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domingo, 16 de setembro de 2012

Homens e mulheres enxergam de maneiras diferentes, diz estudo

Olho Humano | Foto: WikiCommons


Pesquisa dos Estados Unidos mostra que homens e mulheres enxergam de maneiras diferentes
Se você chega em casa recém-saía do cabeleireiro, com um tom de tintura vermelha que nunca antes havia se atrevido a usar, e seu marido a recebe com um "que lindos esses seus novos brincos", em referência a um presente de uma prima que você quase deixou de lado, pense duas vezes antes de se irritar e gritar com ele.
Não se trata –neste caso ao menos- de falta de interesse, atenção e muito menos de carinho.
De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos, os olhos dos homens são mais sensíveis aos pequenos detalhes e aos objetos que se movem em grande velocidade, enquanto as mulheres distinguem cores com mais facilidade.
Isaac Abramov, professor de psicologia do Brooklyn College, foi o responsável por dois estudos paralelos para determinar essas diferenças.
Em um deles, apresentou aos participantes uma amostra de uma cor específica e pediu a eles que a descrevessem empregando uma série de termos pré-determinados.
Desta forma, o psicólogo e sua equipe descobriram que homens e mulheres descreviam a mesma cor diante de seus olhos usando termos diferentes.
"Ambos veem o azul como azul, mas que porcentagem de vermelho veem na cor difere se o indivíduo é homem ou mulher", disse Abramov.
Assim se explica por que as mulheres são melhores quando se trata de combinar cores ou de buscar tons semelhantes entre si.

Um ponto no horizonte

O outro estudo conduzido pela mesma equipe se concentrou em como cada sexo percebe os detalhes e as imagens em movimento.
Os homens detectam os detalhes, por mínimos que seja, com mais facilidade.
"Por exemplo, se um avião ingressa em nosso campo visual, como um ponto ínfimo no horizonte, o homem o notará antes da mulher", diz o cientista.
"Ou se uma pessoa tem tendência a tornar-se míope com o tempo, se for homem, levará mais tempo até que tenha que usar óculos", acrescenta.

Diferenças

As hipóteses para explicar as razões por trás dessas diferenças são várias e dão início a uma série de debates, diz Abramov.
"Uma explicação possível é que no cérebro se encontram receptores do hormônio masculino, testosterona, e a maior concentração desse hormônio está na parte superior do cérebro –o córtex cerebral- que é a principal zona visual", destaca.
"Por que essa região do cérebro é tão sensível à testosterona também é uma questão de especulação", acrescenta.

Evolução

Outra teoria está relacionada com a evolução.
Os homens, em seu papel de caçadores, evoluíram suas capacidades que o permitiam avistar à distância uma presa ou um animal que pudesse representar uma ameaça com maior precisão, enquanto as mulheres aperfeiçoaram suas capacidades para melhorar seu desempenho como coletoras.
Abramov deixa claro que todas essas diferenças são sutis e que afetam a visão em seu nível mais primário.
Sem dúvida, por ser uma diferença biológica, não é possível treinar o olho para "melhorar" no que faz pior.
Além disso, isto não afeta a percepção –ao menos no que se sabe até o momento- já que esta se alimenta de muitos outros fatores, como a educação, a memória e os interesses.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Você sabe por que a zebra é listrada?

Cientistas afirmam ter resolvido o mistério de por que as zebras têm suas características listras pretas e brancas. Um estudo publicado no Journal of Experimental Biology mostrou que o padrão listrado fez os animais muito menos atraente para insetos.

Reportagem: Victoria Gill de BBC


muitas teorias para explicar as inconfundíveis listras das zebras. Os cientistas sugerem que cada zebra tem um padrão único que permite que outros animais a reconheçam. Ou que a massa de preto e branco em um vasto rebanho fornece camuflagem que confunde os predadores.
Mas esta equipe começou a testar exatamente o efeito que as listras tinham em um irritante e onipresente inimigo da zebra a mutuca sugadora de sangue.
Como parte de seu experimento, a equipe colocou uma substância pegajosa em  modelos de cavalos - um branco, um preto e um listrado - em um campo infestada de moscas. Quando eles coletaram as moscas que haviam pousado e ficado presas a cada um dos modelos, eles descobriram que o modelo zebra atraiu, de longe, o menor número de moscas.
Os pesquisadores acreditam que as zebras tiveram um ancestral negro, que desenvolveu  listras brancas em uma corrida armamentista evolucionária com um inseto que tornou sua picada um veículo de doenças que flagelaram os  rebanhos de cavalos.