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sábado, 13 de outubro de 2012

E o mundo não se acabou




Luis Pereira, "O Profeta do fim do Mundo"
Pois não é que o mundo não se acabou? Apesar da profecia do senhor Luis Pereira dos Santos, o mundo continua do mesmo jeito. Na verdade, a diferença entre um profeta e um maluco é muito pequena, e isso vem de muito tempo. Francis Fukuyama anunciou o Fim da História, ganhou dinheiro e notoriedade. Mas o que esperar de um profeta do interior do Piauí? A profecia não deu certo e o sujeito foi parar na delegacia. Sobre outros malucos metidos a profeta nem vou comentar, pra não deixar ninguém chateado comigo.
Nao me admiro que apareçam malucos anunciando o fim do mundo, me admiro é que tenha gente que acredite. No caso do piauisense, o mais absurdo fica por conta das pessoas que quiseram agredi-lo  ao constatar que o mundo não acabou. O que passa na cabeça dessa gente? Devem ter dado cheque pré-datado pra segunda-feira.
Outro fato digno de nota é que o tal profeta mantinha em sua casa um grupo de cem pessoas, incluindo crianças e adolescentes. Essa piração de profeta do fim do mundo nunca vem sozinha. Sempre tem mais coisas por trás.
Segue o clássico "E o Mundo não se Acabou", de Assis Valente, na voz de Carmen Miranda
 
 


sábado, 4 de agosto de 2012

Os legados de Marilyn Monroe e Carmen Miranda

Da Folha 
RUY CASTRO

RIO DE JANEIRO - Dois mitos do século 20 morreram em Los Angeles num dia 5 de agosto: Carmen Miranda, em 1955, aos 46 anos, e Marilyn Monroe, em 1962, aos 36. Eram fenomenais, maiores que a vida e foram vítimas, ambas, de anos de abuso de substâncias legais, mas letais. Deixaram um imenso legado artístico e são cultuadas hoje por pessoas que nem eram nascidas quando elas partiram. A forma como se administra seus legados é que difere.
Marilyn, por exemplo. Nesses 50 anos, seu rosto nunca saiu da mídia, e sua imagem em "O Pecado Mora ao Lado", com o vestido branco esvoaçando e a calcinha à mostra, foi copiada, caricaturada e explorada de todo jeito, por fãs sinceros ou apenas espertos. Há pouco, materializou-se numa estátua de oito metros de altura, exposta numa praça de Chicago.
Os livros a seu respeito já chegam a mil -qualquer um que tenha passado 15 minutos perto dela sente-se apto a escrever suas "memórias de Marilyn". E a teoria segundo a qual
ela foi morta pelo FBI, a mando dos Kennedy, continua a render vários livros por ano. Tudo isso é visto com indiferença ou prazer pelos herdeiros de Lee Strasberg, fundador do Actor's Studio, a quem Marilyn deixou seu espólio.
Eles sabem que é esse material que mantém Marilyn viva e faz com que seus filmes nunca deixem de circular. Não importa o formato (VHS, laser, DVD, blu-ray, o que vier), eles sempre estarão à venda e atraindo propostas para Marilyn estrelar campanhas publicitárias, produtos de beleza, joias, até óculos. É daí que vem o dinheiro -e Marilyn ganha mais hoje do que em vida.
Já a eternidade de Carmen depende de seus amorosos fãs. Amanhã, um grupo deles, reforçado pelo Império Serrano, o Bola Preta e a Confraria do Garoto, irá ao seu túmulo no São João Batista pedir algo modesto, mas que lhe é devido há muito tempo: uma estátua no Rio.
Na sequência, dois vídeos significativos da carreira de cada uma.
My Heart Belongs To Daddy - Marilyn Monroe from Things from my things on Vimeo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Carmen Miranda: A explosão brasileira


Miranda, Carmen_02C.jpg
Ela nasceu em Portugal e se tornou brasileira, se chamava Maria do Carmo mas entrou para a história como Carmen Miranda. A Pequena Notável é a artista brasileira mais famosa no exterior até hoje. Carmen Miranda se inventou e criou um mito tão forte que se confunde com a própria identidade cultural do Brasil. Ela era um grande espetáculo e nunca sua imagem nunca esteve tão em voga quanto agora. Carmen é a cara do Brasil.
Carmen Miranda trilhou rigorosamente os degraus que galgam o sucesso e costumam fazer as grandes estrelas. Ela abandonou os estudos aos 16 anos, teve vários empregos, e foi descoberta por acaso. Ela alimentava o sonho de ser artista e passou a fazer figurações em vários filmes da época. Onde quer que ela fosse trabalhar, vivia cantando e sua bela voz acabava chamando atenção dos clientes, que ficavam encantados. A grande chance veio em 1929 com um convite feito por uma cliente, para uma apresentação no Instituto Nacional de Música.
Apesar de Carmen não ser especificamente uma sambista – apesar do ter se atribuído a ela esse título – Carmen gravou mais de vinte canções entre Tangos (um de seus gêneros favoritos), Sambas, Foxtrote, Marchas e Lundu. Dos mais populares autores brasileiros, como Ary Barroso, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e Assis Valente. A carreira seguiria de vento em popa, Carmen excursionou por todos os estados do Brasil e começaria a fazer sucesso nos países da América Latina. Tendo ido a Argentina e o Uruguai várias vezes. Carmen também passou a estrelar vários filmes na época, ao todo ela fez sete filmes no Brasil – a maioria, perdidos. Ela passou a ser chamada de A Pequena Notável - por causa da estatura baixa.