terça-feira, 7 de abril de 2009

Não faz o que é necessário e insiste com o que não serve

A cada dia o governo de Pilatos nos brinda com novas formas de sua governança. Não é segredo que o transporte coletivo está à beira do colapso. Nem falo dos engarrafamentos cada vez mais frequentes e da fiscalização ausente. Falo de tabelas horária não cumpridas, panes mecânicas nos ônibus e desqualificação da frota, prejudicando a população "que mais precisa", inclusive eu, que ando de ônibus.
Apesar de não fazer o básico, a governança insiste com os portais. Abriram lugar para mais carros no centro (com é o caso do estacionamento onde ficavam os camelôs) e ameaçam com os terminais de baldeação, trazendo mais um problema para quem não tem tempo de assistir às palestras do Secretário de (I)Mobilidade Urbana.
Enquanto acena com um projeto milionário, nenhuma notícia de metrô e, o que é pior, a Escola Técnica na Restinga está por um fio, pois a governaça não arrumou o terreno para receber a escola.
E há quem goste...

Avança debate sobre fianciamento da cultura





Esta eu tirei do site do Minc. Os interessados podem conferir pessoalmente.

"A proposta de reforma da Lei Rouanet não “quebra” o direito autoral, como afirmou esta semana o jornal Folha de S. Paulo. A proposta apenas prevê uso educacional da obra após esgotado seu período de exploração comercial.

O Ministério da Cultura esclarece que a proposta de nova lei de fomento à cultura não retira dos autores de obras artísticas financiadas com recursos públicos federais qualquer direito de exploração comercial sobre suas criações. Os autores permanecerão com todos os direitos previstos na Lei de Direito Autoral (9.610/98), podendo reproduzi-las, distribuí-las ou comunicá-las ao público da maneira que quiserem.

O artigo 49 da proposta de nova lei prevê uso educacional – quando não rivalize com a exploração comercial, das obras financiadas com recursos oriundos de impostos, mediante ações que não envolvam qualquer espécie de lucro, após um tempo determinado de uso exclusivo do autor sobre sua obra.

De qualquer forma, a proposta está em consulta pública. Quem considerar que essa liberação para uso educacional não é adequada, por favor, se manifeste pelo endereço profic@planalto.gov.br"

Transparente como o chumbo


Ao que tudo indica, a indicação da segunda colocada para a chefia do MP foi obra das articulações do secretário “topa-tudo”, atualmente na titularidade da Secretaria da Transparência. Uma das broncas de integrantes do MP é com aqueles colegas que, tendo a função constitucional de defender a sociedade, inclusive contra os governos, assumem cargos de confiança em governos. Em situações como essas, a independência do MP fica fragilizada. A bronca tem fundamento, afinal, como se comportará um promotor diante de uma situação que atinja um governo do qual ele tenha feito parte, ou uma figura.
Se o critério de escolha foi uma questão de gênero, será qeu sobra um voto para a Dilma?

Onde está a coragem?


O slogan “Coragem para mudar”, foi tema das desavenças conjugais da Rainha de Copas. O slogan é uma farsa. A rainha veta a apresentação da esposa de um provável adversário, mas não assume. Recentemente, não compareceu à posse de sua indicada para chefiar o MP. Não compareceu para não ser questionada. A Rainha foge e se esconde quando a realidade está contra ela.
Agora, chama Pilatos de querido amigo. Na mesma oportunidade, abusou de sua natural grosseria ao não responder à pergunta sobre a comparação entre o evento promovido por ela e o evento promovido pelo Governo Federal, tão criticado pelo tucanato.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Chega de hipocrisia, acabem com a ciclofaixa!


