quarta-feira, 9 de junho de 2010

O PIG biruta

A comparação entre as capas diz tudo. leia um comentário interessante no Blog da Cidadania

Preso jovem que "vazou" vídeo de ataque covarde do exército americano

No dia 19 de abril - em notícia com grande número de acessos - o Espaço Vital divulgou um video militar real que permanecia guardado a sete chaves pelo exército americano. As imagens mostram o fuzilamento indiscriminado de mais de doze pessoas em um subúrbio de Nova Bagdá, Iraque.
Pois agora o susposto responsável pelo "vazamento" das imagens - distribuídas ao mundo inteiro por meio do saite Wikileaks (que tem causado furor na mídia inernacional publicando documentos confidenciais sob a missão de "abrir governos") - deverá sofrer dura penalidade por revelar a covardia do exércio americano.
Leia mais aqui.
Veja o vídeo clicando aqui

FANTÁSTICO!!!

Não vi esta cena porque estava dormindo.

Globo tem pior audiência de sua história em SP

Do site Vermelho:

Se o faturamento e a expansão do império Globo vão de vento em popa, o mesmo não ocorre com o seu ibope. O mês de maio terminou com a pior audiência já obtida ela emissora entre 7h e 0h, na Grande São Paulo: 16,3 pontos. Isso representa meio ponto de ibope a menos que o obtido em abril. Cada ponto no ibope equivale a cerca de 60 mil domicílios na Grande São Paulo.

Mas os horários mais preocupantes para a Globo são as manhãs — que costumam sofrer com a concorrência da Record e SBT — e o horário nobre. Nenhuma das últimas cinco novelas das 21h decolaram ou bateram níveis espetaculares. A última delas, Viver a Vida, terminou com média de apenas 38 pontos durante toda a exibição e chegou a irritar a direção do Big Brother Brasil 10 — que, prejudicado pela fraca audiência da novela, vinha marcando não mais que 30 pontos.
Nessa mesma faixa de horário, a Record vem em segundo, com 7,4 pontos. O SBT, com 5,1, também teve uma das menores médias de sua história no período e está em terceiro. Sobre o SBT, aliás, é relevante observar que a tentativa de contra-ataque à Record, deflagrada em setembro, não tem dado muito certo.
Em setembro, enquanto a Record contratou Gugu, Silvio Santos fez uma caríssima e grandiosa operação de contra-ataque: tirou da Record Eliana, Roberto Justus e o dramaturgo Tiago Santiago. Num lance provocador, levou até o assessor pessoal do bispo Honorilton Gonçalves, que é o manda-chuva da Record. Mas desde então, das 7h à 0h, o SBT caiu de 5,9 pontos para 5,1 pontos.
Nenhuma queda, porém, é mais sintomática que a da Globo. A emissora da família Marinho já tinha amargurado a pior audiência da década em abril, cuja média diária foi de 16,8 pontos. A melhor marca da década veio em 2004, quando registrou 21,7 pontos — que serviriam de estímulo para alcançar os tão sonhados 22 pontos.
Antes, a emissora vinha crescendo significativamente: em 2000, a média foi de 20 pontos; em 2002 subiu para 20,3 e, em 2003, para 21 pontos. Porém, a descida começou mesmo a partir de 2007, quando a média diária da Globo ficou nos 18,7 pontos, passando para 17,4 em 2008 e 2009 — que a emissora ainda espera bater neste ano.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O PP agacha-se

Já fiz um comentário sobre a crise do PP do Rio Grande do Sul. Pois a crise não para. Primeiro, o ex-Arena/PDS/PPR, saiu atrás de quem abrigasse seus candidatos, para conseguir elegê-los, com medo da perda de eleitorado.
Agora, o PP pede licença a Yeda para indicar seu candidato a vice.
O PP já perdeu eleitorado, perdeu moral nos escândalos envolvendo o Detran e, agora, parece estar perdendo a vergonha.

