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quinta-feira, 12 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
Quem insulta o Brasil, minha pátria, me insulta
Nílson Lage. no Facebook
Meu pai carregava sacos de cimento.
Estudei em grupo escolar.
Fiz o ginásio e o científico (segundo grau) no Colégio Militar do Rio de Janeiro.
Cursei duas graduações, na Uerj e na UFRJ.
Fiz mestrado e doutorado.
Jamais paguei um tostão para estudar.
Editei jornais, dirigi redações.
Não compactuei com a ditadura nem escrevi nada de que me arrependa.
Fiz carreira acadêmica sempre por concurso.
Jamais tive padrinho.
Organizei concursos públicos também, nenhum deles fraudado.
Estou velho. Conheço o mundo. Há corrupção em toda parte.
Mas sei que não teria em outra parte as oportunidades que tive.
E não terão em outras partes as oportunidades que têm
Vejo gente reclamando, mas as ruas estão entupidas de carros novos, os aeroportos têm mais movimento do que nunca. No Facebook, anunciam apartamentos em Miami e em Paris.
Os pobres estão menos pobres, agora. Espalham-se as universidades. Que bom!
Quem insulta o Brasil, minha pátria, me insulta. O mínimo que posso fazer, aqui, é bloquear o canalha.
Hoje já bloqueei dois.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Como estava a economia do Brasil no tempo da ditadura? Bem pior
Golpistas
Antonio Delfim Netto é economista e professor-emérito da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), onde formou-se, em 1951. Foi secretário de Finanças de São Paulo, ministro da Fazenda, ministro da Agricultura, ministro-chefe da Secretaria de Planejamento da Presidência da República e embaixador do Brasil na França. Tudo durante o regime militar ditatorial que vigorou durante vinte e um anos no País (1964-1984). Participou da elaboração da Constituição de 1988 como deputado de um partido conservador.
Apesar desse passado tenebroso, o economista-decano tem ainda influência na formação da opinião pública, além do respeito devido na opinião especializada. Lembram-no como “o milagreiro” e não como o arquiteto do arrocho salarial e/ou da concentração de renda, o manipulador de índices de inflação, ou o detonador do regime de alta inflação no País com duas maxidesvalorizações cambiais. Assim, quando ele afirma algo como a declaração abaixo (Valor, 18/03/14), é o caso de “parar para pensar a respeito de sua credibilidade”…
“É um pouco ridícula a disputa quase infantil que estamos assistindo sobre quem foi “melhor”: os oito anos de FHC, os oito de Lula ou os três de Dilma. Cada um teve seus méritos e sua herança. O primeiro estabilizou, os segundos distribuíram. Do ponto de vista dos resultados objetivos, e não da propaganda, nivelam-se, com o crescimento no governo Dilma ficando, na margem, cada vez mais parecido com o de FHC. A tabela acima revela esse fato. É por isso que para os recíprocos e calorosos autoelogios, tanto no PSDB quanto no PT, é preciso recomendar como fazia o professor Raimundo na sua célebre escolinha: “Menos, Batista, menos…”.
No entanto, ele também deveria refletir ao emitir sua opinião: será que o eleitor observa o passado, o presente ou a perspectiva do futuro quando deposita seu voto na urna? Mesmo que avalie as três dimensões, parece-me que o bem-estar social presente — refletido nos indicadores sociais de baixo desemprego, garantia da renda-mínima (inclusive aumento real do salário mínimo), aumento da escolaridade por matrículas no Pronatec (escolas técnicas), ProUni/Fies (nas Universidades Particulares) e nas Universidades Federais, Programa Mais Médicos na área da saúde pública, Programa Minha Casa Minha Vida no financiamento da aquisição da própria moradia, etc. –, não aparece na sua tabela restrita a indicadores econômicos acima, aliás, como é comum na reflexão de economista ortodoxo.
Isto sem falar nas perspectivas futuras com a maturação do investimento na infraestrutura (energética: Belo Monte e Pré-Sal) e em logística (estradas, hidrovias, portos e aeroportos): a economia brasileira se tornará grande exportadora de petróleo e commodities minerais e agrícolas. O Fundo Social de Riqueza Soberana (FSRS) propiciará grandes investimentos em Educação e Saúde, Ciência e Tecnologia. A qualidade de vida de seu povo melhorará ainda mais!