Em 2004, Pilatos condenava a Prefeitura por não ter um sistema da ciclovias. Eleito, seu secretário de (i)mobilidade urbana, manteve as críticas. Desfazia da ciclofaixa que liga os parques Marinha, Redenção e Parcão aos domingos e feriados. Para ele, isso era muito pouco. Às vésperas da eleição de 2008, Pilatos apresentou o Plano Diretor Cicloviário. Até agora.... A ciclovia na Av. Diário de Notícias é um desconforto total, pois trepida. O tal Plano Diretor Cicloviário, que é utilizado pela governança para justificar o não fazer nada, está tão parado como o trânsito da cidade.
E a ciclofaixa do "Caminho dos Parques"? está cada vez mais abandonada e desrespeitada. Sua sinalização se deteriora. Aos domingos e feriados, os poucos que tentam andar de bicicleta sobre o traçado qeu desaparece deparam-se com dezenas de veículos parados sob as placas em que se lê "Proibido Estacionar aos domingos e feiriados". A EPTC, como sempre, nada faz.
Minha sugestão é singela: retire-se a sinalização da ciclofaixa. Sejamos honestos conosco mesmo e com a cidade. E esperemos a execução do Plano Diretor Cicloviário....algum dia

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Digno de CARAS


O veto que a Rainha de Copas impôs à apresentação da esposa de Pilatos no jogo do Brasil foi digno da revista CARAS. À que ponto chegamos! Não lembro de uma autoridade pública ter agido tão diretamente sobre um evento esportivo. Talvez durante o regime militar. As desculpas são muitas, mas ficou chato. Não para a Rainha de Copas, mas para o Rio Grande e para o tratamento minimamente republicano que deve ser dado a eventos como um jogo da seleção. Imaginem o que essa gente é capaz de fazer na Copa do Mundo!
Agora, Pilatos tem uma desculpa para concorrer contra a Rainha de Copas.
O lado bom de tudo isso: nos livramos de ouvir a mulher de Pilatos cantando aquela música que, com a desculpa dos apreciadores, eu acho um saco!

CENTENÁRIO




Albert Camus disse que, apesar dela e apesar dele, ele era de esquerda. Eu digo, além disso, que sou colorado, apesar do Inter e apesar de mim. Neste blog evito falar em futebol. Prefiro dedicar o espaço a temas que possam ser tratados com a razão e com argumentos e o futebol, decidamente, não é um território próprio para a razão e os argumentos.
O centenário do Inter, porém, merece um espaço nesse meu singelo blog.
Sou colorado por opção, não de família e acho que isso conta a meu favor. Antes de ouvir falar do Rolo Compressor, acompanhei o colorado dos anos 70, tricampeão brasileiro invicto. O Inter de Figueroa, Falcão, Carpegianni, Valdomiro, ícones do coloradismo até hoje. O grande time de 76 que trinta anos depois, seria justiçado conquistando o título da FIFA como melhor do mundo. A justiça tarda mas não falha. Ironicamente, o gol do título não foi de um iluminado Figueroa, como em 75, mas de um obscuro Gabiru.
Depois de vibrar de orgulho, amargamos duas décadas de mediocridade. Vimos nosso rival se projetar e ficamos escolados na secação. Sempre havia argumentos: ganhamos mais grenais, ganhamos mais gauchões, ganhamos mais brasileiros, fomos medalha de prata nas Olimpíadas... Por fim, o argumento fatal: nunca fomos para a segundona.
Mas sempre ficava aquele amargo...e o título sulamericano? e o mundial? Pois o amargo se desfez com as vitórias sobre duas potências do futebol. Agora, o colorado não devia mais nada a ninguém. Nada pode ser maior, não há título que esse time não tenha conquistado. E o que é melhor, todo colorado se considera campeão, coisas que só o futebol pode nos trazer.
Antes de me tornar um cético, já tive religião. Antes de me tornar petista, já fui do PC do B. A gente muda, as coisas mudam, mas time a gente não troca. Foi duro ser colorado durante um tempo. Não se ganhava nada além de gauchão e ainda sofríamos com as vitórias do rival, mas a gente resisitiu. É duro ser de esquerda. Ver as loucuras feitas em nome de um ideal; suportar o crescimento do individualismo e da barbárie no mundo; acompanhar o contágio de tudo o que acreditamos na busca da vitória a qualquer preço. Porém, temos suportado.
Provavelmente eu vá morrer cético; quanto a morrer petista... depende. Com certeza morrerei na esquerda... e colorado

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Golpe Militar faz 45 anos

Estou sem tempo, mas para não ficar sem registro, quero dizer que não esqueci.
Foi um golpe, em 1º de abril, com participação de muito civil que, hoje, posa de democrata