Risco de cortar gastos públicos no Brasil

Fernando Nogueira da Costa
O debate eleitoral abre margem para todos os tipos de oportunismo que tem de ser enfrentados politicamente. Por exemplo, determinado grupo de empresários, autodenominado “Movimento Brasil Eficiente”, está iniciando grande campanha publicitária a fim de conseguir a aprovação popular à causa de cortar os gastos públicos no Brasil. Ele diz contar com o apoio de grandes representantes do setor privado, como a Fiesp, a CNI, a Febraban e associações do comércio varejista.
Evidentemente, ninguém gosta de pagar “imposto”, senão este se chamaria “doação”. Assim, não é surpreendente pesquisa de opinião pública apontar que 48% dos entrevistados afirmam que os recursos públicos são mal-administrados, para 27%, as despesas são exageradas, e outros 23% acham que ocorrem as duas coisas. Apenas 2% não optam por nenhuma dessas respostas...
Alberto Carlos Almeida, sociólogo autor do livro "A Cabeça do Brasileiro", que a mídia disse “fazer a cabeça do Serra”, no Valor (28/05/10), afirma o seguinte. “É possível que a adoção da redução de impostos como principal tema de campanha, por parte do PSDB, possa vir a modificar a tendência apontada pelas pesquisas de crescimento de Dilma e queda de Serra”. Para não ser confundida com a demagogia de ricos que, na verdade, desejam diminuir a carga tributária apenas para si, é necessário a opinião pública examinar todas as informações a respeito do tema.
Leia mais no Blog do Zé Dirceu (sim, ele!!)

"Região Metropolitana é uma enorme plataforma de concreto"

Se a lógica urbana continuar evoluindo como está, caminharemos para a barbárie. A reflexão é do geólogo Rualdo Menegat, professor do Instituto de Geociências da UFRGS e doutor na área de Ecologia da Paisagem. Nossa conversa partiu do Morro Santa Teresa, alvo de um projeto de lei do governo estadual que pretende alienar ou permutar uma área de quase 73 hectares, e se ampliou para o futuro da civilização. Na avenida Padre Cacique, quase em frente ao Beira-Rio, fica a entrada da área em questão. Ele se estende até as antenas das emissoras de televisão, no topo, com a vila Cruzeiro por um lado e mais adiante o Museu Iberê Camargo. Ali se abriga a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase, ex-Febem).
Parte da paisagem da cidade de Porto Alegre, Menegat vê na área valor cultural e ambiental. Ela contém vegetação ainda original, com espécies ameaçadas de extinção, nascentes e cursos d’água. Como não há legislação específica para esse tipo de terreno, existe o risco de entregar o espaço para a iniciativa privada, podendo haver a aprovação posterior de projetos de construção grandiosos, mas que em nada acrescentem à cidade. “Nós já somos 4,5 milhões de habitantes numa enorme plataforma de concreto que não precisa mais de edificações”, afirma. Tudo isso, para Rualdo Menegat, é fruto de uma cegueira que ameaça a vegetação, a cidade como um todo e o futuro da civilização.
Leia mais no Sul 21.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Gestão Fogaça e o jogo de empurra

Não é a oposição que está dizendo. O próprio Fortunati declarou : "Vamos acabar com essa história de um departamento ficar empurrando a responsabilidade para outro. A prefeitura é uma só."
Fortunati era o vice-prefeito de Fogaça. Agora, assume e diz que a Prefeiutra vai fazer a sua parte e fiscalizar o que cabe aos cidadãos. Conclusão: isso não era feito antes.
Pelo bem da cidade, torço que funcione, mas é bom lembrar que pouca coisa mudou na estrutura da PMPA.

domingo, 6 de junho de 2010

A FARRA DA COPA Saturação & irrelevância

Alberto Dines em Observatório da Imprensa, em 1998 !!!
Uma análise das equipes que a grande imprensa despachou para cobrir o Mundial de Futebol na França revela uma perigosa tendência: jornalismo de saturação. Afoga-se o leitor/telespectador num oceano de matérias, nem sempre as mais competentes, que o consumidor final mal absorve. Finge-se qualidade através da quantidade. Truque que não satisfaz o expert e irrita o leigo.
O resto do jornal fica desguarnecido e capenga, frustrando o leitor que se interessa por outros assuntos. Afinal, a vida continua em todos os seus aspectos e exigências. Um jornal não deve descaracterizar-se, mesmo quando se trata de um evento da importância de uma Copa do Mundo.
A Folha, lente de aumento dos defeitos da imprensa brasileira, foi a mais exagerada no teor da numerosa equipe que despachou para a França: os especialistas em desporto não conseguiram fazer a maioria (v. abaixo).
Ao deslocar dois colunistas políticos para a cobertura esportiva o jornal justifica os parlamentares relapsos que alegam que o país vai parar durante a Copa.
Mais uma vez a imprensa reforça os defeitos da sociedade ao invés de corrigi-los.
A novela Romário
Durante 10 dias os jornais mantiveram nas primeiras páginas o corta-não-corta do craque na Seleção. Pela televisão o Brasil inteirou constatou de que forma os jornalistas trabalharam no caso e vão trabalhar nesta Copa: através das grades do castelo onde hospeda-se a seleção (parecia filme de presidiários).
Fica evidente que as equipes jornalísticas estão super-dimensionadas graças aos gordos patrocínios (v. abaixo). Poucos são os jornalistas que conseguirão obter informações exclusivas. Jogador que quiser falar escolherá as grandes vedetes dos grandes veículos. O resto da tropa de jornalistas vai ficar de molho.
Cobertura mesmo nas coletivas e durante os jogos. Neste caso, um comentarista experimentado vale mais do que 10 escritores diletantes reunidos. E dirigentes como Zagallo falarão através das suas colunas (v. abaixo).

