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sábado, 16 de março de 2013

Abuso de álcool por jovens faz médicos mirarem publicidade

Estudo no Hospital Universitário da USP aponta que 35% dos casos de intoxicação grave envolvem pacientes de 13 a 22 anos
Pediatras iniciam hoje em SP campanha para exigir mais restrições à veiculação de anúncios de bebidas alcoólicas
JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO, Folha de S.Paulo, 16/3/2013

A publicitária Cyntia Schiavon, 39, ficou em desespero quando recebeu um telefonema informando que a filha de 16 anos estava passando "muito mal" em uma festa, regada a bebida alcoólica.
"Ela tinha 13 anos na época e jamais havia bebido vodca nem tinha recebido incentivo em casa para beber. Quando cheguei ao local, ela estava desmaiada e tive de carregá-la no colo até o carro. Minha filha ficou horas no hospital para se reabilitar."
Casos como o da jovem estão colocando médicos em alerta. Levantamento feito no HU (Hospital Universitário) da USP indica que, de 2002 a 2012, adolescentes e jovens de 13 a 22 anos compuseram a faixa etária que mais procuraram atendimento em decorrência de intoxicação aguda por ingestão de álcool: foram 35% dos 1.370 atendimentos.
O estudo, divulgado nesta semana, revela ainda que o pico da procura de auxílio médico por causa de bebedeira se dá entre os 19 e 20 anos e que, após os 25 anos, os índices começam a cair.
"O contato com bebidas alcoólicas tem sido cada vez mais precoce. Há pesquisas indicando que a cada cinco anos aumenta-se a dosagem que eles ingerem e diminui a idade do uso", afirma o médico pediatra João Paulo Becker Lotufo, coordenador do levantamento no HU.
PROPAGANDA
Hoje, durante o 13º Congresso Paulista de Pediatria, em São Paulo, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) vai aderir a uma campanha, que envolve uma petição pública, que defende mais restrições nas campanhas publicitárias de bebidas alcoólicas.
"No Brasil, ainda não temos estudos claros sobre a relação entre a publicidade e o consumo de bebidas. Mas artigo recente da [revista] 'Pediatrics ', dos EUA, divulgou pesquisa que acompanhou a rotina de estudantes adolescentes. Os dados mostraram relação íntima entre o que eles consumiam e o que viam em propagandas, sobretudo de cerveja", afirma Eduardo Vaz, presidente da SBP.
Segundo os médicos, o cérebro dos adolescentes ainda está em formação e o efeito do álcool neles pode ser pior do que em adultos.
"Cada pileque representa lesão em neurônios em grandes quantidades. Isso vai ocasionar problemas de memória e dificuldade no aprendizado. Quanto mais jovem se bebe, maior o risco de dependência", declara Lotufo.
A menina de 16 anos do início do texto não foi reprimida por ter ficado bêbada, mas não quis mais ter contato com álcool. "O diálogo sobre bebida entre nós aumentou naturalmente, não a envergonhei pela bebedeira. Não dá para afastar os filhos do debate. As famílias têm de ter responsabilidade", diz a mãe.
Atualmente, a lei proíbe a comercialização de bebida alcoólica para menores de 18 anos e obriga que haja alerta dos riscos de beber e dirigir.
Hoje, há restrição à veiculação de propaganda de bebidas na TV. Publicidade de cachaça e uísque (mais de 13 graus GL, unidade que mede volume de álcool) não pode ser veiculada das 6h às 21h.
Médicos e entidades civis, encabeçados pelo Ministério Público, querem restrição também para a cerveja.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Anúncios machistas. Vale a pena ler

Hoje em dia os publicitários têm muito cuidado ao conceber as suas campanhas. Más experiências anteriores, com anúncios que ofendiam certas pessoas ou classes sociais, fizeram-nos aprender. Conheça alguns cartazes não muito antigos em que o objecto de humilhação era mais de metade da população mundial: a mulher. Humor de mau gosto..
 Anúncios sexistas
"Quer dizer que uma mulher consegue abri-lo?"

