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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Polícia do Vale do Caí já identificou oito vítimas de uma rede de pedofilia pela Internet

Em, clicrbs
Na manhã de hoje, a Polícia de Montenegro, no Vale do Caí, revelou a existência de uma rede de pedofilia pela Internet, prendeu um suspeito e descobriu uma vítima, um menino de 12 anos. Após as investigações, outras sete vítimas foram identificadas. São meninos entre 8 e 13 anos de idade, um deles irmão de 9 anos da vítima que foi ouvida pela manhã. O delegado Marcelo Farias diz que novas denúncias estão sendo feitas e que a análise do material apreendido hoje está auxiliando na apuração dos fatos. O Conselho Tutelar do município está auxiliando a Polícia e prestando apoio às vítimas.
“É revoltante até mesmo para nós o que estão fazendo com crianças aqui do município”, diz Farias.
Internet
Além do abuso sexual, as crianças e adolescentes eram obrigadas a gravar vídeos e fazer fotos que eram disponibilizados nas redes sociais. O caminhoneiro de 30 anos, preso nesta manhã, está sendo autuado por distribuir material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, mas também por estupro de vulnerável. Além dele, outros dois suspeitos estão sendo investigados, um deles é tio de duas vítimas.
Denúncia
Quem souber de qualquer informação ligue para 3622 1111.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Vítimas de exploração sexual de Altamira-PA estão sendo atendidas pela Secretaria de Direitos Humanos

14/FEV/13 - Vitimas de exploração sexual de Altamira-PA estão sendo atendidas pela Secretaria de Direitos Humanos
Foto: Repórter Brasil
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por meio de sua Ouvidoria e do Centro de Referencia em Direitos Humanos de Altamira, acompanha desde a noite desta quarta-feira (13) a operação da Polícia Civil e do Conselho Tutelar do município paraense, que encontrou 14 mulheres e uma travesti em situação de escravidão e cárcere privado, em dois prostíbulos da região.
 
A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, conversou nesta quinta-feira (14), por telefone, com a conselheira tutelar que recebeu a denúncia, Lucenilda Lima, e com o delegado responsável pela operação, Rodrigo Spessato,  para obter todas as informações referente ao caso, que foi denunciado por uma adolescente de 16 anos, que também era explorada sexualmente no local. 
Durante a conversa, a ministra parabenizou a ação imediata do Conselho Tutelar e da Polícia Civil da região, que foi determinante para a agilidade na libertação das mulheres, e ofereceu apoio e proteção à conselheira, caso ela venha sofrer qualquer tipo de ameaça no decorrer das investigações. 
A Ouvidoria e o Centro de Referência da SDH na região já iniciaram o atendimento a todas as vítimas, garantindo acolhimento e atendimento psicológico, em especial à  adolescente que denunciou o caso. Assim que foram libertadas,  todas as vítimas foram encaminhas para um local seguro. A SDH vai viabilizar a retirada imediata das mulheres do local e monitorar os desdobramentos do caso. 
 
Operação  - A operação da Polícia Civil de Altamira (PA)  foi realizada na noite desta quarta (13), após denúncia de uma garota de 16 anos, que conseguiu fugir. A adolescente procurou a conselheira do Conselho Tutelar, Lucenilda Lima, que acionou a polícia. De acordo com o delegado Rodrigo Spessato, as mulheres eram confinadas em pequenos quartos sem janelas e ventilação, com apenas uma cama de casal. Cadeados do lado de fora trancavam as portas Elas tinham entre 18 e 20 anos – além da jovem de 16, e eram provenientes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De acordo com o delegado, em depoimentos, as vítimas afirmaram que podiam ir à cidade de Altamira uma vez por semana, por uma hora, mas eram vigiadas pelos funcionários da boate.
 
Ouvidoria – Com o objetivo de apoiar vítimas de violações de Direitos Humanos, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mantem em Altamira uma unidade da Ouvidoria de Direitos Humanos, que funciona na Casa de Governo, do Governo Federal. Na região, também funciona um Centro de Referencia em Direitos Humanos e o uma equipe do PAIR (Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Exploração Sexual Infanto/Juvenil) que atua no combate à violência sexual de crianças e adolescentes.
 

sábado, 2 de junho de 2012

Dia Internacional da Prostituta: entre discriminação e marketing

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Land
Dänemark

URL
http://de.fotolia.com/id/433082

Alemanha, de: DW

Na Alemanha, situação geral das profissionais melhorou nos últimos dez anos, com nova legislação. Mas principais vítimas de exploração vêm do Leste Europeu. E internet traz novos perigos.
Laura, de Wuppertal, é loura, de 30 e poucos anos. Num portal online, ela atrai clientes com seu "alto nível e erotismo sem fronteiras", e admite "interesses financeiros". É pouco provável que a cor do cabelo seja verdadeira – a idade, talvez. Mas ela oferece "girlfriend sex" pseudoíntimo. Em média, seu perfil alcança 18 mil cliques por ano, e paralelamente ela faz publicidade para seu serviço de acompanhantes, em seu site particular.
O Dia Internacional da Prostituta, comemorado neste sábado (02/06), também se dirige a call girls como Laura. Sua meta é tornar publicamente visíveis as profissionais do sexo, mas em especial chamar a atenção para a discriminação que sofrem e para suas más condições de vida e de trabalho – mesmo na Alemanha, onde há exatamente dez anos a Lei da Prostituição garante direitos mínimos, como serviços sociais e cuidados de saúde básicos.

