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domingo, 9 de novembro de 2014

Lila Downs homenajea a las víctimas de la violência en Mèxico

De:AGENCIA REFORMA/FIDEL ORANTES


En su próximo disco, Lila Downs le rendirá tributo a todos los muertos y víctimas de la situación de violencia del País, como los 43 normalistas de Ayotzinapa presuntamente asesinados.

"La inspiración para el disco ha sido un tema bastante duro, que son los muertos. Ha sido una reflexión, te das cuenta de que tu vida es así como muy acelerada y pensar en la muerte es bien importante", dijo.

La intérprete adelantó que hará colaboraciones con artistas mexicanos e internacionales para la producción del disco, pero se reservó los nombres.

Será para marzo cuando esté listo el álbum, mismo que prevé presentar en mayo.

También señaló que está orgullosa de las manifestaciones que exigen justicia y respuestas claras respecto al caso de Ayotzinapa.


sábado, 8 de novembro de 2014

Os 43 estudantes desaparecidos em Iguala foram assassinados

 Cidade do México , de El Pais

Em uma entrevista à imprensa dada pelo procurador-geral, Jesús Murrllo Karam, informou-se que naquela noite os estudantes detidos pela Polícia Municipal foram entregues a criminosos do Guerreros Unidos, o cartel que controlava Iguala. Eles os conduziram, amontoados em um caminhão e uma caminhonete, até um lixão de Cocula, uma localidade vizinha. Amontoados, feridos, espancados, muitos dos estudantes, talvez até uma quinzena, tenham morrido asfixiados durante o trajeto.
Assim que chegaram ao local, os criminosos, sempre segundo as confissões, foram retirando os estudantes e os interrogando. Queriam saber por que tinham ido a Iguala, por que tinham enfrentado o prefeito e sua mulher. Depois, com frieza avassaladora, matavam-nos. Com os corpos, armaram uma imensa fogueira que alimentaram com madeiras, detritos e pneus. A fogueira, o fogo da barbárie, ardeu durante horas, da madrugada até as 3 da tarde, sem que ninguém visse ou dissesse nada. Depois, por ordem de seus superiores, os criminosos recolheram os restos carbonizados, os quebraram e jogaram em sacos de lixo no rio Cocula. A corrente os levou até destino desconhecido.

De qualquer modo, o relato feito pelo procurador-geral deixa pouco espaço para dúvidas. Sua reconstrução foi acompanhada por imagens e gravações de declarações dos três criminosos que participaram da matança. Com vozes juvenis, como se falassem de transporte de gado, os assassinos confessos descreviam ante as câmeras como eliminaram esses jovens. Sua indiferença produzia calafrios. O assassinato em massa, metódico, horripilante dos 43 estudantes era para eles pouco menos do que uma rotina. Dificilmente o México poderá esquecer suas palavras.Dois desses sacos foram encontrados pela polícia federal. Seus restos estão sendo analisados. Devido a seu estado, segundo a procuradoria, não foi possível efetuar a prova de DNA e, portanto, o último elo da investigação ainda não foi fechado. Para que isso aconteça, o Governo mexicano anunciou que pedirá ajuda aos melhores centros internacionais.

Os restos carbonizados foram quebrados, colocados em sacos de luxo e jogados no rio Cocula
Mas essa reconstrução não dá o caso por encerrado. A 200 quilômetros, ao sul, em Guerrero, os pais, aferrados à esperança das provas de DNA, rejeitaram a morte dos filhos e reduziram o relato oficial a um achado de “seis sacos com cinzas e ossos”. “Já os deram por mortos uma vez, e não estava certo”, afirmou um porta-voz dos parentes.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

México: Autoridades devem investigar desaparecimento de 43 estudantes que voltavam de manifestação

©Amnistia Internacional Mexico
©Amnistia Internacional Mexico
Em 26 de setembro, 43 estudantes desapareceram após terem sido atacados a tiros pela polícia e depois por indivíduos não identificados em Guerrero, México. Até hoje o paradeiro dos estudantes permanece desconhecido.
Os jovens estudavam em uma Escola Normal Rural, em Guerrero, e tinham viajado para Iguala para participar de um protesto relacionado à educação no país. Em um determinado momento, no caminho de volta, a polícia abriu fogo contra os ônibus que levavam os estudantes.
Seis pessoas foram mortas e 20 ficaram feridas. Cerca de 25 estudantes foram presos pela polícia, alguns conseguiram escapar. 43 foram sequestrados e permanecem desaparecidos.
Os assassinatos, a privação arbitrária da liberdade e a situação das pessoas desaparecidas e feridas constituem violações graves dos direitos humanos que não devem permanecer impunes.
Uma investigação do caso foi iniciada. No entanto, devido ao histórico de investigações fracassadas, impunidade e corrupção, incluindo a infiltração de elementos do crime organizado na polícia, a Anistia Internacional teme que o trabalho de investigação possa ter sido comprometido.
Parentes dos estudantes desaparecidos relataram à Anistia Internacional que falta sensibilidade, cortesia e respeito no trato com eles por parte dos investigadores estaduais designados para o caso.
Este tipo de abuso agrava as violações de direitos humanos que os familiares vivem e desencoraja as famílias a avançar em suas reivindicações por justiça.
A Anistia Internacional exige que a Procuradoria Geral da República do México faça uma investigação completa, imediata e imparcial do caso, descubra o paradeiro dos estudantes, dê apoio e mantenha os familiares dos estudantes informados do andamento da investigação.
Este caso não é único no México, onde os sequestros e desaparecimentos são uma prática comum em um contexto em que as autoridades muitas vezes se mostram coniventes com gangues criminosas.
Mais de 26 mil pessoas foram desaparecidas no México entre 2006 e 2012, a maioria das quais pelas mãos das forças de segurança ou de gangues criminosas. No entanto, a falha na investigação dos casos de desaparecimentos forçados no país impede que os verdadeiros números sejam conhecidos.
O caso de repete
Em dezembro de 2011, os estudantes que protestavam em uma estrada próxima à capital do estado de Guerrero foram atacados pelas polícias estadual e federal, resultando na morte de dois estudantes.
Pelo menos 24 pessoas foram torturadas e sofreram outros maus-tratos. Os policiais e superiores responsáveis pelos abusos nunca foram responsabilizados, incentivando o clima de impunidade.
Saiba mais:
Relatório “Confronting a nightmare: Disappearances in Mexico”, sobre desaparecimentos no México, em inglês ou espanhol.