociedade brasileira. Isto permitiu que Marina Silva se apropriasse de bandeiras que eram tradicionais no PT, e que as apresentasse como se o PT as houvesse abandonado. Em segundo lugar, o PT praticamente abandonou seu tradicional método de corpo a corpo com o eleitorado e de campanha de mobilização massiva, acreditando que bastava o apoio e a popularidade de Lula para vencer no primeiro turno.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Neutralidade ou omissão?
Não tomar partido, mesmo que seja pelo "mal menor" não é neutralidade, é omissão. Marina e Plínio saíram do PT por divergências, muito bem. Porém, não faz muito, conviviam com muitos daqueles aos quais criticam. Essa convivência não aconteceu por acaso, aconteceu porque se tinha um objetivo comum que acabava diminuindo o peso das divergências. Muito que bem, saíram do PT porque não aceitavam mais a convivência. Mas... não restou nada? Não é suficiente comparar o projeto de venda do patrimônio público de FHC com o projeto de fortalecimento nacional de Lula e Dilma?Os novos companheiros de Marina não se fizeram de rogados. Gabeira (ex-PV,ex-PT e, agora PV de novo) e Fábio Feldman (ex-PSDB) já tucanaram, pois o PV de Rio e São Paulo são força auxiliar do PSDB há tempos. Marina, ficou no muro. Todos vão aderindo à revelia da líder. Não sei se essa liderança vai longe
Dilma melhor governando que debatendo
![]() |
| A imagem da Catedral tem algum significado oculto? |
A esta altura da eleição e a esta altura da vida da Dilma, não há marqueteiro que resolva a situação.
A Dilma não é boa na latinha, mas... vai governar melhor do que debate.
Sempre há um consolo.
domingo, 17 de outubro de 2010
O apoio de Chico Buarque a Dilma
Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepumuceno está articulando adesões ao manifesto abaixo de apoio político a eleição de Dilma Roussef. Se você puder aderir agradeceríamos muito: mande sua adesão paraemirsader@uol.com.br ;ericnepomuceno@uol.com.br
E, se você puder, divulgue aos seus amigos do Rio para participarem do ATO POLITICO de entrega do manifesto à candidata, no Teatro CASA GRANDE, dia 18 de outubro, às 20 hs. (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon- Rio de Janeiro).
MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA
Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.
Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.
Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.
Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.
Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno
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