Desinformação
"Em especial as mulheres dos novos países-membros da União Europeia [no leste do continente] trabalham aqui sob as piores condições", relata a jornalista Chantal Louis. Ela escreve regularmente sobre prostituição forçada para a revista de política feminina Emma. "Não adianta nem falar de seguro-desemprego com elas, muitas são analfabetas. Os benefícios jurídicos passam longe delas."

Sibylle Schreiber, Fachreferentin zum Thema Zwangsprostitution/Frauenhandel von Terre des Femmes e.V., Foto: Presse terre des Femmes e.V.
Sibylle Schreiber, da Terre des Femmes
Também Sybille Schreiber, encarregada de assuntos ligados à prostituição forçada e tráfico humano da ONG Terre des Femmes, constata: "A maioria das prostitutas não tem nem ao menos plano de saúde", por não conhecerem seus direitos.
Cerca de 80% das profissionais do sexo em atividade na Alemanha são imigrantes – na Áustria a cifra chega a 90% –, a maioria do Leste Europeu e de nações africanas. Com cerca de 20%, cada uma, a Bulgária e a Romênia encabeçam uma estatística baseada em estimativas científicas.
Dados oficiais não existem. Como na Alemanha prostituir-se não é contravenção, as mulheres não são cadastradas. As estatísticas policiais, contudo, registraram em 2011 mais de 600 casos de tráfico humano para fins de exploração sexual.

Comercialização pela internet
A ativista dos direitos da mulher Sybille Schreiber afirma que nos últimos anos a internet "transformou todo o mercado da pornografia e prostituição". Por um lado, está cada vez mais fácil para os homens entrar em contato com mulheres jovens. Por outro lado, as ofertas de ajuda alcançam com dificuldade as mulheres que se encontram no exterior. Elas são difíceis de encontrar, costumam prostituir-se em diversos países, antes de retornar às famílias com o dinheiro ganho.
A internet facilita tanto para as mulheres como para os traficantes sondar o mercado nos países vizinhos e fazer publicidade própria. Em sites especializados, as mulheres leiloam a si mesmas – ou são leiloadas. "Em si, a linguagem nesses portais já é tão desumana, que nós as denunciamos frequentemente ao Departamento Federal de Investigações da Alemanha", comenta a assistente social Astrid Gabb, do centro de aconselhamento Madonna, na cidade de Bochum.
"As jovens curiosas se informam sobre as possibilidades de renda através da prostituição no exterior", diz Mara Dijeva, da associação Agisra, em Colônia. Ela presta aconselhamento a imigrantes que se tornaram vítimas do comércio sexual forçado. "As menores de idade também utilizam espaços de bate-papo impossíveis de controlar, e lá caem nas mãos de homens que seria melhor não terem conhecido."
Prostituta em Berlim: muitas vítimas de exploração vêm do Leste Europeu
Prostituta em Berlim: muitas vítimas de exploração vêm do Leste Europeu

"Loverboys" na rede
Um fenômeno que não é novo, mas que assumiu novas formas e dimensões, são os "loverboys": homens que constrangem as vítimas à prostituição empregando chantagem emocional. Através da internet, eles têm acesso fácil a grupos afins de jovens de ambos os sexos, e frequentemente menores de idade.
Mas os criminosos também travam contato através de redes sociais como o Facebook, supostamente partilham, em longos e-mails, todos os desejos, sonhos e interesses, escrevem sobre um futuro comum, durante um período relativamente longo. Até que a dependência psíquica fica forte o suficiente e há trocas de segredos.
A partir do primeiro encontro, as meninas são pressionadas com as informações que procuram ocultar de seus pais e amigos. "Num dos casos, o homem violentou a moça no primeiro encontro e filmou o ato. Com esse vídeo, ele mais tarde a chantageou e forçou à prostituição", relata Schreiber, da Terre des Femmes.
A assistente social Gabb alerta: um dos perigos da rede é que as vítimas não têm ideia de quem encontrarão mais tarde. "No bordel, elas pelo menos veem o homem, pois ele tem que fazer contato diretamente."
Autor: Johanna Schmeller (av)
Revisão: Carlos Albuquerque