Sem esquemas milionários de mídia, muito discretamente, Joyce Moreno vai levando seu trabalho com qualidade e dignidade há mais de 40 anos. Afora isso, em seu site, Joyce faz comentários sobre música e sobre a atualidade que não se orientam pelo sensacionalismo. Joyce, como eu, é aquariana. Nós, aquarianos, dizem os astrólogos, gostamos de ser diferentes. Por isso, quando me perguntarem qual a melhor cantora do Brasil, com todo respeito ás veneráveis Marisa Monte e Maria Bethânia, eu responderei, só pra ser diferente, sem deixar de ser coerente: a melhor cantora do Brasil é Joyce Moreno! Segue um duo de Joyce e Roberta Sá, uma das minhas preferidas.
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
domingo, 1 de dezembro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Clareana - Joyce Moreno
Clareana, de Joyce Moreno. Joyce encanta pela beleza da voz, a sensibilidade das músicas e pela integridade pessoal. Gosto muito dela.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Vozes brasileiras - Joyce comenta morte de E. Santiago e @s cantor@s do Brasil
A perda - irreparável para quem ama a música do Brasil - do querido
Emílio Santiago leva a uma reflexão: onde estão as novas vozes
brasileiras? Onde anda o nosso jeito de cantar? aquele onde o(a)
cantor(a) canta com sua própria voz, ou seja, com a voz que tem, aquela
mesma com a qual ele, ou ela, falam?
Disse o sábio Elton Medeiros no texto do livreto que acompanha o CD 'Samba Sincopado', de Ana Martins: "A vida brasileira, ainda no início de sua cultura humana, viu-se contaminada pela música. Através do imaginário de seu povo, criou características para as artes de compor e interpretar obras musicais, o que significa o surgimento de uma escola para exprimir, bem ao nosso jeito, nossas vocações".
Não vemos mais essas características facilmente por aí. Hoje, seja nos concursos de talentos, seja nos lançamentos de novos artistas, o que se vê é uma profusão de vozes emitindo vibratos, vozes de quem estudou canto, vozes padronizadas em jeitos de cantar que são iguais em qualquer lugar do planeta, sem a marca do canto brasileiro, sem o suingue que é tão nosso, sem a síncope que é a nossa assinatura. Pior, sem alma. Quantidade não é problema: nunca se cantou tanto. Qualidade também não: não é que as pessoas não saibam mais cantar. O problema é que é tudo mais do mesmo.
Não estou cobrando que apareçam cantores e cantoras geniais como os que tivemos no século XX. Eras de ouro não duram para sempre, bem sei. Muito menos prego uma volta ao passado recente. Mas que as novas vozes brasileiras possam ao menos conhecer este legado, dar continuidade - e renovar esta cena, se quiserem e forem capazes.
Disse o sábio Elton Medeiros no texto do livreto que acompanha o CD 'Samba Sincopado', de Ana Martins: "A vida brasileira, ainda no início de sua cultura humana, viu-se contaminada pela música. Através do imaginário de seu povo, criou características para as artes de compor e interpretar obras musicais, o que significa o surgimento de uma escola para exprimir, bem ao nosso jeito, nossas vocações".
Não vemos mais essas características facilmente por aí. Hoje, seja nos concursos de talentos, seja nos lançamentos de novos artistas, o que se vê é uma profusão de vozes emitindo vibratos, vozes de quem estudou canto, vozes padronizadas em jeitos de cantar que são iguais em qualquer lugar do planeta, sem a marca do canto brasileiro, sem o suingue que é tão nosso, sem a síncope que é a nossa assinatura. Pior, sem alma. Quantidade não é problema: nunca se cantou tanto. Qualidade também não: não é que as pessoas não saibam mais cantar. O problema é que é tudo mais do mesmo.
Não estou cobrando que apareçam cantores e cantoras geniais como os que tivemos no século XX. Eras de ouro não duram para sempre, bem sei. Muito menos prego uma volta ao passado recente. Mas que as novas vozes brasileiras possam ao menos conhecer este legado, dar continuidade - e renovar esta cena, se quiserem e forem capazes.
escrito por joyce
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Joyce, Ana de Holanda e os direitos autorais
A discussão sobre direitos autorais no Brasil foge à minha compreensão. É muito complexa. Sendo asism, a gente vai ouvindo quem entende do assunto para formar uma opinião.
Tramscrevo aqui, a opinião da cantora Joyce. Gosto muito da Joyce e acho que a opinião dela merece respeito.
Ana de Hollanda e nossos direitos
Continuam as discussões em torno das questões que cercam o direito autoral. Por incrível que possa parecer - e sei que há gente que lê este blog do outro lado do mundo, em países onde esse tipo de discussão pode até soar meio ridícula - ainda há quem pregue o retrocesso em nome da 'modernidade'. Muderno, para esses, seria o autor voltar à situação de marginalidade em que vivia no início do século XX. O pagamento justo dos direitos do autor foi conquistado duramente na década de 1970, e eu sei porque vi, ninguém me contou. Estava lá quando foi criada a SOMBRÁS, associação civil de compositores que existiu justamente para que essas reivindicações fossem feitas em nome da música, e que serviu para que fosse centralizada a arrecadação de nossos direitos, através da criação do ECAD. Se o ECAD depois se desvirtuou, errou, distribuiu mal, problema nosso, corrija-se. Mas simplesmente achar que acabar com o ECAD é solução é, no mínimo, ingenuidade.
(Agora mesmo houve uma grande reformulação na SGAE, sociedade europeia à qual pertenço, e que atravessava grave crise. Depois de discussões e debates, foi feita uma nova eleição e modificou-se a SGAE, democraticamente. Se vai dar certo ou não, isso veremos. O importante é que em nenhum momento foi proposta a extinção da sociedade. Os espanhóis não são malucos.)
O projeto da reforma do DA tramita no Senado, onde há muitos felizes senadores/proprietários de redes de rádio e TV - concessões dadas, na maior parte, durante o governo Sarney. Estes são os grandes interessados no não-pagamento dos direitos e dizem isso abertamente, pois contam com a cumplicidade dos mudernos da internet, que, conscientemente ou não, também atendem aos interesses de grandes corporações como o Google. A questão abrange todo tipo de profissional que viva de sua arte, não apenas nós músicos. Todo criador está, no momento, com sua profissão em vias de extinção. Somos todos espécies em risco.
Vejam abaixo a fala emocionada da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, no Senado. E, logo a seguir, um ótimo texto do jornalista Mauro Dias sobre o mesmo assunto.
http://www.youtube.com/watch?v=X0Je0Ou1yyM&feature=youtu.be
http://migre.me/8XaTG .
quarta-feira, 1 de junho de 2011
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