Publicidade enganadora, agressiva ou subliminar são conceitos que nos soam familiares. Efectivamente, não há muitas regras no mundo da publicidade para além dos limites éticos de quem a concebe e promove. Obcecados com as vendas e os lucros, promotores e publicitários não olham a meios para persuadir os consumidores a comprar os seus produtos. Todos temos memória de algumas campanhas chocantes, mas nem por isso menos eficazes. Até há cerca de 20 anos, mais ou menos, era possível ver em várias campanhas mensagens ofensivas para determinadas pessoas ou grupos sociais. Sempre que necessário recorria-se a conteúdos racistas e sexistas onde o objecto humilhado era frequentemente a mulher.
Esta utilização continuada da mulher em tom depreciativo explicava-se, na lógica fria da publicidade, porque o público alvo eram os homens - eram eles que ganhavam o dinheiro e, consequentemente, o gastavam. Eram, pois, os potenciais compradores, mesmo que os produtos se destinassem às mulheres. As situações criadas e os chavões comerciais dos publicitários serviam-se frequentemente do humor (ainda hoje se servem), mas um humor boçal, primitivo e de mau gosto, em que a mulher fazia literalmente de palhaço.
Felizmente hoje em dia já não é assim. Há mais respeito e cuidado com as mensagens publicitárias que se enquadram na linha do "politicamente correcto". Os publicitários e anunciantes aprenderam, dir-nos-ão. Se nos permitem, duvidaremos de tanta bondade. O que aconteceu simplesmente é que aqueles indivíduos e grupos que antes eram ridicularizados se tornaram também potenciais compradores. As mulheres deixaram de ser empregadas domésticas não remuneradas e abraçaram carreiras profissionais. Ganham os seus salários e gastam-nos, não necessariamente no mesmo que os homens. E os publicitários - e publicitárias - sabem-no bem.

 Anúncios sexistas
Toda a mulher tem um problema com a sua figura! Os simpáticos fabricantes de lingerie "Spirella" queriam convencer todos os indivíduos do sexo feminino que as suas linhas não eram... hum... ideais (nenhuma mulher gosta de se ver ao espelho, é sabido). Mas eles tinham a solução: não era necessário ir para o ginásio moldar o corpo; bastava vestir uma das suas peças milagrosas!

 Anúncios sexistas
O Chef faz tudo excepto cozinhar - é para isso que servem as mulheres! Este robô de cozinha da Kenwood podia fazer tudo excepto retirar às mulheres o imenso privilégio de cozinhar. Repare-se no ar feliz do casal (na altura não eram precisos psiquiatras).

 Anúncios sexistas
Se o seu marido alguma vez descobre... Que ela anda com outro? Não. Simplesmente que não comprou a nossa marca de café. Absolutamente imperdoável.

 Anúncios sexistas
Shhh! A mamã está no caminho da guerra! E porquê? Porque as lides domésticas a deixaram cansada e irritável. E então estraga o dia (ou a melhor parte dele) aos machos da casa. Mas se ela usasse o sabonete "New Ivory" acalmava os nervos...

 Anúncios sexistas
Sopre-lhe o fumo para a cara e ela segui-lo-á a qualquer parte. Concordamos em absoluto: não há nada mais irresistível do que alguém nos soprar o fumo para a cara, é evidente. Já o slogan Mantenha-a no lugar a que pertence nos deixa algumas dúvidas quando à sua eficácia na venda de sapatos para homem.

 Anúncios sexistas
"Se alguma vez partisses as unhas 14 vezes a limpar um forno saberias porque eu quero tanto este que se limpa sozinho." A mensagem deste anúncio era duplamente negativa. Por um lado transmitia a ideia de que a mulher era uma criatura desajeitada e fútil, obcecada com as suas unhas; por outro, de que o seu lugar era na cozinha. Ao afirmar Cuide da sua casa enquanto cuida do seu peso, o segundo anúncio pretendia apenas vender vitaminas. Certo.

 Anúncios sexistas
Quanto mais a mulher trabalha, mais bonita se torna! - desde que seja trabalhar em casa, claro, porque sempre É bom ter uma mulher por casa.

