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terça-feira, 2 de abril de 2013

Lula pede votos para Nicolás Maduro

© Agência Lusa/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam do velório do presidente venezuelano Hugo Chávez (Agência Télam)
Caracas, 02 abr (Lusa) - O ex-presidente Lula apelou aos venezuelanos para votarem em Nicolás Maduro nas eleições presidenciais, marcadas para 14 de abril, sublinhando que ele tem se destacado "na luta para projetar a Venezuela e na construção de uma América Latina mais democrática e solidária".
O pedido de Lula foi feito através de um vídeo divulgado nesta segunda-feira (1) em Caracas durante uma reunião em que representantes de 27 organizações e movimentos políticos de 18 países homenagearam o falecido presidente Hugo Chávez e apoiaram a candidatura de Nicolás Maduro à Presidência da República.
Segundo Lula da Silva, "a grande obra de Chávez foi transformar a Venezuela num país mais justo, realizando um processo de transferência da renda petrolífera em proveito dos estratos mais sofridos da sociedade" e, tal como Maduro, "sempre deixaram claro" que o país "necessitava escapar do que muitos chamam de a maldição do petróleo".
"Maduro presidente é a Venezuela que Chávez sonhou", concluiu Lula, sublinhando não querer "interferir num assunto interno da Venezuela", mas que não poderia deixar de dar o seu testemunho "em nome do futuro do país tão querido para o povo brasileiro; e também em nome do Mercosul, onde a Venezuela acaba de ser recebida".
Nicolás Maduro Moros, 51 anos, é atualmente o presidente interino da Venezuela. Ele foi apontado em dezembro último por Hugo Chávez como seu sucessor.
Chávez morreu aos 58 anos, em Caracas, no dia 5 de março.

sábado, 9 de março de 2013

Vídeo em homenagem a Chávez

Não sou chavista, muito menos anti-chavista. Apesar de messiânico demais, o vídeo ficou bonito. Vai aí a minha homenagem a esse grande latinoamericano

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cantando no banheiro


Não sou chavista, muito menos antichavista. Acho que o que ocorre na Venezuela é uma das faces de um movimento de contestação à hegemonia neoliberal e à dominação norteamericana na América Latina. Uma das possibilidades de contestação, mas não a única. As visões mais clássicas do marxismo e da esquerda latinoamericana foram incapazes de construir algo melhor que essa coisa meio populista, meio caudilhesca, meio.... indefinível que Chávez chama de revolução bolivariana.
Agora, vejo, ouço e leio pela mídia antichavista que falta energia para nossos hermanos latinoamericanos. Daí para a piada pronta foi um pulo. Banho rápido, não cantar no chuveiro, levar uma lanterna à noite... .
Até agora não vi nenhuma fonte pró-Chávez fornecer alguma explicação para o "apagão" bolivariano. O acontecimento é preocupante. Ninguém pode culpar a falta tempo em contornar os problemas de energia, pois tempo Chávez teve de sobra. Podem culpar os EUA, só não sei como. Falta de planejamento? Pode ser, mas aí cai por terra uma das bases de qualquer economia ou governo socialista, seja bolivariano ou não.
Lênin (lembram dele?), dizia, na distante década de 20 do século passado que, na Rússia, que socialismo era igual a eletrificação mais poder soviético. A energia sempre foi uma questão elementar para qualquer projeto de desenvolvimento. Sem isso, as coisas começam a degradar-se e não há discurso que segure, mesmo que dure mais de uma hora.
Pode ser que a Venezuela saia dessa; que o povo pobre segure a onda e a pressão da classe média irada apenas com os apelos ideológicos de Chávez. Pode ser...