Mostrando postagens com marcador Minha Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minha Vida. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de outubro de 2013

“Denunciante” da Folha diz que vai acionar jornal por danos morais



Folha desinforma e presta desserviço à população
para macular imagem do “Minha Casa Minha Vida”
por Renato Luz, de Vitória da Conquista, publicado no blog do Paulo Nunes e sugerido pelo Vagner Santos
Foi vinculado nesta semana no Jornal Folha de São Paulo e reproduzido no Blog conquistense da Resenha Geral uma reportagem com o título “Dilma multiplica viagens e entrega casas sem água e luz”.
Na matéria, a funcionária pública Fabiana Oliveira Lira é citada na abordagem da ausência da ligação de energia elétrica nas unidades habitacionais entregues pela presidente Dilma na última terça-feira, 15, em Vitória da Conquista-Ba.
Segundo conta Fabiana em entrevista ao programa “Conquista Meio Dia”, da rádio Brasil Fm, ela sequer sabia que se tratava de uma reportagem e o repórter usou de má fé e expôs sua imagem sem o seu consentimento na referida matéria.
“Quando eu recebi a chave da casa no dia 09, eu em seguida dei entrada no pedido da luz e da água, eles me disseram que eu tinha o prazo de cinco dias úteis pra efetivar a ligação. Quando o entrevistador apareceu na minha casa, a luz não estava ligada, mas ainda estava no prazo, e ele (o entrevistador) usou isso de má fé nessa informação”, disse.
De acordo com informações da Coelba, concessionária do serviço de energia elétrica na Bahia, a solicitação deve ser feita pelo próprio morador da unidade residencial.
A Coelba já registrou 1.070 solicitações de ligação deste empreendimento em Vitória da Conquista (BA). Destas, 562 unidades foram ligadas e as demais o serão até sábado (19).
Uma agência móvel está no local para facilitar o atendimento e realizar cadastros na tarifa social de energia.
Fabiana, nova moradora do empreendimento Jequitibá, disse que pretende acionar ao jornal Folha de São Paulo por danos morais devido ao uso de sua imagem.
“Eu não sabia que era um repórter, que era uma reportagem, fiquei sabendo quando fui à Coelba ontem, pois agora todos me conhecem como ‘a denunciante’, (…) pretendo acionar a Folha por danos morais sim, porque isso esta me gerando grandes transtornos, eu morava de aluguel, era para ser um momento de alegria, porque pela casa eu só tenho a comemorar, agora por essas palavras erradas deles (a Folha de SP), fui prejudicada dessa forma”, declarou.
A moradora diz ainda que também vai pedir direito de resposta e que não autorizou a exposição de sua imagem.
”Eu disse que na minha casa tinha água, e eu disse a ele que a luz ainda estava no prazo de ligar, eu cheguei a falar bem da casa, mas os elogios não foram publicados, então eu me sinto lesada, me sinto prejudicada, eu não sabia que era uma reportagem, que era um repórter, não sabia de nada, então eu quero sim o direito de resposta, porque o que esta escrito ali não foi nada do que eu falei”, e conclui.
“Eu sou pessoa anônima, não sou pessoa pública pra minha imagem ta sendo usada dessa forma”, finaliza.
Bem, todos sabem que é de responsabilidade do próprio usuário de pedir a ligação da luz e da água para a concessionária do serviço quando muda para uma casa nova.
Menos a Folha, é claro. Ela está mais preocupada em macular a imagem do maior programa de habitação popular que o Brasil já viu.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Construtoras do Minha Casa, Minha Vida com queixas recorrentes irão para cadastro negativo da Caixa

Mariana Branco Repórter da Agência Brasil

Brasília – Criado há dez dias, o canal da Caixa Econômica Federal para atendimento exclusivo sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida recebeu 800 ligações. O vice-presidente do banco, José Urbano Duarte, explica que as queixas recebidas por meio do serviço 0800 721 6268 e que não forem resolvidas impedirão a empresa de contratar com a Caixa até que solucione o problema. Além disso, construtoras alvo de reclamações recorrentes entrarão para o cadastro negativo do banco.  
O canal chega em um momento em que são relatados problemas na qualidade de imóveis do Minha Casa, Minha Vida, a exemplo do que ocorreu com prédios do programa que tiveram de ser demolidos em Niterói (RJ) no último sábado (23). Mas, segundo José Urbano Duarte, o motivo para a implementação do 0800 foi a importância e a abrangência do programa de habitação do governo federal. “O que estimulou a gente [a criar o 0800] é que [o Minha Casa, Minha Vida] é um programa extremamente importante com um alto número de famílias. Nós queremos que o cliente saiba que estamos nos posicionando ao lado dele em caso de problemas”, disse, citando um total de 1,130 milhão de famílias que receberam moradia até o momento.
O vice-presidente da Caixa explica que as construtoras serão informadas das reclamações e terão prazo de cinco dias para entrar em contato com o cliente. Se o problema não for sanado dentro de intervalo acertado com o comprador, a empresa ficará impedida de operar com a Caixa Econômica Federal até que o assunto seja resolvido. Se houver repetidas reclamações contra a mesma empresa, ela entrará para um cadastro negativo e o impedimento de contratar com a Caixa será permanente. “A tolerância será 5% de recorrência ”, explica José Urbano Duarte.
Duarte disse que as 800 ligações recebidas até agora são uma quantidade modesta e que o banco espera que o número se torne mais conhecido. “Para um banco do tamanho da Caixa é pouco. Estamos divulgando [o 0800] na prestação habitacional, no autoatendimento”, declarou. De acordo com o vice-presidente, ainda não se sabe quanto as reclamações representam do total de demandas. Também não há informação sobre se algum contato se deveu a vícios de construção (falha decorrente de alguma fase da construção mal feita ou uso de material de baixa qualidade, como uma parede torta, rachaduras e nivelamento do piso).
Segundo José Urbano Duarte, no caso de famílias com renda até R$ 1,6 mil, enquadradas na faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, a própria Caixa pode enviar uma empresa para consertar o vício, caso a construtora demore a dar solução.
Edição: Carolina Pimentel