Esse cenário socioeconômico otimista ocorrerá se o Governo Social-Desenvolvimentista não for derrotado e não houver regressão sociopolítica e econômica. A ignorância dos saudosos do regime militar — aqueles fieis leitores da Veja e de outros golpistas, que consideram a si próprios os únicos “fixas (sic) limpas” — terá de ser derrotada nas urnas mais uma vez! E eles terão de respeitar a Democracia!
domingo, 26 de agosto de 2012
Comida de rua brasileira e sua origem
Uma das formas mais seguras de se conhecer um país, sua história, a construção de sua cultura é pela sua comida. È pelo sabor que se conhece o tempero de um povo. E no caso do Brasil, é pelas ruas das cidades, em suas inúmeras barraquinhas de guloseimas espalhadas, que conhecemos as variadas faces do povo brasileiro.
Foto de Sergio Coimbra/O vendedor de milho
O Brasil é um país povoado por vários fragmentos de civilizações do globo, formando assim, um país de incríveis possibilidades para tudo. Assim como na música, na dança dentre tantos outros tópicos a culinária é um artigo extremamente criativo amoldado pelo povo brasileiro.
Ela é completa em suas misturas, e conta com uma variedade enorme de elementos fornecidos pelo clima propício e pela terra fértil. Sobre essa perspectiva o povo brasileiro improvisou receitas nas horas de dificuldade, reciclou receitas de outros povos, apimentou massas já esquecidas, e criou assim, uma das comidas mais saborosas do mundo. È o que dizem alguns dos chefs de cozinha mais renomados da atualidade como o chef Alex Atala e Claude Troisgros.
A apetitosa culinária brasileira não se faz só pelas mãos dos grandes mestres cucas atrás de bons restaurantes não, a originalidade dos temperos se faz pelo povo nas barraquinhas de ruas espalhadas pelo Brasil. A seguir, mostrarei alguns exemplos de comidas brasileiras nascidas e recriadas aqui.
Acarajé
O Acarajé foi a primeira comida de rua brasileira. Surgiu na Bahia e era vendido pelas negras escravas, que colocavam suas guloseimas em tabuleiros e saiam a vender pelas ruas. È uma delícia tradicionalmente brasileira, que foi considerada Patrimônio Imaterial Nacional.
Imagem de Sergio Coimbra/O vendendor de pastel
O pastel, muito popularizado nas feiras e nos estabelecimentos denominado popularmente de “Chinas”, também são uma boa pedida de comida gostosa e barata. A massa original do pastel é Chinesa, e foi inspirada no rolinho primavera Chinês. Mas essa iguaria foi popularizada no Brasil pelos Japoneses, que são na verdade, donos da maioria dos “Chinas” que conhecemos. Vieram para o Brasil na segunda-guerra mundial e tiveram que se dizer Chineses para fugir da discriminação que sofriam por terem aliança com alemães e italianos, inimigos do Brasil na época. A verdade é que tanto Chineses quanto Japoneses tiveram de adaptar os pastéis aos recheios disponíveis no Brasil como o queijo, banana, carne seca, palmito dentre outros.
Hot dog
O hot dog, iguaria americana, muito popular nas ruas brasileiras. Em seu molho foram acrescentados temperos variados para dar um sabor bem brasileiro. Como cebola, pimentão, alho, milho, ervilha...
O hot dog, iguaria americana, muito popular nas ruas brasileiras. Em seu molho foram acrescentados temperos variados para dar um sabor bem brasileiro. Como cebola, pimentão, alho, milho, ervilha...
Churros
Churros, tradicional da culinária espanhola. No seu país de origem não costuma ter recheio, mas o Brasil incrementou esse saborzinho extra, pondo-lhe recheios variados como doce de leite, chocolate ou doce de coco.
Tapioca
A tapioca é um artigo muito valorizado tanto pelos brasileiros quanto pelos estrangeiros que vem conhecer o Brasil. È um sabor tipicamente brasileiro, originário da alimentação indígena.
A tapioca é um artigo muito valorizado tanto pelos brasileiros quanto pelos estrangeiros que vem conhecer o Brasil. È um sabor tipicamente brasileiro, originário da alimentação indígena.
Empadinhas são uma das perdições das barraquinhas. È uma iguaria Àrabe trazida para o Brasil e adaptada aos variados recheios tradicionalmente brasileiros.
Yakisoba
Yakisoba é uma receita Chinesa muito popularizada no Brasil. Foi trazido para o Brasil pelos Japoneses que também incorporaram o prato a sua alimentação. O Yakisoba Chinês é mais gorduroso que o japonês. Os vendidos nas barraquinhas brasileiras são Yakisobas ao modo Japonês com muitos legumes, frango e carne vermelha.
