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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mubarack saiu, mas Aquenáton voltou

Aquenáton

Estátua de Aquenáton volta ao Museu Egípcio

A estátua do faraó Aquenáton foi roubada por vândalos durante os dias de protesto no Cairo
As autoridades egípcias responsáveis pelas antiguidades do país recuperaram uma estátua do faraó Aquenáton, que foi roubada com outros oito itens durante os protestos que levaram à renúncia do presidente Hosni Mubarak. O ministro de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, disse nesta semana que ladrões haviam invadido o Museu Egípcio em 28 de janeiro e levado oito tesouros do período dos faraós Tutancâmon e Aquenáton, mas que três dos objetos haviam sido recuperados. Segundo um comunicado do ministério de Hawass, um manifestante encontrou a estátua de calcário de 7 centímetros no terreno do museu, no centro do Cairo, durante os protestos.
Hawass, promovido a ministro de Estado em uma reforma de gabinete realizada por Mubarak em seus últimos dias na Presidência, está sendo duramente criticado pela comunidade arqueológica pelos furtos. Ele havia dito à Reuters em 9 de fevereiro que nenhum artefato havia sido roubado. Os sítios faraônicos do Egito e suas antiguidades são importantes atrações no país, onde o setor turístico é uma considerável fonte de renda.
Aquenáton, que renunciou ao poder aproximadamente em 1.350 a.C, é famoso por ter tentado abandonar os deuses egípcios tradicionais e introduzir um culto voltado ao sol Aton. Ele também tentou estabelecer uma nova capital em Amarna, a 250 quilômetros ao sul do Cairo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egito: Revolução ou revolta?

A faixa é reveladora
Finalmente Mubarack saiu. É difícil segurar a onda contra um levante popular e contra a vontade de seus ex-patrocinadores. O ruim é que os EUA não aparecem como apoiadores de Mubarack até há pouco, como uma forma de proteger seu principal aliado: Israel. É possível que, em algum momento da história uiversal, a população da Arábia Saudita (uma ditadura em que o apedrejamento de pessoas é legal) se revolte e derrube o rei. Nesse dia abençoado, ou um pouco antes, os EUA surgirão tentando convncer o rei a sair de cena.
Voltando ao título do post. Muito se fala em Revolução Egípcia, ou Árabe. Não sei. PArec emais uma revolta contra o governo, contr aa corrupção, contra o desemprego e contra a pobreza. Revolução é quando se derruba o prédio, não quando a gente muda o síndico. Porém, se o que se pensa é em uma revolução democrática, talvez ela esteja em marcha diante dos nosso olhos. 
Vamos ver até onde via o fôlego trnasformador do povo egípcio. Espero que vá longe.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Onde estão as vanguardas?

Lenine. A teoria da vanguarda revolucionária ainda é atual?
Acompanho com atenção os episódios do Egito. Sempre que há uma massa nas ruas, é preciso buscar entender o que está acontecendo. O que levou as pessoas a se manifestarem agora? Quais são os fatores remotos? Quais são os fatores imediatos? Quais são os interesses em jogo? Quais são os desdobramentos possíveis? Enfim. Minha singela opinião não tem nenhuma influência nos acontecimentos, por isso posso esperar um tempo até emitir um parecer sobre o tema. Por enquanto, só observo e torço pelo melhor.
Um dos aspectos que tenho observado no Egito em outros movimentos populares contra governantes é que, em grande parte, não há um centro organizador dos protestos. Daí vem a pergunta do título desse post: Onde estão as vanguardas? Muitos dos comentadores do movimento egípcio e de outros tantos, partilham da tese da vanguarda organizada; do partido dirigente ou coisa parecida. O fato é que grande parte dos movimentos de protesto estão sendo feitos à revelia de lideranças. Não digo que isso seja necessariamente bom, nem mau, mas é forçoso constatar o quanto os nossos candidatos a dirigentes das massas exploradas (e eles existem em todas as partes do mundo) costumam se enganar.
Desculpem os meus camaradas leninistas, mas a maioria das revoluções (em seus diversos significados) são fruto da confluência de muitos acasos e de algumas vontades.