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domingo, 16 de março de 2014

Miriam Leitão: Rodrigo Constantino e Reinaldo Azevedo emburrecem o país


Miriam Leitão: Rodrigo Constantino e Reinaldo Azevedo emburrecem o país
“Pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz”, afirmou a jornalista

Miriam Leitão (Foto: Reprodução/TV Globo)
A jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, publicou um importante artigo neste domingo sobre a “miséria do debate” brasileiro.
No texto, ela bate duro em dois representantes da “direita hidrófoba” brasileira: o colunista Reinaldo Azevedo, de Veja e Folha, e o economista Rodrigo Constantino, que tem colunas em Veja e no próprio Globo.
“Os epítetos ‘petralha’ e ‘privataria’ se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate”, diz a jornalista.
Dizendo-se alvo dos dois lados, de quem a critica pela esquerda e pela direita, Miriam passou a tratar então de Reinaldo Azevedo. “Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como um ‘rottweiler’ o recém-contratado pela Folha de S. Paulo (…) ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou como fazem os que ladram atrás das caravanas”.
Miriam resgatou ainda um texto revelador, em que Reinaldo cobrava dela um pedido de desculpas ao senador Demóstenes Torres (leia aqui).
Depois de tratar de Reinaldo, Miriam saltou para Rodrigo Constantino, o mais caricato personagem da nova direita brasileira, que, segundo a jornalista do Globo, produz “indigências mentais”. Miriam se refere à resposta agressiva que recebeu quando defendeu a nomeação de Janet Yellen para o Federal Reserve, o banco central americano. “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?”, perguntou Constantino em Veja (leia aqui).
Miriam conclui seu texto afirmando que tais tipos de desqualificação são apenas “lixo”. Nada mais.
Leia, abaixo, seu artigo:
O Brasil não está ficando burro. Mas parece, pela indigência de certos debatedores que transformaram a ofensa e as agressões espetaculosas em argumentos. Por falta de argumentos. Esses seres surgem na suposta esquerda, muito bem patrocinada pelos anúncios de estatais, ou na direita hidrófoba que ganha cada vez mais espaço nos grandes jornais.
É tão falso achar que todo o mal está no PT quanto o pensamento que demoniza o PSDB. O PT tem defeitos que ficaram mais evidentes depois de dez anos de poder, mas adotou políticas sociais que ajudam o país a atenuar velhas perversidades. O PSDB não é neoliberal, basta entender o que a expressão significa para concluir isso.
A ele, o Brasil deve a estabilização e conquistas institucionais inegáveis. A privatização teve defeitos pontuais, mas, no geral, permitiu progressos consideráveis no país e é uma política vencedora, tanto que continuou sendo usada pelo governo petista. O PT não se resume ao mensalão, ainda que as tramas de alguns de seus dirigentes tenham que ser punidas para haver alguma chance na luta contra a corrupção. Um dos grandes ganhos do governo do Partido dos Trabalhadores foi mirar no ataque à pobreza e à pobreza extrema.
Os epítetos “petralhas” e “privataria” se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate. São maniqueísmos que não veem nuances e complexidades. São emburrecedores, mas rendem aos seus inventores a notoriedade que buscam. Ou algo bem mais sonante. Tenho sido alvo dos dois lados e, em geral, eu os ignoro por dois motivos: o que dizem não é instigante o suficiente para merecer resposta e acho que jornalismo é aquilo que a gente faz para os leitores, ouvintes, telespectadores e não para o outro jornalista. Ou protojornalista. Desta vez, abrirei uma exceção, apenas para ilustrar nossa conversa.
Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como “rottweiller” um recém-contratado pela “Folha de S.Paulo” para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas.
Certa vez, escreveu uma coluna em que concluía: “Desculpe-se com o senador, Miriam”. O senador ao qual eu devia um pedido de desculpas, na opinião dele, era Demóstenes Torres. Não costumo ler indigências mentais, porque há sempre muita leitura relevante para escolher, mas outro dia uma amiga me enviou o texto de um desses articulistas que buscam a fama. Ele escreveu contra uma coluna em que eu comemorava o fato de que, um século depois de criado, o Fed terá uma mulher no comando.
Além de exibir um constrangedor desconhecimento do pensamento econômico contemporâneo, ele escreveu uma grosseria: “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?” Mostrou que nada tem na cabeça. Não acho que sou importante a ponto de ser tema de artigos. Cito esses casos apenas para ilustrar o que me incomoda: o debate tem emburrecido no Brasil. Bom é quando os jornalistas divergem e ficam no campo das ideias: com dados, fatos e argumentos.
Isso ajuda o leitor a pensar, escolher, refutar, acrescentar, formar seu próprio pensamento, que pode ser equidistante dos dois lados. O que tem feito falta no Brasil é a contundência culta e a ironia fina. Uma boa polêmica sempre enriquece o debate. Mas pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz.

sábado, 21 de dezembro de 2013

segunda-feira, 5 de março de 2012

Memórias Reveladas: Miriam Leitão e a entrevista repugnante do general

Miriam Leitão realizou entrevista esclarecedora com um general que duvida que a presidenta tenha sido torturada e diz nunca ter visto tortura nas dependências do exército.
O texto não pode ser reproduzido sem autorização, mas pode ser acessado no site do Memórias Reveladas.
Convém preparar-se, o conteúdo é repugnante.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O mote do PIG é a incompetência para a Copa

Nesta semana, o PIG resolveu atacar o Governo Federal utilizando os argumentos da CBF e da Fifa. As duas impolutas entidades, começaram a espalhar o pavor sobre o futuro da Copa no Brasil, devido ao atraso nas obras.
Não sou um entusiasta da Copa no Brasil, mas é fácil identificar na ação do PIG uma tentativa de criar mais uma crise de credibilidade no Lula e, em consequência, da sua candidata. O Governo respondeu com um pacote e outras ações. Fez o que tinha que fazer, rebateu o ataque midiático com outro ataque midiático. A sábia Míriam Leitão já veio alertando que não basta isso e coisa e tal.
Não ponho a mão no fogo pelo cronograma de obras para a Copa, mas esse alarido todo não me sensibiliza.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O país mais culto do mundo


O país mais culto do mundo é o Brasil. Não sabemos apenas tudo sobre futebol. Sabemos tudo sobre febre amarela, sobre gripe "A", sobre engenharia aeoronáutica e, mais recentemente, sobre energia, incluindo geração, linhas de transmissão e gerenciamento.
Acima de todos os brasileiros comuns encontra-se o cérebro mais privilegiado do país: Miriam Leitão. Ela sabe tudo. De cura pra gripe, ações na bolsa até fusão à frio.Tem dúvida? Faça como Renato Machado, chame a Míriam Leitão e ela fornecerá o diagnóstico e a cura ao mesmo tempo.