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sábado, 20 de novembro de 2010

Caso Celso Daniel: deem um fim à ignomínia e à infâmia

José Dirceu
Advogado e ex-presidente do PT

Novamente volta ao noticiário o julgamento dos réus acusados de seqüestrar e assassinar Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP), filiado e militante do PT, coordenador do programa de governo na campanha do presidente Lula em 2002, provavelmente - para não dizer, seguramente - futuro ministro. Grande amigo e companheiro de todos nós, vítimas como ele de um crime covarde e bárbaro.

Foram feitos dois inquéritos, ou seja, duas investigações pela polícia civil do governo tucano de São Paulo. Os segundos (inquérito e investigação) ocorreram a pedido dos irmãos de Celso, com promotor e delegado praticamente escolhidos a dedo para assegurar a isenção e eficiência das apurações.

Os dois concluíram por crime comum e apontaram os responsáveis pelo seqüestro e assassinato, repito vil e covarde, de Celso. No entanto, agora, sem base nenhuma em fatos, evidências provas e indícios, novos ou velhos e desconsiderando o inquérito e os autos do processo, um promotor abusando de sua autoridade volta a falar em crime político e procura envolver o PT numa suposta associação entre o crime e o desvio de recursos para o partido.

Francisco Daniel retratou-se dessa acusação

Quem fez essa acusação foi Francisco Daniel, irmão de Celso, agora secundado por Bruno Daniel, o outro irmão. Eu processei Francisco, já que ele dizia que ouvira do hoje Chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho a informação de que recursos oriundos de contribuições ilegais de empresas da cidade com contratos com a prefeitura eram enviados ao PT e que foram entregues a mim - ele fala de R$ 1,2 milhão. Gilberto nega isso.