Yakisoba é uma receita Chinesa muito popularizada no Brasil. Foi trazido para o Brasil pelos Japoneses que também incorporaram o prato a sua alimentação. O Yakisoba Chinês é mais gorduroso que o japonês. Os vendidos nas barraquinhas brasileiras são Yakisobas ao modo Japonês com muitos legumes, frango e carne vermelha.
Açaí
Açaí é uma fruta originária da região amazônica, ficou super popular em todo o Brasil e fora dele. É utilizada pelos índios para fazer pirão junto com farinha e se come com peixe assado. Mas, dentre todas as suas utilidades as mais populares são a produção de bebidas, geléias e sorvetes. O açaí vendido nas barraquinhas brasileiras vem acompanhado de granola, confetes, guaraná em pó dentre outras gostosuras.
Todas as iguarias citadas acima são bastante apetitosas e com preço muito popular.
O prazer de desfrutar essas delícias não está somente na brasilidade dos temperos, está em não ter que se preocupar com comportamentos tradicionais exigidos em restaurantes, por exemplo; está em poder conversar com quem está em volta da pequena barraquinha comendo a mesma delícia que você; e está principalmente em poder parar em um espaço público e admirar tudo a sua volta como o céu aberto, os jardins e as pessoas.
O prazer de desfrutar essas delícias não está somente na brasilidade dos temperos, está em não ter que se preocupar com comportamentos tradicionais exigidos em restaurantes, por exemplo; está em poder conversar com quem está em volta da pequena barraquinha comendo a mesma delícia que você; e está principalmente em poder parar em um espaço público e admirar tudo a sua volta como o céu aberto, os jardins e as pessoas.
A comida de barraquinhas brasileiras é um fenômeno culinário, cultural e social que só tende a expandir-se pelas fronteiras de quem se aventurar a experimentar. Não perca essa oportunidade.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Maior Queda da Desigualdade de Renda no Brasil
Nas duas últimas décadas, a desigualdade de renda cresceu em 14 de 18 países do G-20. De acordo com relatório divulgado pela ONG Oxfam, as quatro nações em que o crescimento econômico veio acompanhado por divisão mais equitativa da renda foram Brasil, Coreia do Sul, Argentina e México. Para fazer a análise, a Oxfam acompanhou a evolução do índice Gini dos países do G-20 ao longo das duas últimas décadas. Criado pelo estatístico italiano Corrado Gini, esse índice mede a desigualdade de renda de uma população. Varia de zero a 1, em que zero significa a perfeita igualdade e 1 a máxima desigualdade.
“Se o G-20 pretende atacar a pobreza, precisa fazer mais do que promover crescimento. Precisa adotar políticas que impulsionem a renda dos pobres e os protejam da degradação ambiental”, disse Caroline Pearce, coautora do relatório “Deixados para trás pelo G20? (Desigualdade e degradação ambiental ameaçam excluir os pobres dos benefícios do crescimento econômico)“.
A Oxfam destaca o Brasil como o país em que houve a maior queda na desigualdade de renda a partir de 1990. “O desempenho do Brasil mostra como um país com alta desigualdade e comparativamente baixo crescimento pode reduzir substancialmente a pobreza por meio do enfrentamento da desigualdade. Indo além, nosso modelo indica que, se os formuladores de políticas públicas puderem intensificar seu foco na desigualdade enquanto o crescimento acelera – ou seja, na promoção de crescimento verdadeiramente inclusivo -, eles poderão virtualmente erradicar a miséria”, afirma o relatório.
Segundo a Oxfam, são cinco as políticas governamentais cruciais para diminuir a desigualdade:
- transferência de renda;
- investimentos em acesso universal à saúde e à educação;
- impostos progressivos;
- promoção dos direitos e de oportunidades para as mulheres;
- reforma agrária.
No G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, os países em que a desigualdade avançou com maior velocidade são Rússia, China, Japão e África do Sul. Mesmo nações ricas como Canadá, Reino Unido e Alemanha apresentaram aumento na distância entre milionários e pobres.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Presença do Estado no Brasil reflete desequilíbrio regional
Estudo do Ipea revela disparidades importantes entre os estados brasileiros em áreas como educação e saúde
O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, lançou nesta terça-feira, 10, em São Paulo, o Comunicado do Ipea nº 129 - Presença do Estado no Brasil. Os dados divulgados são parte integrante do projeto com o mesmo titulo.
