segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mais uma opinião de David Harvey

Esqueci de postar no momento em que foi divulgada, mas a entrevista de David Harvey sempre vale a pena ser lida.

Ordem de despejo

Pois é.. .tem camelô ameaçado de despejo do camelódromo por não ter dinheiro para pagar o aluguel dos cubículos, digo, bancas. A coisa tá feia. Não podem vender pirataria e ainda têm que pagar um dos metros quadrados mais caros de Porto Alegre. Pra variar, dentro do estilo Pilatos de governar, não é a Prefeitura que está agindo sobre os vendedores, mas a empresa que tem a concessão do Camelódromo. Os vendedores foram à Câmara para tentar uma solução. A única coisa que conseguiram, até agora, foi a promessa da empresa de que não irá mandar ninguém embora antes de uma audiência com o Prefeito ou autoridades municipais para dar um encaminhamento à situação. Ou seja, os camelôs estão nas mãos da agilidade e proatividade de Pilatos: tão ferrados.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Em defesa da orla do Guaíba

A realpolitik, Lula, PT e Sarney


A realpolitik deve sepultar a crise do Senado, protagonizada por José Sarney. Todos têm razão e ninguém tem razão. Sarney fez o que sempre fez e sempre foi denunciado. A oposição, que já esteve no outro lado, resolveu que é mais interessante denunciar do que assumir a co-responsabilidade com as falcatruas do clã sarney. Lula, que já recebeu apoio de Sarney em 89, contra Collor (lembram?), vai apoiar que o apoia. O PT, de inimigo figadal, passou a ser aliado de Sarney. Todos agem conforme interesses maiores a defender. É triste, mas não tem niguém inocente nessa história. Lula, acostumado com crises e escândalos entrou em campo, segurou os ânimos do PT e aposta que as coisas vão passar e as pessoas vão esquecer de tudo até o próximo escândalo.
Luis Antônio Magalhães também viveu esses momentos. Sofreu abalos, submergiu, retornou, até morrer melancolicamente, acompanhando o enfraquecimento do chamado "carlismo", na Bahia. Muito do que ele fez e representa sobreviveu vai permanecer, memo que venha a ser uma sombra do que já foi o poder de ACM. Minha aposta e minha tímida esperança é que Sarney vá ter um destino semelhante. O PT e Lula vão ajudá-lo a passar por esse momento. Ao longo do tempo, Sarney vai ir regredindo e, daqui a uns quinze anos, talvez, o sarneyzismo (já sem Sarney que deverá morrer nesse tempo, se minhas previsões estiverem certas) irá empalidecendo para se tornar uma lembrança do que já foi e ainda é, em parte.
Nosso Brasil é isso, uma sucessão de pequena mudanças, conduzidas por pessoas com um pé no passado e outro pé no futuro e caminhando lentamente. As instituições e a mentalidade brasileiras não são destruídas, quebradas, ou revolucionadas. Vão sendo transformadas progressivamente.
É a minha singela opinião.

500 anos da chegada de Caramuru


Este anos, faz 500 anos da chegada de Caramuru ao Brasil. Mito e realidade se misturam na vida desse sujeito que deve ter sido uma figuraça.

Um fato, duas visões


A regularização dos flanelinhas produziu duas visões diferentes na mídia. A Record noticiou o fato como "legalização do achaque", a RBS, como "parceria para solucionar um problema". O mesmo fato, duas visões. Acho difícil solucionar o problema dos flanelinhas. As implicações sociais são muito grandes. A Prefeitura está testando algo. Parece que, na primeira experiência não deu certo, pois os legalizados reclamaram que os clandestinos atuavam livremente. Quando foram reclamar com a Brigada, a resposta foi de que apenas os proprietários poderiam fazer queixa. Pelo jeito termeos dois tipos de flanelinhas: os com uniforme e os sem uniforme. A depender da fiscalização de SMIC, EPTC e Brigada.... o resto vai continuar do jeito que já é; puro achaque.

Mais uma de Pilatos


Pilatos aprontou mais uma. Resolveu silenciar sobre o projeto aprovado pela Câmara, que ampliou o tempo de permanência das mesas dos bares nas calçadas. Como isso, passoua batata quente para o Presidente da Câmara assinar. A justificativa de Pilatos é hilária. Como o projeto não foi unânime, ele se acho no direito de silenciar. Pilatos é assim, não compra briga. É triste ver que Porto Alegre optou por ter um prefeito sem cara e sem opinião. A campanha da mídia e dos conservadores contra a "guerra política", pela "pacificação" do Rio Grande e de Porto Alegre está produzindo uma geração de pessoas que valoriza a falta de opinião. Uma tristeza, mas o povo parece que gosta disso.