quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Marina, e os "neoverdedes"


Já expressei uma opinião sobre a possível candidatura de Marina Silva à presidência. Hoje, vou opinar sobre a conversão de certos veículos da mídia à causa verde. Em revistas semanais que vivem criticando a "burocracia", "os entraves ao progresso" e outras perturbações que as exigências ambientais promovem, Marina surge como uma alternativa ética, e toda aquela conversa. O Governo Lula tem feito verdadeiros malabarismos para agradar os "empreendedores". Ainda assim, os empresários da mídia acham que há exigências demais. Agora, ao saudarem a alternativa Marina Silva parece que mudaram de lado. Marina é tudo aquilo que os "empreendedores" não gostam. Parece que mudaram, mas não mudaram. Continuam do msemo lado. Tenho minhas broncas com o PT e o Governo Lula, mas não caio na conversa da grande mídia. Assim como a Globo ataca a Universal para se livrar da concorrência e não para defender a ética e o respeito à fé das pessoas, Marina é saudada para complicar a vida de Dilma e não pelos ideiais que, com sinceridade e coragem ela defende.
Repito a frase de Wladimir Palmeira "As elites aceitam Lula politicamente, mas não aceitam culturalmente".
Essa gente não muda nunca. Continua do mesmo lado de antes: eu também

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Censura, ou preservação da imagem?


A Globo acusa o filho de Sarney de censurar a imprensa, ao proibir (através da justiça) a veiculação de notícias contrárias à sua imagem e às falcatruas que teria feito.
Qual a opinião da Globo sobre a proibição de Boninho (o idiota que dirige o BBB) à veiculação das imagens em que ele e seus amiguinhos atiravam ovos nas pessoas que passavam na calçada de seu modesto apartamento? Censura ou preservação da imagem?
Dois pesos e duas medidas..... sempre.

GLOBO X RECORD II


A primeira postagem de Globo x Record bateu o record (opa) do Blog, com três comentários! É difícil para mim, criado no seio da esquerda tradicional não tomar partido em alguma briga. Nesse caso, tomar partido não tem a ver com saber quem tem razão, mas, intuitivamente, definir simpatia por alguma causa, de acordo com o momento e de acordo com as partes envolvidas. Record e Globo ( e SBT, e Rede TV e Band....) têm aspectos desprezíveis. A Rede TV, por exemplo, está baixo da crítica. Porém, no caso concreto, é evidente que a Globo quer tirar a Record do Páreo porque está perdendo audiência.
A Recordo reagiu, no domingo à noite. Fez um programa contra a Globo. Antes da baboseira da entrevista com o Edir Macedo, foi interesante, requentando informações de "Muito além do cidadão Kane"; "Afundação Roberto Marinho" e outras. A mensagem era, masi ou menos a seguinte: se é errado usar dinheiro do dízimo, é errado usar dinheiro público (BNDES) para construir o PROJAC. Ou seja, o reino dos grandes veículos de comunicação é um escândalo total. Um festival de mau uso de verbas públicas e desinformação.
Era preciso uma revisão (ou respeito à lei) das concessões públicas; a limitação de propriedade de veículos, entre outras medidas que vêm sendo discutidos nos foruns de comunicação. A pergunta é: quem pendurará o guizo no pescoço do gato.
A Globo elegeu Collor e derrubou Collor; usou Sarney e quer se livrar do Sarney e por aí vai. Para enfrentar esse poderio, ou os movimentos sociais se constituem como uma empresa capaz de investir com qualidade e/ou a TV Pública surge como uma alternativa sedutora do público médio. Sou cético...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

GLOBO X RECORD


Tô adorando a briga da Globo contra a Record. Só assim pra alguém (no caso, a Record) botar os podres da Globo pra fora em rede nacional. Não rezo pela cartilha dos bispos da Universal, mas a Globo está se lixandop pra fé ou para os escrúpulos. Quer é detonar com a concorrente. Seria muito bom que se fizesse uma limpa em TODAS as redes e se mostrassem os podres da mídia empresarial. O Brizola ia pra cima dos caras, mas não se conteve e foi ao enterro do Roberto Marinho. No mais, ninguém tem coragem de enfrentar a mídia. Somos reféns de gente que monta uma empresa usando o nosso dinheiro, concessões públicas e, depois, faz o que bem entende com a arma poderosa que recebeu do estado.
Quem poderá nos salvar!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Marina Silva


