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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Marisa retira de loja virtual camiseta que estampa a palavra "estupradores"

Peça era encontrada até hoje no catálogo infanto-juvenil da Marisa por R$ 25,99
Por Luiza Belloni Veronesi  



SÃO PAULO - A loja on-line da Marisa retirou do catálogo infanto-juvenil, nesta terça-feira (29), uma camiseta que estampava a frase “Great rapers tonight”, que significa, em tradução livre, “Grandes estupradores esta noite”.
A camiseta, vendida por R$ 25,99 no e-commerce da varejista, causou polêmica nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Provavelmente, dizem os usuários das redes sociais, a gafe foi do estilista da peça, que deve ter esquecido de colocar um “P” a mais na palavra “rapers”, que mudaria de “estupradores”, em inglês, para “rappers”.
Provavelmente, dizem os usuários das redes sociais, a gafe foi do estilista da peça (Reprodução)
Provavelmente, dizem os usuários das redes sociais, a gafe foi do estilista da peça (Reprodução)
Procurada pelo InfoMoney, a Marisa confirmou que foi um erro de grafia e informou que irá retirar imediatamente todas as peças das lojas da marca. Em nota, ela ainda pediu aos clientes que já adquiriram a peça se dirigirem a qualquer uma das lojas com a camiseta, independente do seu estado, para devolução do valor ou troca por outro produto.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Marisa é suspensa de pacto contra escravidão

Ação judicial que defende a inconstitucionalidade da "lista suja" motivou suspensão da grife, envolvida em flagrante de escravidão em 2010
Comitê de Gestão e Monitoramento
A grife de roupas Marisa está suspensa do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, iniciativa que reúne empresas comprometidas em atuar contra empreendimentos que exploram a escravidão contemporânea.
Integrada à iniciativa em março de 2012 (quando anunciou mudanças em sua cadeia produtiva), a Marisa foi punida por decisão do Comitê de Coordenação e Monitoramento. A defesa da inconstitucionalidade da "lista suja" do trabalho escravo por parte da empresa, em ação judicial, acarretou na suspensão da empresa.
De acordo com comunicado assinado pelos membros do Comitê (confira íntegra abaixo), o comportamento da Marisa, ao contestar o cadastro de empregadores envolvidos em casos de exploração de mão de obra escrava no âmbito da Justiça do Trabalho, "afronta" e "enseja a violação" dos princípios basilares e formadores do Pacto Nacional, articulação em atividade desde 2005. Ressalte-se que, mesmo após pedido prévio de esclarecimento feito pelo Comitê, a empresa informou que está convicta na manutenção de sua posição.
A empresa se posicionou por meio de nota, na qual afirma ser favorável à existência da "lista suja", mas não aos critérios adotados para a inclusão de empresas. Clique aqui para ler a íntegra da nota.
A suspensão da Marisa teve início nesta quarta-feira (10) e está condicionada, segundo o Comitê, "à existência e tramitação do processo e às eventuais decisões judiciais sobre os pedidos constantes da Ação Anulatória".

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Oficina que costurava para Lojas Marisa já produziu para C&A

No período que antecedeu a fiscalização que encontrou imigrantes em condição análoga à escravidão, costuras eram feitas para fornecedora da rede C&A. Companhia confirmou que enviados chegaram a vistoriar o local em 2009
Por Maurício Hashizume*
São Paulo (SP) - Registrada como Indústria de Comércio e Roupas CSV Ltda., a oficina de costura ligada à Marisa que foi flagrada com 17 trabalhadores imigrantes em condições análogas à escravidão produzia peças anteriormente para a C&A. A informação foi confirmada tanto pelo dono da oficina, o boliviano Valboa Febrero Gusmán, como pela própria rede varejista.
Operação comandada pela Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP), ocorrida em meados de fevereiro deste ano, encontrou um amplo quadro de irregularidades no local - desde "fortes indícios de tráfico de pessoas", registros de cobranças ilegais de dívidas dos empregados e salários muito aquém dos permitidos até condições críticas no tocante à saúde e segurança no trabalho, alojamentos completamente inadequados e jornadas exaustivas.
Por que a nossa mídia é tão pouco incisiva contra um problema desse nível?
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