Leia mais: Obvious

domingo, 11 de novembro de 2012

As primeiras propagandas brasileiras

Xarope Rhum Creosotado, elixir Nutrogenol, loção Phenomeno... Conheça a história das primeiras propagandas brasileiras.
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Um dos primeiros anúncios impressos no Brasil, de 1808
A primeira propaganda do Brasil, segundo a definição do escritor Ricardo Ramos, aponta para a carta descrita pelo capitão-mor Pero Vaz de Caminha, na qual relatava ao rei de Portugal Dom Manuel as maravilhas e encantos da nova descoberta: "Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d’agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem (...)". Após essa ação publicitária sobre o exuberante produto, a Ilha de Santa Cruz, a publicidade no Brasil permaneceu ainda por 300 anos quase que exclusivamente de forma oral.
A publicidade tal qual a conhecemos atualmente surgiu no Brasil em meados de 1800. Foi somente a partir de 1807, com a transferência da corte portuguesa ao Brasil e, um ano depois, com a criação da Imprensa Régia, que surgiu de fato o primeiro jornal oficial do país: a Gazeta do Rio de Janeiro. (Em 1806, Hipólito da Costa já havia criado em Londres o primeiro jornal não-oficial brasileiro). Em 1860 começaram a aparecer os primeiros painéis de rua, bulas de remédio e panfletos de propaganda. Quinze anos depois, em 1875, surgiram as primeiras peças ilustradas em litogravura.
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Anúncio da cerveja Holstia Bier no Jornal O Estado de São Paulo, de 1894
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Anúncio da loja Mappin na Revista da Semana, de 1910
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Anúncio do Instituto de Tuberculosos no Jornal Correio do Povo, de 1900
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Anúncio do elixir Nutrogenol Granado na Revista Ilustração Paulista, de 1912
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Anúncio do xarope Divino, de 1917
Tendo a família e os grupos domésticos como unidades de produção do consumo, as propagandas no Brasil baseavam-se em temas como compra e venda de móveis - e até de carruagens e escravos. Já os fortificantes e elixires (considerados como os grandes anunciantes) dialogavam com as donas de casa, prometendo-lhes vigor e bem-estar. Alguns nomes daquela época hoje soam curiosos e até engraçados: Pós da Pérsia, Bálsamo Maravilhoso, Óleo de Fígado Bacalhau e o Rhum Creosotado. Poetas como Olavo Billac, Augusto dos Anjos, Ari Barroso, Casimiro de Abreu e Fernando Pessoa foram alguns dos escritores que participaram da criação dos textos publicitários durante aquele período.
A Eclética, primeira agência de publicidade do país, nasceu em 1913, em São Paulo. Surgiram, então, grandes anunciantes multinacionais, como a General Eletric, a Nestlé e a Ford. Apesar de possuírem um padrão mais elevado do que a maioria das companhias brasileiras, elas não representavam os costumes e tampouco os hábitos de consumo nacional.
Por conta de epidemias como a gripe espanhola, além do crescimento progressivo dos núcleos urbanos no Brasil, a partir de 1918 houve uma incidência de diversas doenças e problemas de saneamento em geral. A questão social começou a ser discutida e foi percebida a necessidade de uma revisão do papel do Estado. Por conta disto, na década de 1920 houve uma ampla abordagem na área da saúde e bem-estar; dentre eles, por exemplo, anúncios de sabonete mostravam com nitidez a preocupação não apenas com a higiene, mas também com a beleza e a estética.
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Charge alusiva à chegada da gripe espanhola no Jornal Gazeta do Povo, de 1918
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Anúncio dos produtos Tayuya, sabão Aristolino e xarope Grindelia, de 1924
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Anúncio da Pomada Onken no Jornal O Farol Paulistano, de 1922
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Anúncio do xarope Rhum Creosotado, de 1920
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Anúncio da Cafiaspirina na Revista A Vida Moderna, de 1924
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Anúncio do Lybiol na Revista A Vida Moderna, de 1924
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Anúncio do Guaraná Espumante na Revista A Garoa, de 1921
Em 1926 pode-se perceber a presença cada vez mais acentuada das empresas norte-americanas no Brasil. Entretanto, diversas questões de ordem política que ocorreram nos anos seguintes (a crise de 1929, o Golpe de 1930 e a Revolução Constitucionalista de 1932, que pretendia a derrubada do Governo de Getúlio Vargas) não somente abalaram a economia brasileira, como também paralisaram por um momento a propaganda impressa.
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Anúncio de touca onduladora FA-DA, de 1932
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Anúncio da Loção Phenomeno na Revista Anauê, de 1937
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Anúncio da empresa Light na Revista Anauê, de 1937
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Anúncio de Mitigal na Revista Anauê, de 1937
Com a consolidação do rádio como veículo de comunicação de massa a publicidade redescobriu-se: anúncios que até então eram somente impressos, agora ganhavam vida com a possibilidade do uso de sons, vozes e jingles. Esse foi o tempo da consolidação de alguns slogans, como: “É mais fácil um burro voar que a Esquina da Sorte Falhar” e “Com guarda-chuva Ferretti, pode chover canivete”.
Com uma visível profissionalização dos que faziam a propaganda se principiou a dizer “a propaganda é a alma do negócio”. Alguns anos mais tarde, em 1949, nasceram os convênios entre agências de propaganda e a Associação Brasileira de Agências de Propaganda (ABAP). Zeca Martins, autor de Propaganda é isso aí (Atlas, 2004) ratifica o progresso da publicidade brasileira: "(...) como terceiro salto histórico, temos o incansável e constante desenvolvimento dos meios de comunicação, particularmente dos eletrônicos, a partir do final da década de 50 (...) possibilitando o surgimento quase diário de novas técnicas e manifestações estéticas no mundo da Propaganda".
Em 1950, o Brasil recebeu sua primeira emissora de TV, a Rede Televisão Tupi de São Paulo. Mil pessoas foram convidadas por Assis Chateaubriand para assistir ao evento. Cerca de 200 aparelhos de TV foram espalhados nas casas de poucos escolhidos, não tardando a tornar-se item recorrente em quase todos os lares do país, principalmente em meados dos anos 1960, com a chegada da televisão em cores.
Ouça abaixo alguns jingles veiculados no rádio durante as décadas de 1930-40 e assista às primeiras propagandas da televisão brasileira.