Recebi (eu e mais meio milhão de pessoas) um convite para apoiar a candidatura de Marina Silva à presidência. Meus vínculos com o PT e a mania de votar em quem tem alguma chance me impedem de apoiá-la. Porém, não me impedem de dar a minha opinião singela sobre o significado de sua candidatura. Acho que a candidatura não se cria eleitoralmente, mas serve como mais um alerta para os rumos do governo do PT. Um alerta mais significativo que os gritos da Heloísa Helena. Marina é uma heroína moderna. Sua biografia, da qual eu conheço só um pouquinho, é impresionante. Um desafio ao conformismo. Terá pouco tempo de TV e pouco dinheiro, poir isso mesmo, nenhuma chance. Porém, ouvi-la poderá nos ajudar a refletir sobre temas com ética, desenvolvimento sustentável, solidariedade e outras coisas perdidas no tempo.
Lamento que ela não esteja mais no PT; lamento que ela se junte a esse partido estranho que é o PV brasileiro; lamento que, sendo candidata à presidência, Marina não será mais senadora.
Lamento, além disso, que, na Câmara ou no Senado, pessoas como Marina Silva venham a ser substituídas por candidatos cuja principal base é o poder de arecadar recursos e aproveitarem-se dos espaços públicos e partidários para fazerem proselitismo eleitoral....

O papel dos "sem papel"


Minha intuição me diz que toda a grande campanha eleitoral (e até mesmo algumas pequenas) tem pessoas "sem papel". Não costumam constar nos documentos oficiais de regsitro, não possuem funções definidas... enfim... não existem. Essas pessoas sem papel cuidam do "trabalho sujo". Pagam cabos eleitorais por fora, negociam dobradinhas ou apoios, frequentam ambientes que os candidatos ou candidatas não podem frequentar, ameaçam, constrangem, arregimentam e, por vezes, vão pegar um dinheirinho para ajudar.
É comum que sejam pesoas afáveis, amáveis com os poderosos que os acolhem, por vezes carrascos com os considerados inferiores. São úteis e, em consideração ao que fazem, passam a participar de eventos, recepções etal. Desde que não façam muito alarde. Isso é difícil, pois eles costuma ser muito festivos e festeiros.
Dificilmente essas pessoas ocupam cargos importantes no governo. Às vezes ganham um empreguinho simbólico para si ou um parente, ou levam uma "beirinha" em algum contrato público. São pessoas das sombras. O espírito público é nulo e não se adaptam a uma vida exposta e regrada. É comum, também, que tenham pouca insturção formal, pois dedicaram-se muito tempo às atividades das sombras.
Se um dia a coisa estoura, eles perdem o que obtiveram, reagem. Começam a denunciar, usam o material que guardaram, tornam-se perigosos. Aí, os que os acolheram fazem-se cruéis e colocam os seres das sombras "nos seus devidos lugares". São inconfiáveis, magoados, enfim "nunca tiveram um papel importante".
Quem desejar saber qual o coração e o estômago de uma campanha e como será o mandato, procure saber quem são as pesoas "sem papel".
Ah sim, isso tudo é fruto da minha intuição privilegiada.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cadeira quente



Certamente é mera coincidência, mas é incrível que todos os parlamentares (ou ex-parlamentares como João Luiz Vargas)citados pelo MP ocuparam a presidência da Assembléia Legislativa

Diga SIM ao Guaíba, diga NÃO ao Pontal

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Começando por onde as outras terminaram


Rompeu-se o nó górdio da instalação da CPI da Yeda. Agora, até a base governista resolveu assinar para não deixar o comando exclusivamente nas mãos do PT. A diferença dessa para outras CPI's é que as outras terminavam com a entrega do relatório ao Ministério Público, esta, começa com a decisão do Ministério Público de pedir o indiciamento daquele monte de gente. A famosa CPI da Segurança, que investigou desde o jogo do bicho até a aquisição da sede do PT, terminou encaminhando seu relatório, considerado fabuloso pelo desaparecido Lasier Martins, ao MP. No fim das contas, o MP mandou arquivar a denúncia por improcedente.

Somos onde estamos

A posição que as pessoas ocupam na sociedade condiciona suas opiniões . Em política, o que mais acontece é mudança de opinião, o que menos se espera é que os que mudam de opinião façam autocrítica. Não sou neutro, nem hipócrita e minhas opiniões estão registradas. Porém, ficaria grato se alguém, com mais competência do que eu, fizesse uma pesquisa para analisar as posições dos agentes políticos sobre CPI's, Ministério Público, indiciamentos e coisas do tipo. Não falo da posição sobre o mérito de acusações ou investigações, mas sim sobre como cada um expressou seu julgamento sobre as pessoas ou instituições que faziam as investigações ou acusavam. Intuitivamente, acho que encontraremos uma simetria de posicionamentos muito grande.
Escrevi que é difícil encontrar autocrítica, também é difícil encontrar coerência. Enfim, o reino da política é humano, demasiadamente humano.