Segundo Pochmann, os principais desafios de um país em vias de tornar-se a 4ª economia do planeta são a superação da pobreza extrema e a universalização do acesso aos serviços básicos como educação e saúde. O papel do Ipea nesse contexto é analisar a atuação do Estado brasileiro para superar esses desafios: "o primeiro passo para mudar a realidade é conhecer a realidade".
No caso da assistência social, o estudo revela que a distribuição geográfica da aplicação dos benefícios de assistência social do governo federal vem encarando o problema de frente. No ano de 2011, o Programa Bolsa Família aplicou 51,1% dos benefícios na região Nordeste. Nesse caso o Estado tenta compensar as desigualdades já existentes.
Já no caso da saúde, a distribuição dos serviços espelha as desigualdades regionais, sendo que as regiões Sul e Sudeste apresentam a maior concentração de profissionais de saúde com nível superior: 3,7 profissionais por mil habitantes. A média nacional é de 3,1, sendo que nas regiões Norte e Nordeste esses números são inferiores (1,9 e 2,4 respectivamente).
Os dados referentes à educação mostram que o país vem avançando na direção da universalização do ensino, porém, com discrepâncias regionais importantes. A taxa de frequência liquida no ensino fundamental ainda não é satisfatória, sendo a pior situação no estado do Pará, com 87,2%, em contraste com o Mato Grosso do Sul, com 94,4%. No ensino médio, as disparidades entre os estados são ainda mais acentuadas.
A relação de docentes do nível médio com formação superior também apresentou avanços. Segundo Pochmann, "o Estado avançou muito na área da educação, entretanto, a sociedade do conhecimento estabelece desafios que requerem uma atuação mais decisiva". No caso do ensino superior, as desigualdades regionais são mais acentuadas: "a intervenção pública no setor do ensino superior se dá de maior forma nos estados mais ricos, ao contrário do ensino fundamental. [...] O Estado não está colocando os seus maiores esforços nos estados mais necessitados". Essa atuação acentua as disparidades regionais do Brasil.
Trabalho e emprego
No item trabalho e emprego, o dado relevante do estudo é a relação do número de trabalhadores encaminhados pelo Sistema Nacional de Emprego e daqueles realmente colocados em uma vaga de trabalho. O segundo indicador importante relaciona os colocados com o número de vagas ofertadas pelo Sine. Nos dois indicadores chama a atenção a elevada eficiência do sistema nas regiões Norte e Nordeste.
No item trabalho e emprego, o dado relevante do estudo é a relação do número de trabalhadores encaminhados pelo Sistema Nacional de Emprego e daqueles realmente colocados em uma vaga de trabalho. O segundo indicador importante relaciona os colocados com o número de vagas ofertadas pelo Sine. Nos dois indicadores chama a atenção a elevada eficiência do sistema nas regiões Norte e Nordeste.
A cobertura bancária no Brasil apresentou importantes avanços desde a crise de 2008, porém, o estudo revela que somente 51% dos municípios possuem agências de bancos públicos, e a sua densidade ainda reflete as desigualdades econômicas das grandes regiões brasileiras. A região Norte conta com 2,6 agências bancárias por mil habitantes, enquanto a região Sul apresenta uma taxa de 5,3. Segundo Pochmann, nesse caso, "a presença de bancos públicos reforça as desigualdades nacionais".
No quesito segurança pública, os dados apresentados mostram uma presença da Polícia Civil em 82,4% dos municípios brasileiros. Em números absolutos, o estado de Minas Gerais conta com o maior número de municípios com delegaciass (853). O número de delegacias do meio ambiente apresenta distribuição extremamente desigual. Alguns estados sequer contam com uma unidade, como é o caso do Maranhão e do Rio de Janeiro.
O estudo levanta também a distribuição dos seguintes estabelecimentos culturais no território nacional: bibliotecas públicas, museus, teatros ou salas de espetáculo, centros culturais, cinemas, videolocadoras, estádios ou ginásios poliesportivos, assim como provedores de internet. O Brasil possui 5.187 municípios bibliotecas públicas, sendo que 378 municípios não possuem nenhuma. 23.3% dos municípios possuem no mínimo um museu, 21,1% um teatro ou sala de espetáculo, e somente 9,1% possuem cinema. Destes, 53,1% estão na região Sudeste. 86,7% dos municípios possuem estádio ou ginásio esportivo, 55,6% possuem provedor de internet (31,8% no Sudeste) e 28% possuem livrarias. A distribuição detalhada por estado encontra-se na pagina 22 do comunicado.
sábado, 8 de outubro de 2011
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