A coluna de Zagallo é uma aberração

Este OBSERVATÓRIO já se manifestou anteriormente: o técnico da seleção não tem o direito de vender uma coluna de comentários exclusivos para nenhum veículo (no caso, o JB).
Ele é pago, em última análise, pelo erário. Suas opiniões devem ser oferecidas eqüitativamente à mídia e à sociedade brasileira, a quem jogadores e dirigentes da CBF devem prestar contas.
O mesmo se aplica aos jogadores, Romário inclusive. Depois da Copa todos têm o direito de vender memórias, crônicas ou versos. Enquanto durar a convocação sua produção é exclusiva do povo brasileiro.
Anúncio é diferente  de patrocínio
Merece exame mais detido uma tradição nas coberturas esportivas brasileiras, especialmente quando ocorrem no exterior: os patrocínios inseridos no meio das matérias. É diferente de colocar um anúncio no formato de rodapé nas páginas da cobertura.
Jornais regionais abusam deste patrocínio e mesmo na grande imprensa nota-se a perda de antigos escrúpulos. Há colunistas cujos textos são totalmente emoldurados por mensagens publicitárias.
O Globo andou colocando o logotipo da Fiat (uma das patrocinadoras da sua cobertura) no meio das matérias. A Folha (com os mesmos patrocinadores) manteve-os nos lugares apropriados para a publicidade.
Anúncio é legítimo. Patrocínio de coberturas é suspeito.
A prova tira-se através da generalização: um anunciante pode escolher que sua mensagem seja publicada na página de economia, internacional, cultura ou mesmo política. Mas seria inadmissível o patrocínio da cobertura da reunião da Organização Mundial de Comércio, do leilão da Embratel, da votação da reforma tributária ou do festival de Cannes.
O que vale para o resto do jornal tem que valer também para as páginas de esporte.
Lembrete aos pauteiros
Quando acabar a Copa, qualquer que seja o resultado, é preciso investigar as causas da tentativa de cassação pela FIFA do jornalista Juca Kfouri.

Folha, drogas, mentiras & dossiês

A versão dissimulada da manipulação que Veja e Globo fizeram de forma escancarada na última semana, a Folha de S.Paulo resolveu contar ao seu leitor na edição de sábado, dia 5 de junho, um pedaço - ínfimo - da verdadeira história por trás do suposto dossiê contra José Serra que abala a campanha demotucana e ressuscita velhas torpezas presentes nas disputas presidenciais desde o fim da ditadura. O artigo é de Saul Leblon. O resumo-malabarista dos acontecimentos não é assinado, o que desde já sugere um produto distinto da reportagem e mais próximo de uma alta "costura’"política destinada a salvar as aparências perante leitores e eleitores depois do fiasco da operação-dossNuma iê, que consistia em desqualificar denuncias graves –alucinadamente sempre omitidas - com o carimbo antecipado de conspiração petista. O que parece ter dado errado nesse exercício tantas vezes bem sucedido é que, primeiro, as informações negadas pelos jornalões vazaram e circulam livremente na Internet (leia http://www.conversaafiada.com.br/]; segundo, e mais complicado, a origem guarda credibilidade distinta dos dossiês eleitorais na medida em que se apóia em investigação minuciosa, ancorada em documentações muitas vezes chanceladas pela Justiça. 
Leia mais na Carta Maior.