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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Prefeito de Porto Alegre registra BO contra blogueiro após questionamentos sobre primeira-dama

Na mesma medida em que cresce a influência e a força da nova mídia alternativa, especialmente dos espaços de comunicação que têm surgido na internet, crescem também e se espalham pelo Brasil as tentativas de cercear a liberdade dos ativistas que usam a web para fazer jornalismo e política. Repetem-se processos judiciais movidos por empresas, políticos e até mesmo por jornalistas contra outros jornalistas e blogueiros. E, na maioria das vezes, não são processos movidos efetivamente em defesa da imagem do processante, mas sim utilizados como instrumento de pressão contra a liberdade de imprensa e de expressão, como forma de estrangulamento dos pequenos veículos e como tentativa de calar quem pensa e age de forma independente.
Nesta quinta-feira o prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, José Fortunati (PDT), registrou um boletim de ocorrência contra o jornalista Marco Aurélio Weissheimer, do blog RS Urgente, talvez o mais importante blog político do Rio Grande do Sul. Postagem do blogueiro explica que a acusação é de “‘espalhar denúncias na rede social contra a primeira-dama Regina Becker’, segundo nota divulgada nesta quinta-feira pela coligação ‘Por Amor a Porto Alegre’. Conforme a mesma nota, Fortunati me acusa de ‘atacar sua esposa’, acusando-a de ser um ‘cargo de confiança fantasma na Assembleia Legislativa’.
Weissheimer esclareceu na mesma postagem: “A acusação é falsa e caluniosa, representando, além disso, uma tentativa de intimidação e de ameaça à liberdade de expressão. O texto em questão é um artigo de opinião de Paulo Muzell (‘Caça aos fantasmas’ de ZH: O que o jornal não disse), publicado no dia 17 de agosto de 2012, que não acusa a primeira dama Regina Becker de ser ‘cargo de confiança fantasma’, mas simplesmente questiona o suposto acúmulo de trabalhos desempenhadas pela primeira dama na Prefeitura”.
A leitura do artigo questionado por Fortunati deixa claro que a acusação realmente não procede. Se a totalidade do texto de Muzell dá a entender, sim, que a situação empregatícia da primeira-dama poderia ser ilegal – ou ao menos imoral –, não há ali “acusação de ser um cargo de confiança fantasma”. O que há, sim, é o relato factual das funções acumuladas por Regina, a dúvida sobre a possibilidade de acumular-se aquelas funções, e a crítica ao jornal Zero Hora, que fez extensas reportagens sobre irregularidades na contratação de Cargos de Confiança e não chegou a investigar a situação da primeira-dama, uma situação pelo menos questionável jornalisticamente.
Além disso, o RS Urgente buscou a versão dos envolvidos, como é relatado ao final do artigo de Muzell, possibilitando que explicações razoáveis sobre o caso fossem dadas e, quem sabe, derrubassem as dúvidas do articulista sobre a regularidade da contratação da primeira-dama no gabinete de um deputado do mesmo partido do prefeito.
A intenção de Fortunati é clara, um Boletim de Ocorrência registrado nesse contexto age unicamente para desencorajar novas denúncias e críticas a aspectos direta ou indiretamente relacionados à sua gestão. O ataque à liberdade de expressão e o desrespeito à liberdade de opinião precisam ser, pelo contrário, alvos de novas denúncias e de novas críticas. Denúncias e críticas que certamente não serão publicadas na velha mídia, no jornal Zero Hora, por exemplo. É um tipo de liberdade não interessa a esse setor da mídia. É a mídia realmente independente que deve fazer esse debate. É ela, em seu conjunto, quem está sendo atacada. A ação acerta no RS Urgente, mas mira em todos nós.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CQC mente contra Zé Dirceu. E quanto ao resto?

No primeiro programa em que Rafinha Bastos não estava na bancada, o CQC apresentou matéria feita no lançamento do livro do Zé Dirceu.
CQC pode pensar o que quiser do Zé Dirceu, mas é inaceitável a desonestidade do programa. Em mais de uma das pegadinhas tão comuns no programa, Rafael Cortez cita uma frase atribuída a Zé Dirceu, pra ver se os presentes acertam a autoria. O problema, é que a frase nunca não foi dita por Zé Dirceu. Opinião é uma coisa, mentira é outra. Se o CQC e a BAND têm opinião contrária ao Zé Dirceu, que expressem-na, mas não mintam. Pra piorar, a tal declaração contra a liberdade de imprensa já havia sido devidamente respondida e caracterizada como MENTIRA. A BAND "esqueceu" disso e veiculou a mentira como notícia, tudo para o bem do programa e seus ricos patrocinadores. Quem sabe o CQC não muda o nome pra "Topa tudo por dinheiro"?
Assista os vídeos abaixo e tire suas conclusões.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lula defende liberdade de expressão



"Se não tem o que escrever, não escreva bobagem"
Esse é o Lula.

WikiLeaks e a liberdade de informação

O episódio das revelações do Wikileaks mostra o quanto são instáveis algumas opiniões sobre a liberdade de imprensa e de informação. Alguns daqueles que sempre defenderam a liberdade irrestrita, inclusive com a divulgação de escutas ilegais, agora manifestam-se críticos à revelação do conteúdo de documentos oficiais. Particularmente, o que condeno em certo tipo de mídia é a ausência de crítica, a parcialidade disfarçada de objetividade, a investigação do que intertessa e o "esquecimento" do que não interessa. É possível que alguns documentos expostos pelo Wikileaks possam colocar a segurança de um país ou de alguma pessoa em risco (ainda não li todos os 250 mil documentos). Se isso for verdade, a revelação pode causar algum dano. Ao mesmo tempo, se for verdade, tais informações deveriam ser melhor cuidadas.
A liberdade de informação (garantido o direito à segurança pessoal e coletiva) é um valor a ser defendido. O que estamos vivendo agora pode ser o início de um bom debate: deve haver limites à liberdade de informação e à propagação d einformações pela Internet?
O artigo a seguir, do site NovaE, ajuda a amadurecer esse debate.

WikiLeaks traz a liberdade de expressão na internet para o foco do debate

(Chico Villela)