annaanjosArtigo da autoria de Anna Anjos.
Anna Anjos é ilustradora e tem a cultura brasileira como principal referência em seu trabalho. Alimenta-se de brilhos cósmicos na centopéia das mil faces. Viaja pela vida sem passagem de volta .
Saiba como fazer parte da obvious.

domingo, 29 de abril de 2012

Quando a publicidade acerta em cheio

por em 28 de abr de 2012 às 14:08 | 1 comentário
Quando a publicidade opta por aliar a criatividade inteligente com toques de humor é quase sempre uma receita infalível. Confira abaixo uma seleção de anúncios publicitários que se destacam pela originalidade.
Campanha para WWF
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Depois de alguns séculos dias (talvez meses) sem conseguir um tempo necessário para de fato postar algo interessante, reapareço no "finzinho" do mês de Abril. Antes minhas desculpas e também uma dica: os comentários são muito bem vindos!
O post de hoje é sobre anúncios publicitários. Criar uma boa primeira impressão é fator determinante, considerando que o consumidor é exposto a milhares de propagandas todos os dias e em todos os tipos de mídias possíveis. Não há segunda chance para conseguir despertar o interesse do observador em questão de segundos. De quantos anúncios você realmente se lembra? O que o fez parar para examiná-los?
Cada vez mais a publicidade aposta em conceitos com uma pitada de comédia, layouts atrativos e mesmo imagens impactantes (por vezes exageradamente apelativas). Conseguir que o consumidor se recorde ou que o faça querer observar novamente sua campanha já é um resultado mais que certeiro.
De qualquer forma é muito importante vender o produto de maneira inteligente, através das famosas ideias "como nunca pensei nisso antes?". A seguir há uma série de exemplos de publicidade criativa escolhidas criteriosamente. Se você trabalha ou não em alguma agência publicitária, aprecie a sagaz criatividade!

Ração light para cães "gordinhos"
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Doação de órgãos
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Lego: South Park
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Efeito Axe
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MASP - Museu de Arte de São Paulo
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Home Theater LG 3D
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Pirulito sem açúcar (isso mesmo!) da Chupa Chups
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Coca-cola
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Elite Paintball: Van Gogh
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Fiat
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"10 mil cães são sacrificados todos os dias. Adote hoje." Ação em revista para a ONG protetoras dos animais ASPCA
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Have a Break. Have a KitKat
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Lentes multifocais Varilux
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3M Post-it: Yellow meeting
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Boomerang TV: Olivia
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Leia mais: obvious

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Maurício de Sousa terá que disciplinar publicidade em revistas infantis

O Conselho Superior do Ministério Público homologou, na última quinta-feira (16), o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre as empresas Mauricio de Sousa Produções Ltda. e Panini Brasil Ltda. e a Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e Juventude da Capital para disciplinar a publicação de anúncios publicitários nas revistas em quadrinhos e outras publicações editorais destinadas ao público infanto-juvenil relacionadas com os personagens da "Turma da Mônica".
O TAC é resultado de inquérito civil que verificou a existência de publicidade veiculada de forma inadequada nas revistas infanto-juvenis publicadas pelas duas empresas, uma vez que o Código de Defesa do Consumidor considera abusiva a publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que as crianças e os adolescentes têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
Pelo TAC, firmado em outubro do ano passado, a Maurício de Sousa Produções e a Panini Brasil se obrigam a inserir no canto superior esquerdo de cada página publicitária as palavras "INFORME PUBLICITÁRIO", escritas em determinadas características de fonte e em cores que se destaquem daquelas do fundo da página.
As empresas terão prazo de 90 dias para a adaptação de suas páginas publicitárias, sob pena de doação de R$ 5 mil por anúncio veiculado nas publicações infanto-juvenis, valor que deverá ser destinado a quaisquer das entidades não governamentais e não conveniadas com o Poder Público regularmente registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA/SP).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A propaganda com medo da lei

Por:Laurindo Lalo Leal Filho
O anúncio dos publicitários e dos anunciantes publicado nos grandes jornais é uma reação aos projetos de lei tramitando no Congresso para por limites na farra da propaganda. Reação de quem se acha acuado e percebe que o tempo dos privilégios está acabando.

 Anúncio de página inteira publicado nos jornalões brasileiros, no dia 6/4, exalta os supostos benefícios da propaganda. Assinado por entidades de anunciantes e de agências de publicidade ele tenta reagir às iniciativas em favor da existência de um controle público sobre a propaganda. Trata-se de uma vitória dos movimentos sociais e das entidades empenhadas na luta por uma regulação mais rígida sobre essa atividade. Mostra, pelo menos, que elas começam a incomodar quem se julgava intocável.
Leia mais na  Carta Maior.